De catador de garrafa a mestre de bateria da Portela: conheça Nilo Sergio
Ritmista está há 20 anos à frente da Tabajara do Samba

Mestre Nilo comanda oficina de bateria com as cores da Portela na Bélgica (Reprodução/Instagram)
Confirmado no Carnaval 2025 da Portela, mestre Nilo Sérgio faz história à frente da Tabajara do Samba, como é chamada a bateria da azul e branco de Madureira. Aos 45 anos, o mestre de bateria se consolida como uma das figuras mais ilustres do Carnaval carioca e pode, em breve, bater o recorde de Betinho, mestre que ocupou o posto durante 30 anos.
Em 2024, Nilo não saiu com o título de campeão, tampouco com três notas 10 no quesito bateria. No entanto, seus 19 anos no comando da Tabajara chamam a atenção para um líder que começou cantando garrafas e que se orgulha de ter mudado o perfil da bateria.
Todo apoio à Tabajara do Samba! A dupla Nilo Sérgio e Bianca Monteiro seguem na Portela para o Carnaval 2025. pic.twitter.com/QlJcAV8q4h
— G.R.E.S. PORTELA (@PortelaNoAr) February 17, 2024
“Eu abri as portas, porque quando eu cheguei na bateria da Portela eu era o único menor. Coloquei essa rapaziada de Oswaldo Cruz e de outros lugares. Elas estão com o mesmo brilho que eu tinha no olhar”, disse ao site Carnavalesco antes dos desfiles desse ano. Foi ele o responsável por retomar uma antiga tradição da bateria da Portela, com as caixas de guerra posicionadas na altura do quadril dos ritmistas.
“Quando eu cheguei na Portela, eu era catador de garrafa. Cheguei a diretor e mestre de bateria. É doido pensar que daqui a 150, 200 anos, as pessoas vão lembrar do desfile e que fiz parte disso”, disse à Folha de S. Paulo em 2023.
Nilo começou no mundo do samba no bloco Boêmios de Irajá ao mesmo tempo em que frequentava a casa de Mestre Fuleiro e assistia a Beto Sem Braço fazer samba batucando em caixas de fósforos.
Foi em 1991 que estreou na Portela tocando agogô, sob a direção de Mestre Timbó. De lá pra cá, Nilo tocou caixa, surdo de primeira e surdo de terceira. Em 2003, foi convidado por Mestre Carlinhos Catanha para compor a diretoria de uma das baterias mais tradicionais do Carnaval carioca e, em novembro desse mesmo ano, passou a assumir a direção geral depois da saída de Marçalzinho.
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