Copa da Música: em 2026, rock inglês volta a rugir
De Sam Fender à nova safra indie, gênero vive ótimo momento na Inglaterra

Wolf Alice no C6 Fest 2026 (Iwi Onodera/Brazil News)
Quando a Inglaterra entra em campo na Copa do Mundo, já vem com trilha sonora definida. Antes mesmo do apito inicial da estreia contra a Croácia, nesta quarta-feira (17), às 17h, as arquibancadas já sabem o refrão de cor. Afinal, futebol e rock inglês caminham juntos desde que “Three Lions” virou hino não oficial da seleção.
Em 2025, o país viveu um dos maiores fenômenos culturais de sua música em décadas: a volta do Oasis. A turnê “Oasis Live ’25” reuniu Liam e Noel Gallagher após 16 anos de silêncio, arrastou mais de dois milhões de pessoas e se tornou a segunda maior bilheteria do ano no mundo.
A música inglesa aposta de novo nas guitarras
O reencontro reacendeu o orgulho britânico pelas guitarras e jogou Blur, Pulp e toda a velha guarda do Britpop de volta ao streaming. Robbie Williams, não por acaso, batizou seu álbum de 2026 de “Britpop”. Mas a parte mais interessante não está na nostalgia, e sim na nova safra de bandas que desponta.
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A nova geração do rock inglês ocupa o topo das paradas por conta própria. Se “Three Lions” prometia que o futebol estava voltando para casa, a Inglaterra de 2026 chega ao Mundial com a mesma pegada rockeira. Conheça a Inglaterra que entra em campo tocando guitarra.
Sam Fender
Indie rock de estádio, voz de operário e refrões feitos para 50 mil pessoas cantarem juntas. O homem de North Shields venceu o Mercury Prize 2025 com “People Watching”, seu terceiro álbum seguido a estrear em primeiro lugar. O disco teve a maior semana de estreia de 2025 no Reino Unido (mais de 107 mil cópias) e virou o vinil de venda mais rápida do século no país. É Springsteen com sotaque do nordeste inglês.
Wolf Alice
Atração do C6 Fest deste ano, a banda londrina passou de promessa a fenômeno de número 1. “The Clearing” (2025), o quarto álbum do grupo de Ellie Rowsell, estreou no topo da parada e flerta com o soft rock dos anos 1970 sem perder o peso. A própria gravadora resumiu como “o Fleetwood Mac, se gravasse hoje no norte de Londres”.
The Last Dinner Party
Cinco mulheres, figurinos teatrais e um art rock barroco que soa como ópera de garagem. Depois do estrondoso debut “Prelude to Ecstasy” (número 1 em 2024), o quinteto de Londres emendou “From the Pyre” (2025), que chegou ao segundo lugar. Vencedoras do BBC Sound of 2024 e do Brit Award de artista revelação, são a cara da nova cena de guitarras.
Wet Leg
Da Ilha de Wight, o grupo de Rhian Teasdale e Hester Chambers transformou ironia em hit. “moisturizer” (2025), o segundo álbum, estreou em primeiro lugar e rendeu três indicações ao Grammy. O single “mangetout” chegou ao topo do rádio alternativo dos Estados Unidos. Guitarra suja, letra afiada e zero solenidade.
English Teacher
Quarteto de Leeds liderado por Lily Fontaine, mistura post-punk anguloso e vocais falados com observação social fina. Levou o Mercury Prize 2024 com a estreia “This Could Be Texas”: foi a primeira banda de fora de Londres a vencer o prêmio em uma década. Em 2026, relançou o disco como “This Could Be a Remix Album”, com participações de peso.
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