Confira os aniversariantes da música em janeiro
De Elvis a Djavan passando por Alicia Keys e Janis Joplin

O mês de janeiro chega com uma lista de aniversários que atravessa gerações, estilos e continentes — do samba-rock elegante de Luiz Melodia ao rock monumental de Jimmy Page, passando por ícones como Elvis Presley, David Bowie, Dolly Parton e Mary J. Blige. A seguir, um giro rápido por cada aniversariante com mini perfis e destaques de obras que marcaram a história da música.
4 de janeiro | Manu Gavassi (1993)
Cantora, compositora e atriz, Manu Gavassi se consolidou como um dos nomes mais inventivos do pop brasileiro ao unir música, estética e narrativa com identidade própria. Estourou ainda adolescente com “Garoto Errado”, e ao longo dos anos amadureceu sua sonoridade e imagem, transitando com naturalidade entre o pop, o indie e a MPB contemporânea. Projetos como o álbum “Manu” e o aclamado “Gracinha” evidenciam sua habilidade de transformar experiências pessoais em canções confessionais e visuais marcantes. Também conquistou grande projeção nacional ao participar do Big Brother Brasil 20, onde reforçou sua força como criadora e estrategista de comunicação. Na atuação, brilhou em produções como “Malhação” e séries do streaming, ampliando sua presença como artista multifacetada.
7 de janeiro | Luiz Melodia (1935–2017)
Dono de uma voz inconfundível e de um lirismo urbano, Luiz Melodia foi um dos grandes cronistas musicais do Brasil. No repertório, misturou samba, soul, MPB e rock com uma elegância singular. Estourou com canções como “Pérola Negra”, “Estácio, Holly Estácio” e “Magrelinha”. O álbum “Pérola Negra” é uma de suas obras essenciais, consolidando seu lugar entre os mestres da canção brasileira. Melodia morreu em decorrência de um câncer na medula óssea, aos 66 anos.
8 de janeiro | Alexandre Pires (1976)
Cantor, compositor e performer de grande alcance, Alexandre Pires é um dos nomes mais versáteis da música brasileira. Revelado nos anos 1990 como vocalista do Só Pra Contrariar, foi protagonista da popularização do pagode romântico, emplacando sucessos que marcaram gerações. Em carreira solo, ampliou horizontes ao transitar com naturalidade entre o samba, o pop e a música latina, conquistando também o mercado internacional. Dono de uma voz potente e identidade marcante, tem hits como “Depois do Prazer”, “Essa Tal Liberdade”, “Você Roubou a Minha Vida” e “Amame”. Sua trajetória é marcada pela capacidade de se reinventar sem perder as raízes, consolidando um legado popular e duradouro na música brasileira.
8 de janeiro | Elvis Presley (1935–1977)
O “Rei do Rock” redefiniu a cultura pop mundial e ajudou a popularizar o rock’n’roll como fenômeno global. Com carisma cinematográfico, Elvis emplacou sucessos eternos como “Jailhouse Rock”, “Hound Dog” e “Can’t Help Falling in Love”. Também brilhou no cinema em “Jailhouse Rock” e “Viva Las Vegas”. Sua influência atravessa décadas, moldando do pop ao rock contemporâneo.
8 de janeiro | David Bowie (1947–2016)
Camaleônico e visionário, David Bowie transformou reinvenção em arte. Ícone do glam rock e da experimentação pop, criou personas como Ziggy Stardust e redefiniu a estética musical dos anos 1970 em diante. Entre os clássicos estão “Space Oddity”, “Heroes” e “Let’s Dance”. O álbum “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” é referência obrigatória, e no cinema ele marcou presença em “Labyrinth”.
9 de janeiro | Jimmy Page (1944)
Guitarrista, produtor e arquiteto sonoro do Led Zeppelin, Jimmy Page ajudou a construir a linguagem do hard rock. Seu estilo combina riffs pesados com passagens acústicas e psicodelia, criando uma assinatura única. Entre os maiores hinos estão “Stairway to Heaven”, “Whole Lotta Love” e “Kashmir”. O álbum “Led Zeppelin IV” permanece como um dos pilares do rock mundial, consolidando o legado da banda.
10 de janeiro | Rod Stewart (1945)
Com voz rouca e presença magnética, Rod Stewart é um dos grandes cantores britânicos do pop-rock e do soul. Fez história tanto em carreira solo quanto com grupos como Faces. Seus maiores sucessos incluem “Maggie May”, “Do Ya Think I’m Sexy?” e “Forever Young”. Ao longo das décadas, alternou rock, baladas e standards, sempre mantendo apelo popular.
10 de janeiro | Lô Borges (1952–2025)
Cantor, compositor e guitarrista mineiro, Lô Borges foi um dos pilares do Clube da Esquina, movimento que redefiniu a MPB ao misturar poesia, rock, jazz e sonoridades brasileiras com liberdade criativa. Ainda muito jovem, tornou-se parceiro central de Milton Nascimento no álbum “Clube da Esquina” (1972), marco definitivo da música brasileira. No mesmo período, lançou seu cultuado disco solo “Lô Borges” (1972), o “Disco do Tênis”, e assinou canções que atravessaram gerações, como “O Trem Azul”, “Paisagem da Janela” e “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”. Nas décadas seguintes, manteve uma trajetória inquieta e autoral, com reencontros criativos e reconhecimento renovado, incluindo o sucesso de “Dois Rios” (parceria ligada ao Skank) e uma fase final prolífica em estúdio. Nascido em Belo Horizonte, em 10 de janeiro de 1952, Lô morreu na cidade em 2 de novembro de 2025, aos 73 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos, após internação.
11 de janeiro | Mary J. Blige (1971)
Rainha do hip-hop soul, Mary J. Blige transformou vulnerabilidade em força e fez do R&B um espelho emocional de uma geração. Estourou com hits como “Real Love”, “Be Without You” e “Family Affair”. O álbum “My Life” é considerado um dos mais importantes do gênero, influenciando do rap ao pop contemporâneo. Ela também se destacou como atriz, incluindo o filme “Mudbound”.
12 de janeiro | Nando Reis (1963)
Compositor essencial da música brasileira, Nando Reis é responsável por alguns dos maiores sucessos do rock nacional. Ex-integrante dos Titãs, construiu carreira solo marcada por romantismo, cotidiano e melodias fortes. Assina clássicos como “All Star”, “Relicário” e “Pra Você Guardei o Amor”. O álbum “Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro” é um dos marcos de sua discografia.
12 de janeiro | Zayn Malik, do One Direction (1993)
Cantor e compositor britânico, Zayn Malik se firmou como um dos principais nomes do pop e do R&B contemporâneo ao combinar vocais marcantes, sensualidade melódica e uma estética sofisticada. Ganhou projeção mundial como integrante do One Direction, grupo que dominou a cultura pop da década de 2010 com sucessos globais e turnês gigantescas. Em 2015, deixou a banda e iniciou uma fase solo que evidenciou sua identidade artística, aproximando-se do R&B alternativo e de uma produção mais intimista. O álbum de estreia “Mind of Mine” e o hit “PILLOWTALK” marcaram essa virada, mostrando um artista disposto a experimentar texturas eletrônicas, letras confessionais e influências que vão do soul ao pop minimalista. Ao longo dos anos, Zayn lançou projetos que reforçam sua versatilidade e seu olhar autoral, alternando momentos de grande impacto comercial com uma postura mais reservada e focada na construção de um repertório pessoal.
14 de janeiro | Dave Grohl (1969)
Um dos músicos mais influentes do rock moderno, Dave Grohl atravessou duas eras: do Nirvana ao Foo Fighters. Depois de ser baterista do lendário disco “Nevermind”, do Nirvana, Grohl reinventou-se como cantor, guitarrista e líder de banda Foo Fighters, que emplacou hits como “Everlong”, “The Pretender” e “Best of You”. Também dirigiu e estrelou documentários como “Sound City”.
16 de janeiro | Jennie, do BLACKPINK (1996)
Rapper, cantora e compositora sul-coreana, Jennie se tornou uma das figuras mais influentes do pop global como integrante do BLACKPINK, grupo que ajudou a redefinir o alcance do K-pop no Ocidente com hits, turnês gigantes e uma presença digital massiva. Conhecida pelo timbre marcante, flow preciso e carisma de palco, ela transita com facilidade entre o rap e o vocal, combinando atitude e refinamento pop. Em carreira solo, estreou com o megahit “SOLO”, revelando uma artista de identidade forte e apelo internacional. Fora da música, consolidou-se como ícone de moda e beleza, presença constante em campanhas e editoriais de luxo, ampliando sua influência para além dos palcos. Nos últimos anos, também reforçou sua autonomia criativa ao estruturar projetos próprios, mantendo Jennie no centro da conversa cultural — entre performance, estilo e poder de imagem.
16 de janeiro | Sade (1959)
Elegância, mistério e uma voz que parece flutuar: Sade é uma das artistas mais sofisticadas da música contemporânea. À frente da banda que leva seu nome, ela redefiniu o soul com um estilo suave e refinado, misturando R&B, jazz e pop com naturalidade e classe. Dono de uma discografia enxuta e impecável, seu repertório atravessa décadas com força intacta — de “Smooth Operator” e “Your Love Is King” a hinos intensos como “No Ordinary Love” e “By Your Side”. Sade é sinônimo de sensualidade contida, emoção profunda e presença atemporal.
19 de janeiro | Dolly Parton (1946)
Lenda absoluta do country, Dolly Parton é compositora, cantora, empresária e símbolo cultural. Sua carreira reúne carisma, inteligência e uma habilidade rara para escrever músicas que atravessam o tempo. Entre os maiores sucessos estão “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Ela também brilhou no cinema, especialmente em “9 to 5”.
19 de janeiro | Janis Joplin (1943–1970)
Voz rasgada, alma intensa e presença explosiva: Janis Joplin foi um dos símbolos máximos da contracultura. Ícone do rock e do blues, marcou Woodstock e entrou para a história com interpretações viscerais. Entre os clássicos estão “Piece of My Heart”, “Cry Baby” e “Me and Bobby McGee”. O álbum “Pearl” se tornou sua obra definitiva.
25 de janeiro | Tom Jobim (1927–1994)
Um dos maiores nomes da música brasileira, Tom Jobim foi o principal arquiteto da bossa nova e um dos compositores mais influentes do século 20. Combinando harmonias sofisticadas, melodias delicadas e letras que exaltavam o amor, o Rio de Janeiro e a natureza, levou a canção brasileira ao mundo. Entre seus clássicos eternos estão “Garota de Ipanema”, “Chega de Saudade”, “Desafinado”, “Corcovado” e “Águas de Março”. Sua obra dialogou profundamente com o jazz e influenciou gerações de artistas no Brasil e no exterior, consolidando Jobim como um símbolo da elegância e da modernidade da música brasileira.
25 de janeiro | Alicia Keys (1981)
Pianista virtuosa e cantora de voz marcante, Alicia Keys surgiu como uma renovação do R&B no início dos anos 2000. Seu debut “Songs in A Minor” virou clássico imediato, impulsionado por “Fallin’”. Depois, consolidou-se com sucessos como “If I Ain’t Got You” e “No One”. Seu trabalho equilibra soul, pop e hip-hop com elegância e personalidade.
25 de janeiro | Etta James (1938–2012)
Uma das maiores vozes do blues e do soul, Etta James cantava como quem atravessava o fogo. Sua interpretação de “At Last” virou padrão absoluto de romantismo na música, atravessando gerações e trilhas sonoras. Outros destaques incluem “I’d Rather Go Blind” e “Something’s Got a Hold on Me”. Sua potência vocal permanece como referência histórica.
26 de janeiro | Eddie Van Halen (1955–2020)
Revolucionário da guitarra, Eddie Van Halen mudou a forma de tocar rock com técnica explosiva e criatividade. A sua técnica de “tapping” virou assinatura e inspirou uma geração inteira de músicos. Com o Van Halen, criou hinos como “Jump”, “Panama” e “Eruption”. O álbum “Van Halen” (1978) é considerado um dos mais importantes da história do hard rock.
27 de janeiro | Djavan (1949)
Um dos compositores mais sofisticados do Brasil, Djavan é mestre em unir MPB, jazz, samba e pop com identidade própria. Sua obra combina harmonia refinada, poesia e interpretação impecável. Entre os maiores sucessos estão “Flor de Lis”, “Oceano” e “Eu Te Devoro”. Discos como “Luz” e “Lilás” ajudaram a definir o som de uma era.
28 de janeiro | Sandy (1983)
Sandy construiu carreira sólida desde a infância com Sandy & Junior e se reinventou como artista solo com maturidade e delicadeza. Após o fenômeno pop dos anos 1990 e 2000, lançou o álbum “Manuscrito”, marcando uma virada estética e sonora. Entre os destaques estão “Pés Cansados” e “Aquela dos 30”.
29 de janeiro | Eloy Casagrande (1991)
Eloy Casagrande é um dos bateristas brasileiros mais respeitados da música pesada contemporânea. Revelado ainda jovem no cenário do metal, ganhou projeção internacional ao integrar o Sepultura, com quem gravou álbuns como “Machine Messiah” e “Quadra”. Conhecido pela técnica apurada, precisão e intensidade, tornou-se referência mundial do instrumento e, em 2024, passou a integrar o Slipknot, consolidando sua presença entre os grandes nomes do rock global.
29 de janeiro | Jerry Adriani (1947–2017)
Nome importante da Jovem Guarda, Jerry Adriani ajudou a popularizar o romantismo pop no Brasil. Começou como vocalista do conjunto Os Rebeldes e logo seguiu carreira solo de grande apelo popular. Seu repertório inclui “Doce, Doce Amor”, “Querida” e “A Grande Viagem”. Tornou-se ídolo de uma geração e símbolo de uma fase decisiva da música brasileira.
30 de janeiro | Phil Collins (1951)
Cantor, baterista e compositor, Phil Collins marcou o pop-rock com hits gigantes e uma assinatura rítmica inconfundível. No Genesis e em carreira solo, reuniu sucessos como “In the Air Tonight”, “Against All Odds” e “Another Day in Paradise”. Também brilhou em trilhas sonoras, especialmente no filme “Tarzan”, com músicas como “You’ll Be in My Heart”.
31 de janeiro | Justin Timberlake (1981)
De fenômeno adolescente no *NSYNC a estrela pop completa, Justin Timberlake construiu carreira baseada em performance, timbre marcante e produção sofisticada. Emplacou sucessos como “Cry Me a River”, “SexyBack” e “Mirrors”. O álbum “FutureSex/LoveSounds” foi decisivo para redefinir seu som e consolidar sua identidade artística. Também atuou no cinema, ampliando sua presença na cultura pop.
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