Com um pé em uma ‘próxima estação’ Terno Rei viaja gostoso no Lollapalooza 2025
Parecia que não ia, mas decolou maneiro

Ale Sater, vocalista da banda Terno Rei (Van Campos/AgNews)
Os fãs de Terno Rei se encontram na busca por alguma paz, que fica evidente no show do Lollapalooza 2025 neste domingo (30). Muitos deles se conheceram ouvindo a banda, muitos deles se casaram por causa desse fenômeno indie de menores proporções —até hoje, pouco conhecido do público geral.
A constante tentativa de acertar o compasso da vida e transformar em música deu certo e, por isso, de um tempo para cá, a banda é cuidadosa visualmente, como neste audiovisual. Mas, no palco, o visual foi cru —como acontece com a maioria das bandas que fazem as boas-vindas ao público no começo da tarde. E isso acaba tirando um pouco da possibilidade de aconchego que a música da banda pede. Apesar do calor dos fãs, as letras contemplativas, quase sempre surfando melancólicas em busca de paraíso, perdem peso sem ambientação em um palco tão grande.

Por isso, a palavra “brutal” que intitula uma faixa de 2012 soou com menos força do que sua direção no fonograma. De voz confessional, quase sempre cantando como se reclamasse (sem ser chato) ao microfone, Ale Sater sofreu, neste show, um mal comum deste tipo de rock feito no Brasil: a voz que vem da banda acaba rezando para convertidos.
A decisão é estética, diga-se. É parte do gênero —o que não significa que outras bandas do nicho não tenham optado por sonorizações diferentes.
O efeito é desfeito imediatamente com canções como “Solidão de Volta” que embala, em um mesmo pacote (interessantíssimo), um som que passa em muita gente, fazendo tudo ali no palco ser uma viagem por um rock brasileiro que se junta com tudo de melhor feito aqui, na Argentina, no Spedy Ortiz. Conquista o fã de rock de qualquer direção —dá vontade de estar ali, com eles.
Terno Rei decola no Lollapalooza 2025

E essa intenção se replica nas músicas de 2025 do Terno Rei. Ale canta sobre um temporal que arrasou terra, mas “já não importa mais” e, aí, a banda voa, as palmas surgem, Ale, o baixista que pilota essa vibe, está visivelmente mais confortável. Seus companheiros de tripulação Bruno Paschoal, Luis Cardoso e Greg Maya (também na guitarra) confiam, focados apenas no que batem, no que tocam. Eles pouco falam durante o show, filhotes do indie que são.
Lançada neste ano, a faixa “Próxima Parada” parece auto-explicativa (e um consolo) para quem acompanha a banda e sempre olha para o amigo dizendo “eu não acredito que ninguém conhece essa banda!”.
Mas, hoje, alegre-se, este Terno Rei consegue abarcar e embarcar ainda maia gente. Quer dizer, eu sei que você talvez nem queira dividir essa banda com mais gente —eu te entendo. Mas esse trem partiu e para um lugar muito interessante se o show confirmar o que vem por aí em “Nenhuma Estrela”, quinto álbum —ainda a ser revelado na íntegra no dia 15 de abril.
sss
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