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Morre Clive Davis, lendário executivo da indústria musical, aos 94 anos

Ele foi responsável por lançar cantoras como Whitney Houston e Alicia Keys

Clive Davis e Whitney Houston

Clive Davis e Whitney Houston (Grosby Group)

Clive Davis, o lendário executivo musical que conduziu as carreiras de estrelas como Whitney Houston, Barry Manilow e Alicia Keys, morreu nesta segunda-feira (22) em sua casa em Nova York (EUA), vítima de complicações relacionadas à idade. Ele tinha 94 anos.

Davis ganhou destaque enquanto atuava como presidente da Columbia Records de 1967 a 1973, antes de fundar sua própria gravadora, a Arista, onde contratou Manilow e estrelas como Aretha Franklin, Patti Smith e Dionne Warwick, entre muitas outras. Em 2000, fundou a J Records, responsável por lançar artistas como Keys e Maroon 5 ao estrelato.

Conhecido como “O Homem com os Ouvidos de Ouro”, Clive Davis tornou-se um ícone da indústria musical por ajudar a moldar o som popular de gêneros como pop, rock, R&B e hip-hop durante uma carreira que abrangeu mais de 60 anos.

Nesse processo, ele contratou e orientou artistas lendários como Janis Joplin, Carlos Santana, Bruce Springsteen, Aerosmith, Barbra Streisand, Aretha Franklin, Alan Jackson, Luther Vandross, Kenny G, Usher, Rod Stewart e Jennifer Hudson.

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“Para o mundo, nosso pai foi a lenda icônica da música cuja visão, instinto e busca incansável pela excelência moldaram a trilha sonora de inúmeras vidas”, disse a família de Clive Davis em um comunicado. “Ele descobriu, orientou e apoiou os maiores artistas da história da música moderna, deixando uma marca indelével na cultura que perdurará por gerações.

“Para sua família, Clive era pai e avô, a presença constante no centro de nossas vidas, a fonte de sabedoria, força, incentivo e amor incondicional. Não importa quão extraordinárias fossem suas conquistas profissionais, ele nunca perdeu de vista o que mais importava: as pessoas que amava.”

“Ao longo de cada capítulo de sua vida extraordinária, a família permaneceu o maior orgulho e a mais profunda alegria de Clive. Hoje, celebramos não apenas uma figura imponente cuja influência mudou a música para sempre, mas também o homem que liderou nossa família com graça, generosidade e bondade. Sentiremos muita saudade dele, o guardaremos para sempre em nossos corações e carregaremos seu amor conosco pelo resto de nossas vidas.”

 

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Carreira de Clive Davis

Após se formar na Faculdade de Direito de Harvard em 1956, Clive Davis iniciou sua carreira na indústria musical no departamento jurídico da Columbia Records aos 28 anos. Em 1967, ascendeu à presidência da CBS Records, empresa controladora da Columbia, onde contratou Janis Joplin e sua banda Big Brother and the Holding Company depois de vê-los se apresentarem no Festival Pop de Monterey. Enquanto esteve na CBS, Davis demonstrou talento para contratar outras futuras estrelas, incluindo Carlos Santana, Bruce Springsteen, Billy Joel e Aerosmith.

Quando foi demitido da CBS Records em 1973, após ser acusado de desvio de fundos da empresa (o que ele negou), Clive Davis fundou sua própria gravadora, a Arista Records, onde tirou Patti Smith da relativa obscuridade para lançar seu álbum de estreia, Horses, de enorme sucesso em 1975.

Durante esse período, ele continuou a demonstrar um raro instinto para entender o que ressoaria com o público, contratando grupos como The Kinks e Grateful Dead para a crescente gravadora. Ele também ajudou a orquestrar o retorno de várias estrelas veteranas cujas carreiras haviam perdido parte do brilho, de Aretha Franklin e Dionne Warwick a Santana, cujo álbum colaborativo de 1999, Supernatural, alcançou o status de multi-platina e conquistou um total de nove prêmios Grammy, incluindo o de álbum do ano.

O maior sucesso de Clive Davis na Arista veio quando ele contratou Whitney Houston, prima mais nova da artista da Arista, Dionne Warwick. Com o lançamento de seu álbum de estreia homônimo em 1985, Houston alcançou a fama com três hits número 1 na Billboard Hot 100, incluindo “How Will I Know”, “Saving All My Love for You” e “Greatest Love of All”. Houston se tornou uma das artistas mais vendidas de todos os tempos, emplacando um total de 11 hits número 1 na Hot 100 ao longo de uma carreira que foi interrompida precocemente com sua morte em 2012.

Após seu falecimento prematuro, Clive Davis fez um discurso fúnebre que começou: “Você espera por uma voz como essa a vida inteira. Você espera por um rosto como esse, um sorriso como esse, uma presença como essa a vida inteira. E quando uma pessoa incorpora tudo isso, bem, isso te deixa sem fôlego.”

Apesar de estar perto dos 70 anos quando deixou a Arista na virada do milênio, Clive Davis não se contentou em diminuir o ritmo. Em 2000, ele lançou outro empreendimento de sucesso com a J Records, uma gravadora independente que recebeu apoio da Bertelsmann Music Group, empresa controladora da Arista, e foi distribuída pela RCA.

Lá, Davis lançou outro talento de uma nova geração, Alicia Keys, cujo álbum de estreia, Songs in A Minor, de 2001, incluía o sucesso número 1 na Billboard Hot 100, “Fallin'”, e acabou recebendo sete certificações de platina pela RIAA.

Em 2002, após a BMG adquirir uma participação majoritária na J Records, Clive Davis foi nomeado presidente e CEO da RCA Music Group. Ele permaneceu nessa função até 2008, quando, aos 76 anos, foi nomeado diretor criativo da Sony BMG e, posteriormente, diretor criativo da Sony Music Entertainment, cargo que ocupou até sua morte. Ele publicou uma autobiografia, “The Soundtrack of My Life”, em 2002.

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].