Anitta leva ‘EQUILIBRIVM’ ao Rio e público mostra se decorou ‘OKÊ’
Cantora se apresentou em Niterói no último sábado (22)

Anitta (Daniel Pinheiro/BrazilNews)
Anitta levou a “EQUILIBRIVM Tour” para Niterói, no Rio de Janeiro, no último sábado (22). O show, realizado no Caminho Niemeyer, marcou a quarta parada da turnê e teve transmissão ao vivo pelo Multishow e pelo Globoplay. No domingo (23), uma edição especial com os melhores momentos da apresentação foi exibida na TV Globo, logo após o “Fantástico”.
A turnê acompanha o lançamento de “EQUILIBRIVM” e “EQUILIBRIVM II”, lançados por Anitta em abril e julho deste ano, respectivamente, e considerados um dos trabalhos mais profundos e ambiciosos da carreira da cantora ao unir fé, ancestralidade e música pop. Os discos mergulham nas religiões de matriz africana com a criação dos chamados “macumbeats”, fusão de samba, funk, reggae e dancehall.
O projeto reúne participações de nomes como Shakira e ícones da MPB como Maria Bethânia, e já se consolidou como um fenômeno comercial e crítico, chegando a emplacar 11 faixas simultaneamente no Billboard Brasil Hot 100, lideradas pelo sucesso de “Sal Grosso”.
Um dos pontos altos da noite foi o momento de “OKÊ”, faixa de “EQUILIBRIVM II” que viralizou nas redes sociais pelo trecho em que o trio Anitta, Brô MC’s e Katú Mirim recita os nomes de 17 etnias indígenas em sequência — Pataxó, Tikuna, Múra, Terena, Turiwara, Guajajara, Potiguara, Tapeba, Tupinambá, Yanomami, Kayapó, Munduruku, Ashaninka, Kalapalo, Makuxi, Xucuru e Guarani-Kaiowá. O desafio de trava-língua, que já havia tomado o TikTok, colocou o público à prova para ver quem realmente decorou a letra.
Por trás da batida cativante, “OKÊ” carrega um significado que vai muito além do desafio viral. A letra busca combater o apagamento histórico dos povos indígenas e reforçar que não existe uma “cultura indígena única”, mas sim uma diversidade enorme entre os povos originários brasileiros. O próprio título remete à saudação “Okê Arô”, usada em religiões de matriz afro-brasileira como a Umbanda e o Candomblé para saudar Oxóssi, orixá da caça, das matas e da fartura, figura ligada à linha dos caboclos, espíritos ancestrais associados à cultura indígena dentro dessas tradições.
A faixa também incorpora um sample de “Cabocla de Pena”, tradicional ponto de umbanda na voz de Alessandra Leão, e constrói ao longo da letra uma narrativa de resistência e orgulho indígena, usando a imagem da caça como metáfora para uma luta paciente contra opressões históricas.
A passagem de Anitta por Niterói foi a penúltima da “EQUILIBRIVM Tour”, que se encerra no dia 29 de agosto, em Salvador, na Bahia.
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Ouça ‘EQUILIBRIVM I e II’, de Anitta
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