Published by Mynd8 under license from Billboard Media, LLC, a subsidiary of Penske Media Corporation.
Publicado pela Mynd8 sob licença da Billboard Media, LLC, uma subsidiária da Penske Media Corporation.
Todos os direitos reservados. By Zwei Arts.

Thiaguinho sobre o novo álbum: ‘Quero mexer com a autoestima de pessoas negras’

Cantor lançou novo trabalho nesta sexta-feira

O cantor Thiaguinho no projeto 'Bem Black'

O cantor Thiaguinho no projeto 'Bem Black' (André Nicolau/Divulgação)

Thiaguinho lançou nesta sexta-feira (9) o primeiro volume do seu mais novo álbum, “Bem Black”. Ao todo, foram lançadas 11 faixas, com participações de Sandra Sá, Sampa Crew e Gaab

O audiovisual foi gravado no Club Homs, na Avenida Paulista, “coração” de São Paulo, aproveitando a estética dos bailes black. Segundo o cantor, a parte musical pode ser classificada como “álbum de balanço”.

Em entrevista para Billboard Brasil, Thiaguinho deu mais detalhes da sua proposta com “Bem Black” e como enxerga o trabalho para além da música.

“É um álbum todo dedicado ao balanço. Quero deixar explícitas todas as fontes que consumi ao longo do tempo. Gostaria muito de mostrar para as pessoas a potência que a gente, povo preto, tem. Ele não é só um trabalho musical, ele é um manifesto”, explicou.

Mas, se quisermos explicar bem a construção desse “álbum de balanço”, é fundamental entrarmos na cozinha da banda de Thiaguinho. Ali está boa parte da explicação.

Thiaguinho: uma volta num tempo não muito distante…

Se a parte estética e visual do “Bem Black” volta para os anos 1970 e 1980, a parte musical tem muitas referências a “black music” brasileira, com participações especiais como Sandra Sá. No entanto, o disco é muito mais calcado nos anos 1990.

A grande sacada do projeto é se aproveitar de um fenômeno do chamado “Pagode 90”, que foi a utilização em massa de metais nas produções da época. Sax, trompete e outros tantos instrumentos de sopro passaram a fazer parte de diversas músicas do gênero: de “Meu Jeito de Ser”, do Só Pra Contrariar, a “Quando A Gente Ama”, do Os Travessos.

E um dos grandes responsáveis por trazer esses elementos ao pagode foi Prateado, diretor musical de Thiaguinho e a mente por trás de diversos sucessos ali dos anos 1990 (incluindo a produção do álbum “Nossa Dança”, dos Travessos, com o single mencionando anteriormente).

“Eu, Gabriel e Thiago trocávamos referências até que fomos parar no ‘Big Band Bossa Nova’ [álbum de Quincy Jones, de 1962]. É um trabalho muito tropical, tem uma mistura ali da black music com o nosso som. Nossa intenção é passar onde essas culturas se misturam. E acabamos chegando nessa conclusão”, conta.

O Gabriel mencionado por Prateado é Gabriel Abayomi, percussionista, compositor e outro pilar de “Bem Black”. Parceiro de Thiaguinho desde a adolescência, dos tempos de pagode em Presidente Prudente, os dois são uma das principais parcerias de caneta do pagode desde os anos 2010.

Ao todo, Abayomi tem quatro canções no projeto e explica que, na hora de pensar em letras para um projeto que dialoga com o passado, não é necessário pensar em muitas fórmulas.

“Esse é o álbum é muito importante para mim, porque fui descobrindo muita coisa. É um dos álbuns mais especiais para mim, tenho quatro composições nesse trabalho. Costumo dizer que tudo que a gente faz está dentro da gente, é um trabalho ancestral”, diz.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Barriguinha (@euabayomi)