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Nova lei reabre acusação de agressão sexual contra Tommy Lee, do Mötley Crüe

Baterista da banda de rock nega as acusações

Tommy Lee, do Mötley Crüe

Tommy Lee, do Mötley Crüe (Grosby Group)

[Alerta de gatilho: este texto aborda assuntos como violência contra a mulher, estupro e agressões sexuais. Se você se identificar ou conhecer alguém que esteja passando por esse problema, denuncie. Disque 180]

O baterista do Mötley Crüe, Tommy Lee, está novamente enfrentando um processo por supostamente ter agredido sexualmente uma mulher durante um voo de helicóptero em 2003.

Heather Taylor processou Lee por agressão sexual em 2023, mas um juiz de Los Angeles, nos Estados Unidos, decidiu que ela não poderia prevalecer o prazo de prescrição, o que tornava as alegações antigas demais.

Posteriormente, a Califórnia aprovou uma nova lei que abriu uma janela de dois anos para ações judiciais por agressão sexual que, de outra forma, estariam prescritas, a partir de 2026, e Taylor agora aproveitou essa oportunidade para reapresentar seu processo na terça-feira (20).

“A Sra. Taylor sofreu uma agressão sexual horrível e que mudou sua vida nas mãos do Sr. Lee, conforme descrito em sua queixa, e ela está determinada a garantir que a justiça seja feita”, disse o advogado de Taylor, Jeffrey Reeves, à Billboard na terça-feira.

“A Sra. Taylor apresentou sua queixa conforme a recém-promulgada Lei de Justiça para Sobreviventes de Agressão Sexual da Califórnia e espera responsabilizar o Sr. Lee pelo dano indizível que ele lhe causou.”

O novo processo judicial conta uma história muito semelhante à original: Taylor foi convidada em 2003 para um passeio de helicóptero de San Diego a Los Angeles com o piloto David Martz, a quem conheceu em seu emprego como caixa de banco. Taylor afirma que a presença de Lee a bordo foi uma surpresa e alega que o astro do rock e Martz beberam álcool, fumaram maconha e cheiraram cocaína durante o voo, antes de Lee a agredir.

Taylor afirma que Lee a beijou e apalpou à força, a penetrou com os dedos e tentou obrigá-la a praticar sexo oral. Martz, que morreu em um acidente de avião em 2015, teria assistido à agressão rindo. Lee nega as acusações.

O quarteto americano de hard rock Motley Crue, em pose bem mais comportada do que de costume (Reuter
O quarteto americano de hard rock Motley Crue, em pose bem mais comportada do que de costume (Reuters)

Entenda o caso

Inicialmente, ela processou o baterista com base na Lei de Responsabilização por Abuso Sexual e Acobertamento da Califórnia, que criou um prazo de três anos para que vítimas de agressão sexual pudessem processar, independentemente do prazo de prescrição, entre 2023 e 2026.

No entanto, essa lei exigia que as demandantes comprovassem que seus agressores haviam acobertado o crime, e a juíza Holly J. Fujie decidiu, em 2024, que Taylor não atendia a esse requisito.

A decisão da juíza permitiu que Taylor emendasse sua queixa, mas ela optou, na época, por desistir do caso e aguardar a aprovação de outra lei na Califórnia: o Projeto de Lei 250, conhecido como Lei de Justiça para Sobreviventes de Agressão Sexual.

Essa lei, que entrou em vigor em 1º de janeiro, cria um prazo adicional de dois anos para que vítimas de agressão sexual entrem com ações judiciais, estendendo-se até 2027, desta vez com requisitos menos rigorosos em relação a acobertamentos.

“Embora o Sr. Lee e seus advogados entendessem perfeitamente que o arquivamento da queixa anterior não tinha nada a ver com o mérito das alegações da Sra. Taylor contra ele, os advogados do Sr. Lee divulgaram enganosamente esse arquivamento técnico como ‘uma completa vindicação’ e ridicularizaram as alegações dela como ‘falsas e infundadas’”, acrescentou Reeves em sua declaração à Billboard na terça-feira. “O processo de hoje põe um fim definitivo a essa narrativa pública falsa.”

Os representantes de Lee não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Lee não é o único roqueiro lidando atualmente com a nova chamada “janela de revisão” da Califórnia.

Duas semanas atrás, a ex-assistente de Marilyn Manson argumentou que o Projeto de Lei 250 deveria permitir que ela reabrisse suas próprias alegações de agressão sexual contra o cantor, que haviam sido arquivadas. Esse pedido permanece pendente.

[Esta conteúdos é uma traducão/adaptação da Billboard. Leia a reportagem original, em inglês, aqui]

Mötley Crüe
Mötley Crüe (PA Images/Reuters)