Published by Mynd8 under license from Billboard Media, LLC, a subsidiary of Penske Media Corporation.
Publicado pela Mynd8 sob licença da Billboard Media, LLC, uma subsidiária da Penske Media Corporation.
Todos os direitos reservados. By Zwei Arts.

Timbalada celebra legado no axé com DVD e convidados especiais

Projeto ‘Universo Timbalada’ será lançado ainda em 2025

Buja Ferreira e Denny Denan, do Timbalada

Buja Ferreira e Denny Denan, do Timbalada (Lucas Ramos/Brazil News)

Referência da música baiana e da percussão, o Timbalada comemora o aniversário de 33 anos com um show especial no Candyall Guetho Square, em Salvador (BA), neste domingo (19).

A apresentação comandada por Denny Denan e Buja Ferreira vai virar um DVD de quase duas horas.

O projeto “Universo Timbalada” trará participações de João Gomes, Jorge Vercillo, Jotapê, entre outros, com um setlist escolhido a dedo para homenagear o legado do grupo.

“Essas escolhas são mais pessoais do que para atrair públicos novos. É uma linha natural para o Timbalada [de fazer parcerias]”, afirma Buja em coletiva de imprensa realizada antes do show.

“Além do ritmo, axé é cultura, arte, uma entidade viva. Fico muito feliz de participar disso”, completa Denny.

São 11 músicas inéditas e 10 regravações. Considerado o “templo” da banda, onde tudo começou há três décadas, o local, antes conhecido como Candeal Pequeno de Brotas, é o palco para a gravação.

“Tudo vem do candomblé. Tudo veio da religião de matriz africana. Eles trouxeram o tambor para a Bahia e o Brasil. Timbalada nunca não vai deixar de ser percussiva. A revitalização [do axé] veio pelo timbal. Ele não era afinado e tocado com as duas mãos. O Carlinhos mudou isso”, explica Buja.

Questionado sobre a cena atual do axé music, o cantor afirma que o ritmo traz influências para além do gênero musical.

“Para alguém falar que o axé morreu, é porque não entende o significado de axé. Isso vem de orixá, que significa luz, amor. O axé foi relacionado à música baiana. Axé music é mais rápido de falar. Inventaram isso e deu certo”, diz Buja.

“Como que o axé morreu se a gente está aqui? Em cada esquina tem movimentos sociais e culturais com percussão. Axé abrange não só a música, mas o lado social também. Só porque não está tocando na rádio, acham que morreu. Para mim, o axé nunca vai morrer”, defende.

O DVD será lançado ainda em 2025.