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 Teresa Cristina revela data de gravação de álbum e projetos para 2025

Cantora concedeu entrevista exclusiva à Billboard Brasil na Sapucaí

Teresa Cristina no espaço Billboard BR na Sapucaí (Lucas Vieira)

Teresa Cristina no espaço Billboard BR na Sapucaí (Lucas Vieira)

“Se o Ifá deixar eu vou”. A primeira resposta de Teresa Cristina à entrevista exclusiva à Billboard Brasil, sobre a possível participação em um evento, revelou a correria que a cantora está enfrentando neste começo de ano.

Em uma semana com cinco apresentações na agenda – entre São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador – a cantora esteve hoje na Sapucaí para participar do desfile com a Portela, além de realizar um show no camarote da agremiação. Perguntada sobre o desfile desta terça-feira, a artista revelou: “A ansiedade tá a mil. Quando a Portela decidiu falar sobre o Milton, ela escolheu falar sobre o Brasil. Ele tá muito feliz, então se o Milton tá feliz eu também estou”

Um olhar para o futuro

Teresa Cristina começou o ano cheia de projetos. No último sábado, a artista apresentou em Madureira o primeiro show da “Memórias do Samba – Terreiros”, parte da celebração dos 460 anos do Rio de Janeiro que homenageia as velhas guardas das escolas de samba em 16 apresentações. No domingo, a artista está escalada para participar do desfile do B.R.E.C, bloco que tem a proposta de apresentar sambas-enredo históricos.

Quando o Carnaval terminar, Teresa entrará em estúdio para gravar o álbum em que interpretará a obra de Zeca Pagodinho, focado nas composições assinadas pelo sambista. A artista revelou que já tem um possível título para o disco, anunciado desde setembro: “Jessé”. “Esse é o nome dele para o ECAD. Como quero gravar as faixas em que ele assina como compositor, acho que pode ser uma boa ideia”, explicou.

A cantora também revelou que, na sequência, pretende gravar um álbum de composições de sua autoria. Com a gravação de discos dedicados às obras de Cartola e Noel Rosa –  e agora com o projeto do repertório de Zeca Pagodinho – o trabalho autoral da artista perdeu espaço em sua discografia nos últimos anos. 

A cantora comentou sobre o desejo de realizar o projeto: “A gente faz planos no início do ano, aí vem o ano e atropela a gente. Mas, se Deus e meus orixás permitirem, quero trabalhar no meu álbum de inéditas depois do disco do Zeca. Vai ser um trabalho em que as pessoas vão ver a Teresa compositora. Adoro ser intérprete, mas preciso mostrar esse outro lado meu”.

Um olhar para o passado

Assim como falou dos projetos voltados para o futuro, Teresa falou de dois projetos do presente, que são voltados para obras do passado.

Com o “Memórias do Samba – Terreiros”, a artista fará shows ao lado das velhas-guardas da Mangueira, Portela, Salgueiro e Império. O projeto tem o objetivo de preservar o legado dos bambas em encontros gratuitos. “São pessoas que dedicaram a vida inteira ao samba, que deveriam estar aqui na avenida nos melhores camarotes, sendo mimados, bem tratados. São artistas que tem uma história muito importante com o Carnaval.”, comentou. “Estou ansiosa para cantar com todos eles porque a gente tem que dar essa olhadinha para trás para mostrar respeito. Eu acho que o Carnaval é inovação, mas a gente precisa mostrar um pouco de tradição, de onde veio a Sapucaí, de como os desfiles se tornaram grandiosos como são hoje.” 

O respeito aos artistas fundadores das escolas de samba também se estende ao Bloco Recreativo Enredo Carioca, criado pela cantora em 2022, e que pretende resgatar sambas criados para os  desfiles carnavalescos. “É uma homenagem a todos os enredos que já passaram na Sapucaí. Relembro os grandes sucessos e canto sambas que talvez as pessoas não conheçam muito, mas que precisam ser lembrados, porque o samba-enredo é muito fulgaś. Cria-se uma música, a gente canta por uma hora e meia, e depois ele é jogado no lixo. E o B.R.E.C. veio para resgatar essas canções”, comentou.

A apresentação do B.R.E.C. acontece no domingo (9), às 14h na praça da Pira Olímpica (Rua Primeira de Março, nº76), no Centro do Rio de Janeiro. Com o calendário cheio e a (grande) possibilidade de a Portela voltar à Sapucaí no sábado (8), para o desfile das campeãs, a artista não tem certeza se conseguirá participar da apresentação: “Se o Ifá deixar eu vou”.