Spike Lee defende cinebiografia de Michael Jackson após críticas
Escolha de concluir a história em 1988 gerou reações negativas do público

Spike Lee (Grosby Group)
Spike Lee defendeu a cinebiografia de Michael Jackson (1958-2009) após muitas críticas pela omissão das acusações de abuso sexual contra o astro pop no filme, afirmando que as alegações “não se encaixam na cronologia do filme”.
O filme “Michael”, aprovado e financiado pelos herdeiros do cantor, acompanha Michael Jackson desde seus primeiros anos no Jackson 5 até o auge de sua fama mundial em 1988, quando estava em turnê com o álbum “Bad”.
A escolha de concluir a história nesse ponto gerou reações negativas, já que o filme não aborda as acusações de abuso sexual infantil feitas contra ele antes de sua morte em 2009.
+ Leia mais: Músicas de Michael Jackson disparam nas plataformas após estreia de ‘Michael’
“Eu assisti duas vezes. Adoro”, disse Lee à jornalista Laura Coates, da CNN. “Em primeiro lugar, se você é um crítico de cinema e está reclamando de todas essas outras coisas, o filme termina em 1988. E as coisas de que você está falando, as acusações, aconteceram [depois]. Então você está criticando o filme por algo que você quer que esteja lá, mas que não se encaixa na cronologia do filme.”
“Mas as pessoas compareceram. No mundo todo, as pessoas demonstraram seu carinho”, acrescentou.
A cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua, que estreou nos cinemas na semana passada, traz o sobrinho de Jackson, Jaafar Jackson, em sua estreia no papel do cantor, ao lado de Colman Domingo como seu pai, Joe Jackson, e Nia Long como sua mãe, Katherine.

Lee dirigiu o videoclipe de “They Don’t Care About Us”, de Jackson, em 1996, e posteriormente realizou dois documentários: “Bad 25” (2012) e “Michael Jackson’s Journey from Motown to Off the Wall” (2016).
O filme “Michael” estreou na sexta-feira com 96% de aprovação do público no Rotten Tomatoes, apesar das críticas negativas. “Michael” arrecadou US$ 217 milhões nas bilheterias mundiais em seu fim de semana de estreia e estabeleceu um novo recorde para cinebiografias musicais.
Segundo relatos, uma versão anterior do filme abordava as alegações de abuso de 1993 e a investigação subsequente, mas os advogados do espólio de Jackson identificaram um acordo prévio com uma das acusadoras que “impedia qualquer representação ou menção dela no filme”.
Isso levou a 22 dias de refilmagens, que o espólio de Jackson teria financiado diretamente, e custaram entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões, de acordo com a “Variety”.

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