Síndrome nefrótica: como Gloria Groove ajudou fã a superar doença
"A música dela me mantia viva", conta Tamara Innocente, de 29 anos

Tamara Innocente, 29, e Mariana Alves, 30, chegaram às sete da manhã para garantir a grade no show de Gloria Groove. Crédito: Isabela Pétala / Billboard Brasil
“Eu não desisti, se você estiver ouvindo isso, é porque eu sobrevivi”, canta Gloria Groove na canção “SOBREVIVI”, parceria com Priscilla Alcântara que compõe o disco “Lady Leste”, de 2022, que abriu o seu show no The Town. É bem provável que, ao observar a grade do palco The One, iriamos encontrar a carioca Tamara Innocente, atriz e fonoaudióloga de 29 anos para lá de emocionada. Isso porque a jovem (que chegou por volta de sete horas da manhã para garantir a grade do show de Gloria) não se considera uma simples fã da drag queen, e sim, a credita por uma porção significante no processo de cura da síndrome neufrótica, condição renal que enfrenta há alguns anos, e que pode ser provocada pela eliminação inadequada de grandes quantidades de proteína na urina.
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“Eu acompanho a Gloria desde 2018, e foi nessa época em que eu estava em um processo de saúde muito difícil, eu tenho uma síndrome do rim, e por conta do tratamento, tive várias complicações. Perdi parte da visão, fiquei sem andar por conta de uma inflamação nervosa. A música dela me mantia viva, me dava a sensação de ainda estar viva, e ajudava muito no meu processo de cura. Nos momentos que eu sentia muita dor, eu botava alguma música da Gloria, e ia me acalmando, era como se fosse se dissolvendo… eu fico até emocionada” conta com os olhos marejados, mas que não deixaram borrar seu delineado afiado feito para celebrar a artista. “Depois que eu voltei a ter uma saúde mais bem estabelecida, eu comecei a realizar coisas muito importantes através dela, trabalhos, conheci pessoas muito importantes como essas que estão aqui (amigas do fã clube “Tropa da GG”, que abrange todos os estados do país, e também conta com fãs que moram em países como Portugal, México). A Gloria representa para mim cura, força. Em meados de 2021, eu comecei a melhorar, e ano passado, eu fui no meu primeiro show dela”. A história da jovem já chegou até a cantora, que a reconhece em shows. Inclusive, a foto que Tamara tirou com Gloria é o plano de fundo do celular dela.

Ao lado dela, estava Mariana Alves, neuropsicóloga de 30 anos que também veio do Rio de Janeiro para ver o primeiro show da “Noites de Gloria”. As duas se conheceram no ano passado através do fã clube da cantora, e se tornaram inseparáveis. “Não faço a mínima ideia desde quando eu sou fã da Gloria, ela foi invadindo a minha vida. Ela representa, para mim, autoestima e força. Eu estava em um processo depressivo, em 2018 eu perdi o meu avô, passei por abusos psicológicos, e a minha autoestima estava lá no chão, e quando a Glória apareceu, ela mudou a forma de eu me vestir, de me olhar, de me entender como uma mulher, de compreender a minha feminilidade”, conta emocionada. “A primeira vez que eu fui em um show dela foi um ano atrás, no dia 8 de setembro de 2022, no Rock in Rio. Então, estar aqui hoje, vendo uma drag no palco… no Rock in Rio eu chorei muito, então estar aqui hoje é mais uma realização dela, e estar presente nesses momentos é muito importante para nós.”
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