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RUBACK lança remix  ‘I WISH’ e se reconecta ao PsyTrance

Marcos e Lucas Ruback lançam releitura do clássico do Infected Mushroom

Ruback (divulgação)

Ruback (divulgação)

O duo brasileiro RUBACK, formado pelos irmãos Marcos e Lucas Ruback, lança nesta sexta-feira (14) o remix oficial de “I Wish”, clássico do Infected Mushroom, pela ERRORR.

A nova versão chega como um encontro entre passado e presente: uma produção moderna, técnica e experimental, mas construída sobre as raízes que sempre acompanharam os irmãos desde a adolescência, quando tocavam psytrance como Wega e, mais tarde, como Ruback. 

A dupla cresceu dentro da cena, viajando o mundo desde os 14 anos e acumulando experiência em múltiplas sonoridades, incluindo apresentações no Universo Paralello, Tribe e XXXperience. Agora, os produtores retornam às bases com um lançamento raro: um remix oficial de um dos projetos mais respeitados do psytrance mundial.

“I Wish” é uma das faixas mais emblemáticas do Infected Mushroom e um marco cultural dentro do gênero. Tornou-se um hino geracional, reconhecido tanto pela comunidade psy quanto pela cena eletrônica global. 

A nova leitura assinada por RUBACK mantém a essência melódica e hipnótica da original, mas redesenha a faixa com texturas e elementos mais técnicos, alinhados à fase atual do duo, uma etapa criativa mais ousada, experimental e orientada ao Techno. O remix trabalha uma ponte entre a estética clássica do psy e a visão contemporânea dos irmãos.

Conquistar a autorização para remixar “I Wish” é uma conquista. O Infected Mushroom raramente libera remixes oficiais de seus clássicos, o que reforça a relevância desse lançamento para o cenário. Para o RUBACK, representa tanto uma validação da sua trajetória quanto um momento simbólico de reencontro com a história do psytrance — a cena que moldou suas identidades musicais.

Marcos relembra com detalhes o impacto da primeira vez em que ouviram I Wish:


“A gente escutava pouca música eletrônica na época. Quando ouvimos ‘I Wish’ pela primeira vez foi em 2005 — a gente tinha 12 anos. Um amigo chegou falando que tinha saído uma música nova que estava bombando, mostrou pra gente… e a gente viciou. Logo depois já viramos fãs do Infected. Baixamos o álbum inteiro, criamos pastinhas no computador, colecionamos músicas. A gente jogava Tibia ouvindo as faixas deles e ‘I Wish’ sempre foi a nossa preferida, porque foi a primeira que a gente ouviu. Depois vieram outras, mas ‘I Wish’ sempre foi a favorita. Está na nossa história; por isso escolhemos ela para remixar.”

Lucas complementa lembrando que, naquela época, eles nem imaginavam que um dia seriam DJs:

“A gente não pensava em ser DJ. Só gostava de ouvir música eletrônica. No Brasil, DJ nem era uma profissão famosa; a maioria não produzia, então para conhecer um DJ você tinha que ver ele tocar. E com 12 anos, a gente não ia em festa nenhuma. A nossa referência era toda gringa. A ‘I Wish’ foi o nosso primeiro passo na música eletrônica. A gente ouviu tanto, baixou tanto, e aí nosso tio começou a ir em raves, viu o Infected ao vivo e falava que os caras eram sinistros. Isso foi despertando na gente a vontade de virar DJ”.

Na nova fase, RUBACK já vem abrindo caminhos expressivos dentro do psytrance novamente. Entre os destaques recentes: a collab com as lendas Ticon e Raja Ram em “Dance Is The Answer”; o remix de “X-Files” (Chakra & Edi Mis), que atingiu o topo do chart de psytrance no Beatport; o remix oficial de “Navras para o Juno Reactor, nome gigante do psy cinematográfico, cuja faixa original foi trilha de Matrix; além de apresentações fortes, como b2b com Vegas e Logica (Bhaskar), e b2b com Blazy, durante a ERRORR.

Todos esses movimentos mostram que o retorno às raízes é estratégico e artístico. O remix de I Wish sintetiza essa trajetória: conecta a história de um dos maiores projetos do psytrance com a evolução de dois produtores brasileiros que crescem, se transformam e agora devolvem à cena uma obra que honra a tradição sem deixar de apontar para o futuro.