Rock in Rio completa 41 anos: alguns momentos que marcaram o festival
Evento faz quatro décadas com muita história para contar

Rock in Rio (Divulgação)
Neste domingo (11), o Rock in Rio atinge a marca de 41 anos de existência.
Desde a sua criação em 1985, idealizada por Roberto Medina, o festival não apenas trouxe grandes nomes da música internacional ao Brasil, mas também consolidou uma plataforma de cultura e impacto social.
Abaixo, revisitamos os momentos emblemáticos citados e acrescentamos novos episódios que ajudam a contar essa trajetória.
1985: O maior coral do mundo e a “lama” histórica
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Freddie Mercury e o hino “Love of My Life”: Em um período em que o Brasil saía da ditadura militar, Freddie Mercury regeu uma multidão de 250 mil pessoas em “Love of My Life”. O vocalista do Queen ficou surpreso ao perceber que o público brasileiro sabia a letra de uma balada ao piano de cor, criando o maior coral da história do festival.
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A estreia de “Lama”: Na primeira edição, a Cidade do Rock foi construída em um terreno que virou um lamaçal devido às fortes chuvas. O “banho de lama” do público tornou-se um símbolo da resiliência e da euforia da juventude da época, com cenas de pessoas brincando na terra que ficaram eternizadas nos registros documentais.
1991: O estouro do Maracanã e a “invasão” do A-ha
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Prince e Guns N’ Roses: O festival mudou-se para o Maracanã. O Guns N’ Roses, no auge, fez sua estreia em solo brasileiro apresentando o novo baterista, Matt Sorum. Já Prince exigiu 700 toalhas brancas e entregou uma performance considerada por muitos críticos como uma das mais tecnicamente perfeitas da história do evento.
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O recorde de público do A-ha: Frequentemente subestimada pela crítica de rock, a banda norueguesa A-ha entrou para o “Guinness Book” após sua apresentação no Rock in Rio II. O grupo reuniu 198 mil pagantes no Maracanã, o maior público pagante em um show de uma única banda até então.
2001: Silêncio pela paz e o protesto nacional
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Três minutos de silêncio: A abertura da terceira edição foi marcada por um gesto simbólico. Uma menina tocou um sino, pedindo três minutos de silêncio absoluto para o movimento “Por Um Mundo Melhor”. Todas as rádios e televisões que transmitiam o evento silenciaram simultaneamente, focando na reflexão sobre a paz mundial.
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O boicote das bandas brasileiras: Fora dos palcos, o ano foi marcado por um protesto de grupos de rock nacional (como Skank, Raimundos e Jota Quest), que exigiam melhores horários e cachês equivalentes aos estrangeiros. O episódio mudou a forma como o festival passou a tratar os artistas locais nas edições seguintes.
2011: O grafite de Chris Martin e o “Hoje é dia de Rock, bebê”
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Coldplay e o amor pelo Rio: Chris Martin subiu ao Palco Mundo e, em um momento de interação com a cidade, pichou a palavra “Rio” com um coração no lugar da letra “O” em uma das placas de metal do cenário. A imagem virou um símbolo daquela edição.
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A frase icônica de Christiane Torloni: Nos bastidores, durante uma entrevista ao Multishow, a atriz Christiane Torloni soltou a frase: “Hoje é dia de rock, bebê!”. A declaração se tornou o meme mais duradouro da história do festival, sendo repetida em todas as edições subsequentes.
2013: Beyoncé no funk e o “apagão” do Iron Maiden
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Beyoncé e o “Lek Lek”: No encerramento de sua apresentação, Beyoncé surpreendeu ao dançar a coreografia do funk “Passinho do Volante (Ah Lelek Lek Lek)”. Foi o reconhecimento máximo de uma estrela pop global à cultura das periferias brasileiras.
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O hino de abertura: Bruce Dickinson, do Iron Maiden, reclamou da luz do Palco Mundo durante o show e chegou a desligar o canhão de luz que o seguia. Mesmo com o estresse técnico, a banda entregou uma performance magistral para uma plateia de camisas pretas que lotava a Cidade do Rock.
2015: Rodinhas de rock e o “mastro” do Queen + Adam Lambert
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System of a Down: A banda proporcionou um dos shows mais intensos da edição, com o público organizando “mosh pits” (rodinhas) imensas que ocupavam boa parte da frente do Palco Mundo, celebrando o retorno do metal pesado ao festival.
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Queen + Adam Lambert: 30 anos após a primeira edição, o Queen retornou ao Rock in Rio, agora com Adam Lambert nos vocais. O ápice foi o dueto virtual de Lambert com o telão exibindo Freddie Mercury, fechando um ciclo emocional com o público veterano.
2017: The Who e a “salvação” do Maroon 5
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A estreia do The Who: Após 53 anos de espera, Roger Daltrey e Pete Townshend finalmente tocaram no Rio. O show foi uma aula de história do rock, culminando com Townshend girando o braço em seu icônico movimento de “moinho” na guitarra.
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Lady Gaga cancela e Maroon 5 dobra: Na véspera do festival, Lady Gaga cancelou sua vinda por motivos de saúde. O Maroon 5 aceitou o desafio de tocar em dois dias seguidos (sexta e sábado), um feito inédito para um “headliner” na fase moderna do festival.
2019: P!nk voando e o fenômeno Anitta
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O voo de P!nk: Em uma das performances acrobáticas mais complexas já vistas, P!nk atravessou a extensão da Cidade do Rock presa por cabos, cantando “So What” enquanto girava sobre a multidão, a dezenas de metros do chão.
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Anitta no Palco Mundo: Após anos de debates sobre a presença do funk no palco principal, Anitta estreou no Palco Mundo com um cenário que recriava o “Paredão do Furacão 2000”, consolidando sua transição de artista local para estrela internacional.
2022: Green Day e o Coldplay iluminado
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Green Day e os fãs no palco: Billie Joe Armstrong manteve a tradição da banda de convidar fãs para tocar guitarra e cantar. Um dos jovens convidados foi presenteado com a própria guitarra do vocalista, em um dos momentos de maior conexão daquela edição.
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Pulseiras luminosas do Coldplay: Retornando ao festival, o Coldplay trouxe as “xylobands”, pulseiras que mudavam de cor conforme o ritmo da música. A visão de 100 mil pessoas iluminando a Cidade do Rock em sincronia tornou-se a imagem definitiva do Rock in Rio 2022.
2024: Dia Brasil e o show de Mariah Carey
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Dia Brasil: Uma operação logística sem precedentes reuniu mais de 90 artistas brasileiros no mesmo dia. Do sertanejo ao samba, o festival celebrou a diversidade nacional em palcos simultâneos, culminando em uma apresentação conjunta que reforçou o DNA brasileiro do evento.
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Mariah Carey no Sunset: Pela primeira vez, a “diva” Mariah Carey se apresentou no festival, atraindo uma multidão que superou a capacidade do Palco Sunset. Sua performance de clássicos como “We Belong Together” provou que o festival continua capaz de gerar momentos de nostalgia e relevância pop.
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