Setor de eventos cresce e bate recorde de consumo no Brasil
Dados são do boletim 'Radar Econômico' da ABRAPE

(Alex Bracken / Unsplash)
O setor de eventos de cultura e entretenimento continua crescendo no Brasil em 2026, segundo o boletim “Radar Econômico”, da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), com base em dados do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal.
No primeiro bimestre do ano, o consumo em atividades de recreação, como shows, festivais e outras experiências de lazer, somou R$ 25,3 bilhões, o maior valor desde 2019. Na comparação anual, o setor já supera o nível observado antes da pandemia.
Um dos principais destaques é o mercado de trabalho formal, que chegou a mais de 205 mil empregos em fevereiro de 2026, quase o dobro de 2019, quando havia cerca de 111 mil trabalhadores. Isso representa um crescimento de 84,5%, com destaque para a área de organização de eventos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).
O maior avanço foi registrado na organização de eventos, com expansão de 149,1% no número de empregos formais em relação a 2019. Também cresceram as atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental, atividades artísticas e espetáculos, produção e promoção de eventos esportivos e recreação e lazer.
No acumulado do primeiro bimestre, o setor manteve saldo positivo de empregos, embora em ritmo mais moderado em comparação com 2025, indicando uma fase de estabilização após a forte expansão pós-pandemia.
O impacto vai além do setor de eventos. Áreas como turismo, hospedagem, alimentação, publicidade, infraestrutura, segurança privada e serviços gerais também avançaram. O número de empregos formais nessas atividades passou de 3,45 milhões em 2019 para 4,27 milhões em fevereiro de 2026, um crescimento de 23,8%.
Entre os destaques, estão Publicidade e Propaganda, com alta de 95,9% em relação ao período pré-pandemia, e infraestrutura para eventos, como palcos e estandes, com crescimento de 84,3%.
Na comparação com outros setores da economia, o segmento de eventos lidera o crescimento proporcional de empregos. Construção cresceu 44,5%, serviços 25,0%, comércio 20,2% e indústria geral 17,7%.
“Os números mostram que o setor de eventos não apenas se recuperou, mas atingiu um novo patamar estrutural. Esse desempenho reforça a importância de políticas públicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica, como foi o caso do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), permitindo que a cadeia produtiva continue investindo, gerando empregos e movimentando a economia em todo o país”, afirma Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE.
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