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Prefeitura de São Paulo amplia políticas públicas da cena funk

Dia Nacional do Funk é comemorado em 12 de julho

MC Hariel usando oculos

MC Hariel durante gravação do DVD 'Funk Superação' (Divulgação)

Julho é conhecido por ser o mês do funk, afinal são dois dias dedicados à cena, o Dia Estadual do Funk, celebrado em 7 de julho, e o Dia Nacional do Funk, comemorado em 12 de julho. Na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa tem ampliado as políticas públicas voltadas para a comunidade.

Credenciamento de artistas, consulta pública do edital do fomento a festivais do funk, lançamento do projeto “Pega Visão” e programação especial na Biblioteca Mário de Andrade estão entre as ações que celebram a data.

Na última semana a Coordenação de Políticas Públicas do Funk da Secretaria iniciou um mapeamento de artistas de diferentes linguagens artísticas ligadas ao universo do funk. O intuito é conhecer novos nomes da cena, para compor a programação dos equipamentos da pasta, entre outros eventos.

Aqueles que atuam com MC, DJ, Teatro, Dança, Audiovisual (videoclipes, projeções mapeadas e multimídias), oficinas, rodas de conversa, grafite, literatura, moda (desfiles e editoriais) e concursos que valoriza novos talentos podem se inscrever de forma gratuita e remota, através do formulário.

Já no dia 8 de julho, um evento presencial promove a Consulta Pública do Edital de Fomento a Festivais de Funk, na Galeria Olido (Av. São João, 473 – Centro Histórico), às 19h. Para aqueles que não puderem comparecer, mas quiserem falar sobre as demandas da comunidade, em breve estará disponível no Participe Mais – a versão online da consulta pública.

Na mesma data, a Biblioteca Mário de Andrade recebe a palestra “Intelectualidades periféricas na moda – O funk e a quebrada como o centro do mundo”, às 19h. A ideia é gerar reflexões sobre como as estéticas das periferias, especialmente os movimentos impulsionados pelo funk, vêm redefinindo os rumos da moda, do comportamento e da arte no Brasil. A entrada é gratuita. O Auditório Rubens Borba de Moraes fica localizado na Rua da Consolação, 94, na República.

Novo projeto

No final de junho, em uma parceria da SMC com a Kondzilla e GR6, foi lançado o projeto “Pega Visão”. A ideia principal da ação é promover uma série de encontros presenciais com entrada gratuita, com rodas de conversa entre artistas do funk, trap e rap com jovens moradores das periferias paulistanas.

A primeira parada do projeto foi em Heliópolis. Um dos maiores nomes da cena, Mc Livinho, marcou presença e contou para os presentes sobre como o funk mudou sua vida. “Ações como essa são muito importantes, elas fazem a diferença. Eu espero sempre conseguir motivar os jovens da periferia com a minha história.” disse o cantor no dia do evento.

A moradora da região e aluna do Instituto Baccarelli, Larissa Victoria Santos, de 11 anos, se mostrou animada com a ação desde o momento que chegou no espaço. “Ter esse projeto aqui em Heliópolis é muito emocionante. Porque aqui dentro da favela, precisamos disso”.

Em 2023 a Secretaria de Cultura e Economia Criativa criou a Coordenadoria de Políticas Públicas do Funk. A implementação da coordenadoria foi um passo histórico para a valorização do funk como manifestação cultural da cidade, e espaço para que políticas públicas desse gênero saiam do papel.

A cultura funk

No mês de julho, o funk é celebrado em duas datas. Em São Paulo, o Dia Estadual do Funk é celebrado em 7 de julho, em homenagem ao MC Daleste já o Dia Nacional do Funk é comemorado em 12 de julho, uma data que homenageia o primeiro “Baile da Pesada”, realizado no Rio de Janeiro em 1970, e que marcou a popularização do funk no Brasil.

O funk norte-americano chegou nos anos 70 influenciando bailes de soul e funk no Rio de Janeiro, principalmente organizados por DJs no subúrbio. Só foi entre 1980 e 1990 que começou a transição para o funk carioca, que com letras em português retratam a vida nas favelas.

A explosão nacional chegou no início dos anos 2000, tornando-se um fenômeno de massa.