Pomme detalha estreia no Brasil: ‘Vai ser íntimo’
Cantora francesa se apresenta em São Paulo no dia 26 de maio

Pomme (créditos - Tetsusya Maehara, Bourgeois Co Ltd)
A Pomme tem sua estreia marcada no Brasil. A cantora francesa se apresenta no Teatro Renault, em São Paulo, no dia 26 de maio, às 21h, com um show de atmosfera intimista, no qual toca guitarra, autoharp e piano.
Com ingressos à venda pela Ticket for Fun, a apresentação será única no país. Em conversa com a Billboard Brasil, a artista demonstrou entusiasmo com o primeiro show em solo brasileiro.
“É engraçado porque todo artista diz isso, mas acho que é verdade: os brasileiros estão por toda parte na internet, especialmente nos espaços de música, e isso é incrível porque parecem ouvir muitos tipos diferentes de música. No meu caso, já faz uns oito anos que as pessoas comentam nas minhas coisas dizendo: ‘Venha para o Brasil’. Então, não acho que eu seja especial, porque acredito que qualquer artista com uma comunidade online tem brasileiros nela, mas é muito legal.”
A cantora explicou que realizou uma turnê menor pela Colômbia e pelo México em 2024, como forma de testar a expansão para a América Latina. Com ingressos esgotados, a experiência impulsionou o planejamento de uma rota maior, que agora inclui o Brasil.
“O Brasil está entre meus principais países nas plataformas. Foi algo bem natural. Na verdade, nem acredito que demorei tanto, porque já faz muito tempo que pedem para eu ir. Mas também queríamos ter certeza de que conseguiríamos lotar um espaço, porque é uma viagem longa e precisa valer a pena. Estou muito feliz que está acontecendo, considerou ao explicar que está ansiosa para as apresentações.
Conhecido pela intensidade, o público brasileiro encontrará uma proposta mais intimista no show. A artista acredita que a reação da plateia será de surpresa, mas destaca que prefere apresentações solo, pois consegue interagir melhor com o público. Ela também aposta que o plateia deve cantar alto durante a performance.
“Normalmente eu toco com banda, já faço isso há alguns anos. Mas, na essência, minha música não é densa nem muito pop ou eletrônica. É algo mais calmo, minimalista, bem folk. Acho que me apresentar sozinha no palco é a melhor forma de me apresentar para novos públicos. Sempre faço isso quando vou a um país pela primeira vez: voz e violão. Se der certo e eu voltar, levo a banda”, explicou.
Pomme ressaltou que, por a apresentação ocorrer em um teatro, haverá uma iluminação especial, algo inédito em seu show solo, que costuma ser “bem cru, quase punk”. A artista, inclusive, já faz planos para um possível retorno:
“Se as pessoas quiserem dançar, ótimo, mas não é um show de dança. Não é tipo um show da Lady Gaga no Rio de Janeiro. Vai ser íntimo. Talvez as pessoas chorem mais do que dancem. Ou façam os dois, porque dá pra dançar com qualquer coisa. Não tem bateria, nem aquela energia de banda grande. Mas, se as pessoas gostarem assim, quando eu voltar com a banda, vai ser ainda mais especial, porque já teremos criado uma conexão verdadeira, vulnerável”.
A compositora explicou que se sente orgulhosa de cantar em francês e de ver que pessoas de outras nacionalidades se conectam com suas letras, além de considerar especial o fato de o público também cantar no idioma. Para o show no Brasil, por se tratar de sua estreia no país, ela revelou que pretende incluir as músicas mais ouvidas de seus álbuns anteriores e os principais sucessos de sua discografia por aqui. A artista também adiantou que deve apresentar entre três e quatro faixas inéditas, ainda não tocadas ao vivo, nem mesmo na França, como forma de testá-las diante de novos públicos.
Pomme também afirmou que gostaria de convidar artistas locais para dividir o palco e destacou que tem sido uma experiência incrível descobrir nomes da música no México, Brasil, Colômbia e Argentina.
“No Brasil, ainda estou pesquisando. Se tiver sugestões, aceito. Quero convidar artistas não só parecidos comigo, mas que sejam interessantes no que fazem. Também gostaria de cantar músicas deles, para que o público local se conecte ainda mais. É uma forma de me abrir à cultura local.”

Dentro de uma turnê “entre álbuns”, como ela mesma classificou, o próximo disco já está no horizonte. Pomme também antecipou detalhes sobre o novo trabalho, previsto para ser lançado entre o fim de 2026 e o início de 2027. A artista revelou que já está trabalhando em seu quinto álbum de estúdio. “Nesse próximo álbum quero experimentar mais produção, trabalhar com produtores, algo que nunca fiz antes. Ainda assim, a base vai continuar sendo ao vivo, orgânica.”
Claire Pommet estreou já aclamada com o disco “À peu près” (2017). O sucesso foi consolidado com “Les failles cachées” (2019). Sua discografia apresenta uma sonoridade única, que mistura chanson francesa, folk, pop indie e música clássica, e inclui os discos “Consolation” (2022) e “Saisons” (2024). Ela também participou de colaborações com artistas de grande destaque no cenário musical, como Coldplay e Stromae.
Com dez anos de carreira, ela considera que sua essência se mantém a mesma: “Minha música é muito acústica e folk, algo que nem é tão comum na França. Temos a tradição da chanson française, mas não tanto esse folk com violão e cordas. Sempre gravei com músicos ao vivo, cantando junto, sem muita edição. Não faço compilação vocal, geralmente é um take só do começo ao fim. Isso faz parte da essência da minha música e quero manter”.
A cantora e compositora também refletiu sobre chegar a casa dos 30 anos e refletiu sobre as mudanças em sua visão sobre amor, medo e autoconhecimento, temas de permeiam suas músicas.
“Sou outra pessoa. Tenho mais autoconhecimento e sei dizer ‘não’. Nos 20 e poucos, tudo parece uma decisão enorme, difícil. Nos últimos tempos, aprendi a me conhecer além da música. Quando tinha 20 anos, tinha uma relação ruim com meu corpo, menos confiança, deixava outros decidirem por mim. Hoje me sinto mais segura. Às vezes sinto nostalgia dos 20, mas lembro que não era um momento bom internamente. Então, fazer 30 é assustador, mas também positivo. Uma amiga me disse que aos 30 você se acomoda na própria vida, e acho que é isso que estou começando a sentir. No fim, é só um número. Dá medo, mas não muda tanto assim.”
Ouça Pomme
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