Parada LGBT+ celebra 30 anos com shows e defesa de direitos
Gloria Groove, Pabllo Vittar e Urias foram destaques na Paulista

Parada LGBTQIA+ em São Paulo (Acervo APOLGBT-SP/Arquivo pessoal)
A 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo tomou a Avenida Paulista e a Rua da Consolação neste domingo (7) com apresentações musicais, discursos em defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e homenagens à trajetória do movimento. Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP e da ONG More in Common, o evento reuniu 36,8 mil pessoas.
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Mesmo diante de dificuldades para captação de recursos, a edição comemorativa manteve sua tradição de combinar celebração cultural e conscientização política, com o tema “A Rua Convoca, a Urna Confirma”. Neste ano, os organizadores relataram uma queda de cerca de 60% nos patrocínios privados em comparação com 2025, cenário que exigiu uma mobilização maior da comunidade e dos artistas envolvidos.
Entre os momentos mais celebrados da programação esteve a apresentação de Gloria Groove, que levou uma multidão ao trio elétrico. A cantora foi recebida com coro forte do público e apostou em um repertório forte e dançante além de uma menção a “Born This Way” de Lady Gaga. Ao longo do percurso pela Avenida Paulista, Gloria reforçou sua conexão com a comunidade LGBTQIA+ e transformou o desfile em uma grande festa.
Gloria Groove em cima do trio ao som de Born This Way ✨🏳️🌈 pic.twitter.com/KpoW2wOrIB
— Greta News ⭐️ (@PIQUEDAGRETA) June 7, 2026
TER VOCAIS É ESSENCIAL! @gloriagroove tá quebrando tudo no trio da L’Oréal na #ParadaSP pic.twitter.com/qdpZ1CFODG
— Revista Híbrida 🏳️🌈 (@hibridamagazine) June 7, 2026
TER HITS TAMBÉM É ESSENCIAL! @gloriagroove incendiando de vermelho a #ParadaSP pic.twitter.com/GV2IspYi5n
— Revista Híbrida 🏳️🌈 (@hibridamagazine) June 7, 2026
Outra atração bastante aguardada foi Pabllo Vittar, um dos principais nomes da música pop brasileira e presença constante na história recente da Parada. A cantora arrastou milhares de fãs e protagonizou alguns dos momentos mais festejados do evento. Quem acompanhou a apresentação de perto foi Luísa Sonza, que assistiu ao show do alto do trio elétrico e compartilhou registros em seus Stories nas redes sociais, mostrando a dimensão da festa vista de cima da avenida tomada pelo público.
Luísa Sonza assistiu o show de Pabllo Vittar na Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo:
“Te amo tanto, Pabllo Vittar.” pic.twitter.com/1sLoPtH2Xp
— UpdateCharts (@updatecharts) June 7, 2026
A MAIOR! Pabllo Vittar performando “Sua Cara” durante a Parada LGBT+ de São Paulo. pic.twitter.com/lpAJiwwpuW
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🌟FAMOSOS: Pabllo Vittar se apresentando na Parada do Orgulho LGBT+ em São Paulo. pic.twitter.com/cOIa6PZ9vM
— FOFOQUEI (@fofoquei) June 7, 2026
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Já ao cair da noite, Urias apostou em uma performance um pouco diferente e chamou atenção pela intensidade da apresentação. Diferentemente de muitos shows em trios elétricos, a artista abriu mão do playback durante boa parte do set e subiu ao palco acompanhada por banda completa e dançarinas. A escolha deu mais peso e energia ao espetáculo, destacando sua potência vocal e reforçando a reputação de uma das performers mais respeitadas da cena pop brasileira atual.
LINDA! Urias também marcou presença na Parada LGBT+ de São Paulo. pic.twitter.com/ePfuTGXnto
— Tracklist (@tracklist) June 7, 2026
Servidos? Transmissão do Show da Urias na ParadaSP #ParadaSPnaDiaTV pic.twitter.com/b0oiXDhwvL
— DiaTV (@diaestudio) June 7, 2026
NAVALHA DEBAIXO DA LINGUA #ParadaSPnaDiaTV pic.twitter.com/nTwf8BHJzV
— DiaTV (@diaestudio) June 7, 2026
Outros nomes como Melody, Pepita e MC Sofia também participaram da programação. Segundo os organizadores, alguns artistas abriram mão de seus cachês para viabilizar a realização do evento.
Ao longo do percurso, os tradicionais leques coloridos dividiram espaço com um número expressivo de participantes usando camisetas da seleção brasileira. Famílias com crianças e adolescentes também marcaram presença na avenida, reforçando o caráter plural da manifestação.
Discursos defendem participação política e direitos LGBTQIA+
Além dos shows, a Parada foi marcada por falas em defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e pela convocação à participação política. Em diferentes trios elétricos, artistas, ativistas e representantes políticos criticaram propostas consideradas restritivas à comunidade. A deputada Erika Hilton subiu no trio elétrico de abertura do evento e discursou sobre a importância política da Parada.
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Um dos temas centrais nos discursos políticos da Parada foi o projeto aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo que pretende restringir a presença de crianças e adolescentes em eventos ligados à temática LGBTQIA+ e determinar que atividades desse tipo sejam realizadas em locais fechados.
Os discursos também abordaram a redução dos investimentos públicos e privados destinados ao evento. Neste ano, a Prefeitura de São Paulo destinou R$ 5,5 milhões para a realização da Parada, valor inferior aos R$ 6 milhões repassados na edição anterior.
Mesmo com os desafios financeiros e o número menor de trios elétricos – 14 ao todo – a edição de 2026 reafirmou a importância da Parada como um dos principais eventos culturais e de mobilização social do país, reunindo música, diversidade e reivindicações por direitos em um mesmo espaço.
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