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Aniversário de São Paulo: conheça as apostas da música local

De Ajuliacosta a Zopelar, veja quem são os novos nomes

A banda de São Paulo Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, uma das atrações do Lollapalooza 2025 (Divulgação)

A banda de São Paulo Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo, uma das atrações do Lollapalooza 2025 (Divulgação)

Aniversariante deste domingo, a cidade de São Paulo foi o berço de movimentos musicais inovadores, da Jovem Guarda e Tropicália ao rock alternativo, hip-hop e música eletrônica. A efervescência cultural da metrópole sempre estimulou o surgimento de novos artistas e gêneros, refletindo a diversidade da região metropolitana. Essa riqueza sonora, que pulsa dos centros tradicionais a periferias criativas, faz de São Paulo um polo da indústria musical brasileira.

Música independente e novas sonoridades de São Paulo

A metrópole, com sua pluralidade de cenas, oferece um terreno fértil para a experimentação e a fusão de estilos. O underground paulistano continua a ser um celeiro de novidades, onde a música eletrônica encontra o funk, o jazz dialoga com o samba e o rap se torna a voz de narrativas urbanas. A intensa agenda de shows, festivais e a vitalidade de casas noturnas e espaços independentes garantem que a cena permaneça em constante mutação, sempre refletindo as transformações sociais e culturais do país.

Em comemoração ao aniversário da cidade, esta lista se se dedica a mapear a cena musical de São Paulo atualmente. A lista a seguir destaca artistas emergentes e expoentes ligados a São Paulo (mesmo que de fora da capital). Todos se sobressaíram em 2025, seja pela inovação em suas propostas estéticas, pela força de suas performances ou pelo impacto de suas obras. Eles representam a mais recente safra da música local, provando que São Paulo jamais perde sua capacidade de ditar tendências e revelar talentos. 

Ajuliacosta 

Rapper e compositora da Grande São Paulo (Mogi das Cruzes) cuja trajetória desponta na cena do rap nacional. Fã de hip-hop desde a infância, ela participou de batalhas de MCs ainda em Mogi das Cruzes e iniciou seus primeiros lançamentos durante a pandemia. Em 2025, lançou o álbum “Novo Testamento”, que consolidou seu discurso engajado em empoderamento feminino e crítica social, com influências do trap e boom-bap. A crítica elogiou a maturidade do projeto, e o disco entrou na lista dos 100 melhores de 2025 segundo a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

Bruna Black 

Cantora e compositora nascida em Diadema, cidade da região metropolitana de São Paulo, Black combina uma voz potente e expressiva com letras sagazes e politizadas. Sua trajetória é fortemente voltada à música negra brasileira, explorando gêneros como soul, R&B e jazz em suas composições. A artista já participou de diversos projetos coletivos importantes, destacando-se sua colaboração como integrante do grupo ÀVUÀ. Sua sonoridade única e ativismo a posicionam como uma voz relevante na nova geração de artistas paulistanos. A cantora lançou o clipe de “Fulorá” recentemente. 

Celacanto

Banda paulistana de rock alternativo que estreou em 2025 com o disco “Não Tem Nada pra Ver Aqui”. Formado por Eduardo Barco, Giovanni Lenti, Matheus Costa e Miguel Lian, o grupo estreou pelo selo Matraca Records. O álbum percorre paisagens sonoras densas e melancólicas, transitando entre o caos urbano externo e dilemas íntimos através de guitarras distorcidas e letras introspectivas. O trabalho de estreia rendeu à banda atenção da crítica independente: “Não Tem Nada pra Ver Aqui figurou entre os principais lançamentos do ano” segundo a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

eliminadorzinho 

Power trio alternativo de São Paulo formado em 2016 por Gabriel “Eliott” Garcia (voz, guitarra), João Pedro “Hadd” Haddad (baixo, voz) e Tiago Schützer (bateria, voz). A sonoridade da banda mescla rock alternativo a elementos de shoegaze e emo, marcada por camadas de guitarras distorcidas e refrãos intensos. Após várias demos e EPs na cena independente, eles lançaram o álbum “eternamente” em 2025. O disco refina a dinâmica de contrastes entre passagens melódicas e explosões das guitarras. O trabalho também entrou na lista da APCA como um dos melhores do ano.

Katy da Voz e as Abusadas

Trio do Grajaú (zona sul de São Paulo) formado por Katy da Voz, Palladino Proibida e Degoncé Rabetão. O conjunto ganhou espaço como voz ativa da cena queer e periférica paulistana. Unidas desde 2019, elas trazem estética debochada e letras que misturam humor, crítica social e celebração das periferias, transitando entre o funk carioca, o pop experimental e o eletrônico underground. O trio estreou lançando mixtapes autorais e em 2023 chegou seu disco “Sacolão das Faveladas”. Em 2025, Katy da Voz e as Abusadas reforçaram seu protagonismo com o álbum “A Visita”, que foi incluído na lista da APCA entre os destaques do ano.

Sessa

Cantor e compositor de São Paulo cuja obra percorre a linha da MPB e do jazz contemporâneo. Em 2025 ele lançou “Pequena Vertigem de Amor” (Mexican Summer), álbum de teor jazzístico e arranjos refinados que tematiza sua experiência recente de paternidade. O trabalho, também reconhecido pela APCA, investe em composições intimistas e texturas instrumentais sutis, lembrando grandes nomes da MPB dos anos 1970.

Naimaculada 

Banda nascida na região metropolitana de São Paulo, formada em 2022 pelo vocalista Ricardo Paes, o baterista Pietro Benedan, o baixista Luiz Viegas (com voz) e o saxofonista Gabriel Gadelha, liderados pelo guitarrista Samuel Xavier. O quinteto construiu seu primeiro álbum “A Cor Mais Próxima do Cinza” tendo como inspiração a vida urbana nas grandes cidades. Com vertente de rock psicodélico e alternativo, o disco mescla riffs potentes com toques de MPB, eletrônico e até hardcore punk com berimbau. 

Nigéria Futebol Clube

Trio periférico da capital paulista composto por Eduardo (baixo), Conceição (bateria) e Rodrigo (guitarra). A sonoridade da Nigéria FC é plural e indefinível: transita entre rap, punk, pós-punk, samba, jazz e outras influências, sempre em nome da liberdade e denúncia de desigualdades. Lançado em 2025, o álbum “Entre Quatro Paredes” traz letras carregadas de crítica social e fúria urbana. O disco levou o grupo a indicações na imprensa alternativa e entrou na lista de melhores da APCA em 2025, bem como foi indicado ao prêmio de Revelação do Ano do mesmo júri crítico.

O Grilo 

Banda formada em 2016 na cidade de São Paulo. Com uma sonoridade que mistura rock alternativo, pop e elementos de Música Popular Brasileira (MPB), o grupo consolidou sua base de fãs na capital paulista e tem circulado por palcos independentes e festivais importantes do cenário nacional, como o Lollapalooza Brasil. 

Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo 

Banda surgida em 2019 na capital paulista, atuando na interseção entre o rock alternativo e a canção experimental. A vocalista Sophia Chablau também mantém colaborações paralelas, como o disco “Handycam”, lançado em 2025 em parceria com Felipe Vaqueiro. Esse trabalho foi incluído entre os 100 melhores álbuns nacionais do ano pela APCA. O nome de Sophia já figurou anteriormente entre os indicados ao prêmio de Revelação, indicando trajetória reconhecida por parte da crítica.

Valentim Frateschi

Músico paulistano, cantor e guitarrista conhecido por também integrar a banda Os Fonsecas. Em 2025 ele estreou em carreira solo com o álbum “Estreito” (Seloki Records), de sonoridade indie-artística. No disco, Valentim adota timbres submersos e estruturas instrumentais expansivas, transitando entre uma pegada jazzística e melodias oníricas. Referências como BADBADNOTGOOD e King Krule aparecem neste trabalho de elaborados arranjos, que privilegia uma atmosfera introspectiva. “Estreito” foi reconhecido pela crítica especializada como um dos lançamentos de destaque de 2025.

Zopelar 

DJ e produtor, figura-chave da cena eletrônica underground de São Paulo – que explora uma batida “retrô-futurista” mesclando house, techno e R&B. Com vários lançamentos internacionais, ele é associado a selos como Apron Records e ganhou destaque por suas produções groovadas e uso de samples soul. Em julho de 2025 lançou o álbum “Call It Love”, terceiro de sua carreira solo na Apron Records, que traz colaborações de cantoras brasileiras e elementos de tropicália eletrônica.