Carnaval de música eletrônica: saiba mais sobre o ritmo em 2026
Mistura entre sonoridades cresce cada vez mais na folia

Alok e Daniela Mercury (reprodução Facebook)
O Carnaval é uma festa democrática. Além do samba e axé, a folia admite outros inúmeros ritmos, como é o caso da música eletrônica. O som tem conquistado mais espaço a cada ano nos blocos de rua e nas festas privadas. Mas quando o gênero começou a ser inserido?
Nos anos 2000, Daniela Mercury, um dos nomes mais populares do Carnaval baiano, convidou um DJ de música eletrônica para subir ao trio pela primeira vez. Mau Mau, que já fazia sucesso em São Paulo, estreou em Salvador (BA).
A mistura do axé com música eletrônica deu tão certo que a cantora passou a convidar outros DJs nos anos seguintes, como Anderson Noise, DJ Marky e Patife. Em 2006, uma presença internacional: o britânico Fatboy Slim.
Antes mesmos da inovação nos trios, Daniela Mercury também apostou em álbuns que misturavam as sonoridades. A cantora lançou remixes do single “O Canto da Cidade”, em 1993. Cinco anos depois, fez o mesmo com a faixa “Rapunzel”. Em 2004, veio o álbum “Carnaval Eletrônico”
Música eletrônica no Carnaval de Salvador em 2026
Na terra do Carnaval, a Bahia, um dos trio elétricos mais aguardados é de um DJ. Alok preserva a herança cultural do circuito Barra-Ondina, mas também leva novas linguagens sonoras e experiências imersivas para a tradição.
Em 2026, ele desfila pelo sétimo ano. Com o tema “Libertar o Seu Melhor”, o bloco está marcado para domingo (15), a partir das 18h.
Alok é um dos maiores nomes da música eletrônica brasileira e tem mais de 23 milhões de ouvintes mensais. Ele foi eleito o terceiro DJ mais popular do mundo em 2025, de acordo com a revista britânica “DJ Mag”. Desta forma, sua atuação no Carnaval baiano reflete mundialmente.
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Camarote Salvador
Em 2026, de 12 a 17 de fevereiro, o Camarote Salvador promete diversidade musical durante o Carnaval. Por isso, além das atrações principais no palco Praia, que vão do pop ao forró e do R&B ao axé, há um palco dedicado aos DJs de música eletrônica e funk.
O Palco Salvador Club receberá mais de 20 artistas entre as seis datas, incluindo atrações globais, como WhoMadeWho e Bob Moses, e nomes de brasileiros aclamados internacionalmente, como Vintage Culture, Mochakk e Maz.
+ Leia mais: Conheça os DJs que esquentam a pista do Camarote Salvador

O palco dedicado aos DJs tem espaço ampliado neste ano. A nova estrutura amplia o pé-direito em cerca de quatro metros, além do potencializar o visual do espaço, que tem um grande painel de LED como elemento central – e que ocupa toda extensão horizontal e vertical do fundo do palco.
+Leia Mais: Camarote Salvador 2026: conheça a cenografia especial
Música eletrônica no Carnaval de São Paulo
Em São Paulo, a música eletrônica tem alta demanda. O gênero está presente em festas e festivais privados – com venda de ingressos -, mas também marca presença no Carnaval de rua.
No domingo (8), durante apresentação do escocês Calvin Harris, por exemplo, mais de 1,6 milhão de pessoas estiveram no percurso, segundo o comentado pelo próprio DJ e produtor nas redes sociais.
A capital paulista ainda conta com diversos outros blocos voltados ao gênero. Unidos do BPM, que existe há dez anos, foi o primeiro bloco de música eletrônica em São Paulo.
“Estamos no Carnaval desde 2016, onde tudo começou sem muita pretensão, mas o resultado foi tão legal e o público gostou tanto que estamos há dez anos fazendo essa ‘brincadeira'”, explica Bruno Matos, fundador, à Billboard Brasil.
“Mas não é uma tarefa muito fácil. Todos os anos a gente acha que não vai conseguir sair, pois tudo é muito caro. Graças aos deuses do techno a gente sempre deu um jeitinho, e mesmo com uma infraestrutura relativamente pequena, a gente consegue divertir milhares de pessoas”, garante.
Ele ainda afirma que observou o crescimento do público ao longo dos anos. Em média, o bloco recebe cerca de 20 mil pessoas por edição. “Estamos conseguindo atingir muita gente na festa mais popular do mundo com um gênero musical que não é tão popular em nosso país, mas nosso trabalho tem contribuído para disseminação da música eletrônica. E qual o resultado? Vários outros coletivos e marcas investindo no gênero graças a um trabalho que iniciamos lá atrás”, completa.
Em 2026, o Unidos do BPM desfila neste sábado (14), com concentração às 13h na Rua Augusta. O line-up fica por conta de Car War Deep Boogie, Pr.a.do, Transvegana x Due e Tessuto.
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O maior bloco do gênero na cidade é o Bloco Dre Tarde, comandado pelo DJ e produtor Dre Guazzelli. Em sua oitava edição, neste ano ele desfila na segunda-feira (16), na Avenida Faria Lima, com concentração às 13h.
“Eu acho que fazer um bloco na rua sempre foi um sonho, porque era o sonho de ter um caminhão, que nem eu via no Burning Man. Um caminhão com o que a gente mais ama, que é música, e poder fazer isso em uma avenida, nas principais avenidas da nossa cidade, é maravilhoso”, brinca em conversa com a Billboard Brasil.
“A gente já está estabelecido nesse endereço, que é a Faria Lima. No começo foi mais difícil, hoje em dia a gente está com um dos melhores trios do Brasil, que é o Demolidor. E eu acho que é isso: é entregar o melhor que a gente pode e sempre na missão de ser cada ano melhor que o outro.”

Com mais de 20 anos de carreira, o paulistano explica que os foliões são desde fãs até pessoas que não conheciam seu trabalho. A faixa etária também é diversa.
“O público vem crescendo e ver isso acontecer é muito positivo, porque no Carnaval a gente atinge até pessoas que antes não nos conheciam, que vão através de amigos e amigos de amigos. Mas também conseguimos juntar um público mais novo, menor de 18 anos, e um público mais velho, maior de 50 anos”.
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