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Brasil sobe no ranking global da música e alcança 8ª posição

Mercado fonográfico cresceu 14% no país, segundo relatório do Pro-Música Brasil

Plataformas de streaming tentam evitar fraudes

Quais as músicas mais ouvidas do momento? (Unplash/Divulgação)

O Brasil ocupa agora a oitava posição no ranking global da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), subindo uma posição em relação a 2024 e duas na comparação com 2023.

Essa trajetória consistente de crescimento se reflete nos números. O mercado fonográfico brasileiro se aproximou de R$ 4 bilhões em arrecadação anual. Em 2025, o faturamento alcançou R$ 3,958 bilhões, uma alta de 14,1% em relação ao ano anterior, segundo o relatório anual da Pro-Música Brasil.

Enquanto o mercado mundial cresceu 6,4% em 2025, o Brasil registrou uma expansão mais que o dobro desse índice. De acordo com Paulo Rosa, presidente da Pro-Música Brasil, os dados nacionais foram divulgados simultaneamente aos números globais da IFPI nesta quarta-feira (18).

O executivo ressalta que o desempenho acompanha a tendência da América Latina, região que liderou o crescimento global do setor no período.

O principal destaque da indústria no Brasil segue sendo o streaming, que gerou receitas de cerca de R$ 3,4 bilhões no período, com crescimento de 13,2% na comparação anual. O avanço no número de assinantes das plataformas de música foi determinante para esse desempenho.

O mercado físico, embora represente menos de 1% do total das receitas, também apresentou crescimento relevante. As vendas foram impulsionadas pelo vinil, que mantém uma base fiel de consumidores, e avançaram 25,6%, refletindo uma tendência global de valorização dos formatos analógicos.

O relatório aponta que o papel estratégico das gravadoras é central para o avanço do setor, com um modelo de negócios baseado em parcerias com artistas.

Paulo Rosa também destaca duas prioridades atuais da indústria: a regulamentação do uso de conteúdos musicais por sistemas de inteligência artificial e o combate às fraudes digitais, desafios que têm impactado a expansão do setor diante do avanço tecnológico.

Segundo a Pro-Música Brasil, ações recentes contra o uso de bots e sistemas automatizados, que desviam receitas que deveriam ser destinadas a artistas, resultaram no encerramento de mais de 130 sites envolvidos nesse tipo de prática, sendo 60 apenas em 2025.

O cenário atual indica que o Brasil deve seguir ganhando relevância no mercado global de música gravada. O relatório completo pode ser consultado neste link.