Pussycat Dolls: por que Melody Thornton nunca voltou ao grupo?
Integrante falou sobre crise de identidade e falta de espaço no grupo

Pussycat Dolls retornam ao American Music Awards 2026 (Grosby Group)
As Pussycat Dolls voltaram aos palcos recentemente com o projeto “PCD Forever”, agora em formato de trio formado por Nicole Scherzinger, Kimberly Wyatt e Ashley Roberts.
O retorno reacendeu entre os fãs uma pergunta antiga: por que Melody Thornton nunca voltou ao grupo?
A resposta foi dada pela própria cantora anos antes da nova fase das Pussycat Dolls. Em entrevistas concedidas ao programa britânico Lorraine e ao canal Chart Show TV, Melody explicou que só aceitaria uma reunião se ela acontecesse de forma diferente da experiência que viveu no passado.
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“O que eu desejo para mim e para as minhas colegas de grupo é que todas aproveitemos nossas vidas”.
Segundo ela, qualquer reencontro dependeria de respeito mútuo e de uma divisão mais justa entre as integrantes.
Ao relembrar sua passagem, Melody contou que entrou para o grupo ainda muito jovem e que, ao longo dos anos, acabou perdendo parte da própria identidade artística.
“Quando entrei nas Pussycat Dolls, eu era apenas uma criança e hoje preciso explicar isso cada vez mais: eu sou primordialmente uma vocalista”.
A cantora reconheceu que fazia sentido Nicole Scherzinger assumir a maior parte dos vocais principais no início da carreira do grupo, já que a artista já possuía contratos assinados antes mesmo da formação definitiva.
O problema foi que a promessa de que ela teria mais espaço nunca se concretizou. “Continuavam me pedindo para esperar a minha vez, mas a minha vez nunca chegou e nós só lançamos dois álbuns”.
Ela afirma que essa dinâmica acabou provocando uma crise de identidade que ainda a acompanha. “As pessoas dizem: ‘Ah, você é uma dançarina’. Mas eu sou uma péssima dançarina. Eu sou uma cantora”.
Durante as entrevistas, a artista deixou claro que não rejeita o grupo ou as antigas colegas. O que ela não aceitaria seria reviver uma estrutura que, na visão dela, já não faz sentido.
“Não há nada para onde eu voltar. As músicas que gravamos já estão feitas e não podem ser mudadas”.
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