Luísa Sonza reflete sobre caso de racismo em documentário: ‘Me arrependo muito’
Cantora de 25 anos abordou ocorrido em produção da Netflix

Pam Martins
Luísa Sonza falou pela primeira vez sobre o caso de racismo, em 2018, nas cenas de seu documentário na Netflix “Se Eu Fosse Luísa Sonza”. A produção estreou nesta quarta-feira (13), com três episódios dos bastidores da carreira da cantora de 25 anos. Na ocasião, ela se apresentava em um restaurante em Fernando de Noronha, quando pediu um copo de água para uma mulher preta.
“Não estou aqui para me justificar. Não sabia se ia falar sobre isso. Com quem eu tinha que falar e pedir desculpa, já me justifiquei”, começou Luísa.
“O que eu tinha que fazer para eu ser, de fato, uma pessoa antirracista e reparar, ter responsabilidade sobre meus atos, eu aprendi várias coisas. Li muito, tomei consciência de tudo”.
A cantora foi processada por Isabel Macedo por danos morais e fez um acordo com a advogada.
“Eu demorei a ter entendimento disso. Eu sou uma pessoa privilegiada, branca. Estou sujeita a essa estrutura bosta que a gente sabe como é. Não posso falar muito sobre isso porque envolve outra pessoa. Isso foi uma dúvida, até, se eu falaria ou não”, afirmou Luísa.
“Assumir o erro, entender e ter consciência dele. E conscientizar as pessoas brancas a levarem [o racismo] a sério. Me arrependo muito disso. Com certeza é um dos piores episódios da minha vida. Obviamente não foi intencional. Jamais seria intencional. Mas aconteceu, estamos presos em uma estrutura e a gente tem que lutar, fazer o máximo que isso seja reparado e melhore. E para isso, a gente tem que olhar para si.”

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