Lolla BR 2026: DJ Tamy mostra discotecagem assertiva no Sprite Fresh Distric

DJ Tamy (Reprodução/Instagram)
“Eu conquisto meus espaços sendo eu”, diz a DJ Tamy. É com esse jeito autêntico e assertivo que a artista carioca construiu uma carreira notável na cena musical desde que começou a discotecar, em 2007, e neste sábado assume a cabine como atração principal do Sprite Fresh District no Lolla BR 2026.
Comunicativa e carismática, a trajetória de Tamy Reis é múltipla: passou pelos projetos RAPensando, da Cufa (Central Única das Favelas), Red Bull Favela Beats, do AfroReggae, e pelos festivais Rock In Rio, Afropunk, Queremos, Resenha do Mumu e Nômade.
O repertório de um set seu é amplo, indo de MPB a funk, de R&B a pop. A sua formação é na cultura hip hop, o que se pode verificar não apenas pelas referências musicais que traz desse universo, mas também pela maneira como ela discoteca. Tamy usa sempre os toca-discos, seja com vinil ou com o Serato, equipamento que permite tocar música digital nos pratos.
“Os DJs de hip hop prezam muito pelos toca-discos e o que eu amo principalmente é o rap. Então trazer o vinil finca minha identidade”, afirmou à Billboard Brasil. Usando Serato na estande Sprite do Lollapalooza, o público poderá presenciar seu arsenal de técnicas na manipulação de músicas.
Esse gosto pela discotecagem é de família. Em entrevista ao site Alma Preta, ela contou que sua tia Áurea foi a primeira DJ mulher do Rio de Janeiro. “Ela é amiga dessa galera antiga, como DJ Corello e Marlboro, e ela teve um trabalho com rádio também, e pegava os discos para ir pra rua tocar”, contou.
Cria da periferia do Rio de Janeiro, seu trabalho também traz uma camada política. Em 2019, Tamy e a artista Lelezinha levaram a um dos palcos do Rock In Rio uma apresentação que subvertia uma letra machista de James Brown e trazia trechos de um discurso de Marielle Franco, vereadora assassinada no ano anterior.
Para ela, “acho importante as pessoas me conhecerem por isso também, pelo que eu luto, meus ideais e objetivos. Mesmo sem abrir a boca, meu corpo já é um corpo muito político”.
À Billboard Brasil, Tamy disse que chega “feliz e realizada” ao Lollapalooza Brasil esse ano. “Já estive outras vezes no festival, mas dessa vez tem dois artistas de que sou fã, que admiro o trabalho, que é a Doechii e o Tyler the Creator. Ela promete trazer um repertório bem aberto, contemplando a diversidade do festival, incluindo coisas brasileiras e rap.
Para 2026, a DJ promete novidades em termos de música autoral. Tamy promete lançar “pelo menos” umas três músicas próprias e, quem sabe, até um álbum até o fim do ano. Ela também deve fazer apresentações fora do Brasil, incluindo festivais.
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