Leques, divas pop e famílias: como foi o Lollapalooza Brasil 2026

Lollapalooza Brasil 2026 (Sidnei Lopes)
O Lollapalooza Brasil 2026 encerrou sua jornada no Autódromo de Interlagos reafirmando sua alma de camaleão musical. O festival serviu como um porto seguro para a Geração Z sob um sol que não deu trégua. Quem diria que o público sentiria falta daquele friozinho pós-chuvas de março? Segundo a organização, o evento celebrou a diversidade ao unir 285 mil vozes em uma missão clara: mostrar o novo sem esquecer o que é eterno.
O ápice ocorreu no domingo, quando 100 mil pessoas transformaram o asfalto e os tradicionais morros em um mar de euforia. A curadoria deste ano abraçou diferentes tribos e gerações de forma harmônica. A chegada (um tanto atrasada) do k-pop, representada pelo fenômeno Riize, dividiu o espaço com as vibrações ancestrais do reggae de Edson Gomes, só para citar duas extremidades do espectro da curadoria. O festival segue como o lugar onde o mainstream e o autêntico apertam as mãos.
Curiosamente, um acessório virou instrumento de percussão do público. O estalar característico dos leques marcou o ritmo das batidas e ecoou por todo o Autódromo de Interlagos. Já se tornou uma marca do público brasileiro, a ponto de Chappell Roan ter pedido ao seu público “que batesse os leques como fizeram no show da Lady Gaga em Copacabana”. E, claro, foi prontamente atendida por por uma lequeada de respeito.


Hidratação estratégica e acessibilidade
A organização acertou em cheio ao disponibilizar oito ilhas de hidratação gratuita espalhadas por pontos estratégicos. Esse suporte foi vital para que os fãs suportassem as temperaturas que ultrapassaram os 30°C sem maiores incidentes. Além disso, a distribuição de modelos de squeezes colecionáveis ajudou a reduzir o descarte de plástico e o impacto ambiental.
No quesito inclusão, o festival estabeleceu um novo padrão com a Central de Acessibilidade e kits sensoriais. Pessoas neurodivergentes contaram com salas de descompressão e fones redutores de ruído para lidar com o excesso de estímulos. Equipes de terapeutas ocupacionais orientaram o público PCD, garantindo autonomia e segurança em todas as áreas de visualização dos palcos. Na prática, porém, alguns internautas relataram que as áreas voltadas para autistas deixaram a desejar.
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Beijinhos, leques e chapéus
O acessório definitivo do Lollapalooza 2026 foi o leque, que serviu tanto para o resfriamento quanto para o estilo. Estampas de “Short n’ Sweet” e ícones do arco-íris balançavam em sincronia com as batidas graves. Os chapéus de cowboy rosa também foram onipresentes, confirmando a influência estética de Chappell Roan.
Além disso, as tatuagens de “beijinho” no pescoço viraram febre absoluta entre os jovens da GenZ. A moda do festival refletiu um desejo por cores vibrantes e tecidos leves para enfrentar o sol senegalês. O evento termina como uma celebração de resistência climática e consagração de novos ícones globais.
O sábado também teve muita montação e estilo drag, com fãs de Chappell Roan investindo em maquiagem pesada, glitter, plumas e meia arrastão. Looks descolados e fashionistas estiveram em alta pelos gramados de Interlagos.

Os shows com maiores destaques em cada dia do Lollapalooza Brasil 2026
Sexta-feira (20)
Deftones
A banda californiana Deftones entregou uma performance equilibrada, embora sem grandes surpresas, e conseguiu muitos momentos enérgicos do público no Lollapalooza Brasil. Os fãs vibraram desde os primeiros acordes de “Be Quiet and Drive (Far Away)”, clássico do álbum Around the Fur (1997). Ao mesclar hits de décadas passadas com faixas mais recentes e viscerais, a banda prova sua relevância e fôlego nenhum pouco morno.
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Edson Gomes
O mestre do reggae brasileiro dividiu o horário de show com a headliner Sabrina Carpenter, o que explica o público reduzido. No entanto, os fãs fiéis vibraram com o espaço para o reggae de resistência e as canções de Gomes.
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Doechii
A rapper Doechii entregou uma das performances mais potentes e completas da sexta-feira de abertura. Com uma presença de palco avassaladora, ela misturou rimas rápidas e coreografias impecáveis em um show de escala realmente monumental. Foi uma apresentação potente, teatral, com muito figurino, dançarinos, cenografia e tudo o que uma diva pop tem direito.
Sabrina Carpenter
A estrela protagonizou o momento mais comentado da noite ao convidar Luísa Sonza para o palco. Durante a faixa “Juno”, a norte-americana “algemou” a brasileira em uma encenação cheia de carisma e deboche que quebrou a internet. Sabrina fez a alegria de muitas meninas adolescentes que se emocionaram, fizeram coreografias e gritavam “gostosa” nos intervalos entre as músicas.
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Outros destaques do dia
A artista alemã Horsegiirl chamou a atenção com sua performance conceitual de “meio humana, meio cavalo” no palco eletrônico. O Interpol trouxe seu rock soturno e elegante. O dia ainda teve a energia de Viagra Boys, Ruel e o encerramento solar de Kygo.
Sábado (21)
Chappell Roan
O segundo dia foi dominado pela estética vibrante de Chappell Roan, que transformou a pista em um baile queer monumental. Com visual misturando referências oitentistas e drag e vocal impecável, ela provou ser o maior fenômeno pop da atualidade. O show foi marcado por uma catarse coletiva durante o hit “Hot To Go!”, com direito à multidão fazendo a icônica coreografia.
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Riize
O grupo sul-coreano foi a primeira atração de k-pop a se apresentar na história do festival, carregando a responsabilidade de representar o gênero. O sexteto formado por SHOTARO, EUNSEOK, SUNGCHAN, WONBIN, SOHEE e ANTON cumpriu a tarefa com maestria, embora não tenha encontrado uma plateia lotada. Ainda assim, o público respondeu com entusiasmo, engajando durante todo o show.
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Lewis Capaldi

Alguns shows podem soar tranquilos demais para festivais quando tem BPMs de menos. Mas, se você tem o dom de dominar a plateia como Lewis Capaldi, o espetáculo vira um transe bem-vindo. Diante de uma multidão de chapéus rosas e maquiagens brilhantes que aguardava a headliner Chappell Roan, o artista conduziu o público a seu favor com doçura, voz potente, piano e violão. Ele soltou o vozeirão em “Someone You Loved” acompanhado de um coro massivo e emocionado dos fãs que celebram a resiliência e talento de Capaldi
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Foto em Grupo
O projeto inédito chegou ao palco do Lollapalooza com um show no meio da tarde, num sol escaldante e clima de festa. Eles cantaram o primeiro e único álbum da banda na íntegra, com 11 músicas no repertório. Um dos pontos altos foi “Te Odeio”, em que Pedro foi para o meio do público (descamisado, o que gerou uma certa catarse) perguntar as coisas que os fãs odiavam. No palco, eles mesmos fizeram suas declarações para ex e atuais presidentes do Brasil e mundo.
A mistura de indie rock com influências de MPB provou que o grupo está pronto para grandes voos.
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Skrillex
A apresentação de Skrillex no Lollapalooza destacou-se pela fusão entre o seu legado no dubstep e a inovação ao incorporar batidas de funk brasileiro em mashups exclusivos. Com uma postura minimalista e quase sem interações verbais ou recursos visuais elaborados, o DJ focou-se na entrega musical, encerrando o set com uma sequência de clássicos nostálgicos que reafirmaram a sua relevância e consistência na cena eletrônica mundial.
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The Warning
A estreia da banda mexicana The Warning no Lollapalooza Brasil foi marcada por uma demonstração de força com uma performance enérgica que cativou tanto os seus fãs como o público de K-pop presente. Composta pelas irmãs Villarreal, a banda aproveitou o palco Flying Fish para apresentar temas novos, como “Kerosene”, e antecipar amostras do seu próximo álbum, reafirmando o seu papel como representantes da nova geração do rock latino e feminino num cenário global cada vez mais atento à produção musical da América Latina.
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Cypress Hill

Os veteranos do Cypress Hill trouxeram a essência do hip hop clássico da Califórnia para o palco principal. Com batidas pesadas e o flow nasal característico de B-Real, o grupo fez o público balançar com hinos como “Insane in the Brain”. A performance foi uma celebração da cultura canábica e do rap de raiz, unindo veteranos e novos ouvintes em uma nuvem de fumaça e nostalgia. A banda provou que sua sonoridade permanece atual e indispensável para grandes festivais.
Marina
Marina fez sua terceira apresentação no Lollapalooza Brasil, subindo ao Palco Budweiser no fim da tarde com um show que equilibrou nostalgia e novidade. A cantora galesa, que já foi headliner do festival em 2016, mostrou estar em casa no evento, entregando uma performance carismática e cheia de energia, sem grandes produções cenográficas, mas com forte presença de palco. Vestindo um figurino colorido inspirado, segundo ela, em uma flor brasileira, ela abriu com a faixa-título do novo álbum, “Princess of Power”, e conduziu o público por uma setlist que privilegiou tanto as canções da nova fase quanto os clássicos da carreira, como “Bubblegum Bitch”, “Froot” e “Primadonna”. Um dos momentos mais celebrados foi o mashup de “Metallic Stallion” com “Hung Up”, de Madonna, que elevou a energia da multidão . Embora alguns sucessos como “How to be a Heartbreaker” tenham ficado de fora, a forte conexão com os fãs brasileiros – que responderam com coros, leques e gritos de “Marina, eu te amo” – garantiu uma apresentação consistente.
TV Girl
O acerto na escalação do TV Girl para o palco Flying Fish se confirmou com uma performance de uma hora que sintetizou os motivos pelos quais o trio californiano se tornou um fenômeno silencioso entre a Geração Z. Formado em 2010 em San Diego, a banda surgiu das experimentações caseiras de Brad Petering (vocal e samples) e desde cedo definiu sua identidade com samples bem amarrados, diálogos antigos e uma estética vintage ancorada no passado. O setlist mergulhou na discografia do grupo, explorando desde grooves psicodélicos que remetem ao indie dance dos anos 90 até a poesia soturna do Velvet Underground, homenageada em uma versão primorosa de “Femme Fatale”. A precisão técnica dos samplers e as camadas vocais criaram um clima intimista e contemplativo, que culminou com o hit “Lovers Rock”.
Domingo (22)
Tyler, The Creator

No domingo (22), Tyler, The Creator fez sua estreia solo no Brasil com um showzaço no palco Bud do Lollapalooza. Vestindo um conjunto de couro vermelho e boné da sua nova marca Petalers, ocupou o palco sozinho – sem banda ou cenografia, apenas com projeções e seu talento para a dança – numa apresentação que passeou por quase toda sua discografia com foco no recente e dançante “Don’t Tap the Glass”. A autoconfiança do artista, um dos nomes mais completos do hip hop, vem de uma trajetória que começou aos 16 anos com a fundação do coletivo Odd Future (que revelou Frank Ocean, Syd e Earl Sweatshirt) e se expandiu para um império criativo que inclui a marcas de streetwear, a produção autoral de batidas e clipes, e a curadoria do festival Camp Flog Gnaw Carnival. Com uma presença que evocava um Michael Jackson desconstruído e desengonçado, Tyler não superlotou o espaço como as headliners dos dias anteriores, Sabrina Carpenter e Chappell Roan, mas fez um show de entrega total para os fãs que conheciam sua obra, alternando hits como “Sugar on My Tongue” e faixas de “Chromakopia” (“St. Chroma”, “Rah Tah Tah”, “Noid”) com momentos de energia caótica resgatados de “Who Dat Boy” e “Tamale”, até culminar na catarse final com “NEW MAGIC WAND”, “See You Again” e “I’ll Take Care of You”, consolidando sua estreia solo no país como um dos momentos mais autorais e artisticamente integrais do festival.
Lorde
O show marcou o reencontro da neozelandesa com um público brasileiro que, segundo a própria artista, cresceu ao seu lado — uma afirmação que se provou verdadeira através da entrega visceral no palco. Em uma performance crua e simbólica, Lorde expressou essa vulnerabilidade ao desfazer-se do próprio figurino, chegando a rasgar a camiseta durante a execução de “Liability”, hit do álbum “Melodrama” conhecido por sua letra existencialista e profunda. Mantendo uma postura energética do início ao fim, a cantora não permitiu que a intensidade oscilasse durante sua uma hora de apresentação
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Turnstile
Insana do começo ao fim, a apresentação da Turnstile arrepiou o público do Lollapalooza Brasil logo nos primeiros segundos. Assim que a banda norte-americana pisou no Palco Budweiser, o público já começou a abrir rodas no meio da multidão. No mesmo momento, os fãs levantaram os braços segurando sinalizadores e, mesmo com o item sendo proibido, vários deles foram acesos durante toda a apresentação. O Turnstile trouxe ao festival um público fiel e engajado, que elaborou cartazes e até artes personalizadas para a banda durante sua passagem pelo país.
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Djo

O projeto Djo, liderado pelo ator Joe Keery, surpreendeu o público com um rock psicodélico envolvente e nostálgico. Com sintetizadores marcantes e uma estética inspirada nos anos 1980. É possível notar a influência da psicodelia dos Beatles misturada ao indie de The Strokes. Além disso, o som remete ao sintetizador marcante de MGMT e ao rock cru de The Black Keys. A performance provou que seu sucesso vai muito além das telas
Katseye
Um dos ápices de fofura durante os três dias do festival foi olhar para plateia do show do grupo de pop global feminino Katseye. As meninas treinadas nos preceitos dos grupos de k-pop fizeram crianças e adolescentes superlotar o palco Flying Fish para assistir a uma performance de pop açucarado, criando um momento Lolla kids dentros do festival. De tão populares, um das músicas delas, “Gnarly”, voltou a ser usada como gíria para algo que pode ser tanto incrível quanto estranho. Uma coisa 6-7, se é que você me entende.
O show não primou por uma grandiosidade musical, mas preencheu as expectativas das crianças, que viram o grupo do momento num festival “de adulto”. Sonho realizado para milhares de fãs de música em formação. Grande sacada da curadoria.
Balu Brigada
O Lollapalooza Brasil reafirma sua vocação como um grande radar de tendências com a escalação do duo neozelandês Balu Brigada, que trouxe um frescor indie irresistível com melodias solares e guitarras extremamente dançantes. Eles souberam usar o calor a favor do show, transformando o palco alternativo em uma pista de dança de leques a céu aberto.
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FBC
No palco Flying Fish, conhecemos um formato muito elegante e cheio de groove do mineiro Fabrício Soares Teixeira, o FBC. Se lá no início da carreira, nos idos de 2018, ele se firmava como autor de letras bem trabalhadas, com hits como “Se Tá Solteira” e “De Kenner” se apresentava com um DJ, neste encerramento da turnê Assaltos e Batidas no Lollapalooza ele chegou acompanhado de uma extensa banda, com direito a trio de metais – no total, havia 12 músicos no palco. O resultado foi um desfile do repertório que contemplou faixas do início da carreira, passou pelo momento hiteiro do álbum “Baile” (2021) e pelo dançante “O Amor, O Perdão e A Tecnologia Irão Nos Levar Para Outro Planeta” (de 2023). Um showzão rico em musicalidade, discurso político e dançabilidade.
Outros destaques do dia
O regionalismo psicodélico do Mundo Livre S/A trouxe o peso do manguebeat para o domingo de calor intenso. Para fechar a pista, as batidas de Peggy Gou garantiram um encerramento eletrônico sofisticado e hipnótico. A artista sul-coreana manteve a energia alta até o último minuto de festival no Autódromo de Interlagos.
A polêmica do segundo dia
A internet ferveu com a “treta” entre Chappell Roan e o jogador de futebol Jorginho. O atleta postou um comentário minimizando o desempenho vocal da artista durante a transmissão ao vivo. A cantora não deixou barato e, durante o show, mandou um recado direto sobre respeito ao trabalho de mulheres no palco. A resposta gerou uma onda de apoio dos fãs, que vaiaram o nome do jogador entre as músicas.
Ativações de marcas e o desafio das filas
Coca-Cola

O Coke Studio consolidou-se como um dos espaços mais disputados, oferecendo uma programação intensa de DJs e apresentações de artistas como Melody. O grande atrativo foi a parceria Carmed + Coca-Cola, que gerou uma busca frenética pelos hidratantes labiais e acessórios exclusivos da marca.
Sprite
Estreando o Fresh District, a marca focou em experiências sensoriais de refrescância para combater o calor. Além de sets de música eletrônica e afrobeats, a ativação chamou a atenção pela Fresh Machine e por uma colaboração inédita de cuidados labiais com a Cimed.
Johnnie Walker
Aproveitando o fenômeno da headliner Sabrina Carpenter, a marca criou uma experiência interativa baseada em um quiz musical que alterava o ambiente em tempo real. Para mitigar a espera, utilizou um sistema de autosserviço para a entrega do drink oficial, o Go Go Highball, criado em parceria com Sabrina.
BUD
Uma das patrocinadoras master do festival manteve seu grande espaço e o decorou com temática vintage. Ali, os fãs podiam gravar mensagens ou escolher faixas para criar uma mixtape personalizada. As fitas cassete personalizadas se tornaram um dos brindes mais disputados do festival.
Flying Fish
Outra patrocinadora master, a Flying Fish assinou um dos palcos e apostou num bar com pontos de degustação da nova cerveja.
Airbnb
O Airbnb entregou experiência no lugar de ativação fixa, oferecendo visitas às áreas de produção, passeio pela área Family & Friends e a chance de assistir a uma apresentação bem na frente do palco aos felizardos que conseguiram se inscrever na visita. Limitada a 10 participantes por dia, a experiência foi pensada para ser intimista.
O desafio das filas
Apesar da criatividade das marcas, a experiência do público foi marcada por longos tempos de espera. Espaços como o da Samsung e o estande do Bradesco (famoso pelos seus buckets e leques) registraram filas que variaram entre 40 minutos e uma hora. A permanência sob o sol forte foi a principal queixa dos presentes, contrastando com a rapidez observada nas operações de alimentação.
Frases que ecoaram pelo Autódromo
“Presa por ser gostosa demais”, declarou Sabrina Carpenter ao interagir com a brasileira no palco.
“Bicthies, é o meu show”, bradou Tyler, The Creator.
“Voltei ao Brasil por causa de vocês e do brigadeiro”, confessou em ousada sinceridade Sabrina Carpenter
“Eu me sinto muito compreendida no Brasil”, Lorde se declarou ao país em meio ao show
“O Brasil tem as melhores drags”, Chappell Roan chocada com a quantidade de leques rainbow em sua apresentação
“Por que vocês estão me vaiando?”, Tyler, The Creator depois de falar que fazia muito tempo que ele não vinha ao Brasil
Reportagem: Alexandre de Melo, Bruna Calazans, Claudia Assef e Vitória Zane
Fotos: Sidinei Lopes e Tatiane Silvestroni
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