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Kesha se pronuncia após Casa Branca usar sua música: ‘Repugnante’

Cantora afirmou que não autoriza o uso de sua música pelo governo Trump

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Kesha dá spoilers sobre nova era após fim de batalha judicial (Reprodução/Instagram)

A cantora Kesha publicou uma mensagem no X e no Instagram, nesta segunda-feira (2), acusando a Casa Branca de utilizar sem autorização a sua faixa “Blow” em um vídeo no TikTok postado no mês passado.

A manifestação da norte-americana também contém críticas ao presidente dos Estados Unidos, referindo-se a Donald Trump como “predador criminoso”, e ressalta que ele foi citado nos documentos públicos relacionados ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, que morreu em 2019.

Ouça ‘Blow’, de Kesha

O texto publicado por Kesha considera que a Casa Branca usou sua música para “incitar violência e ameaçar com guerra” e que isso “é repugnante e desumano”.

Leia a tradução do texto completo:

“Chegou ao meu conhecimento que a Casa Branca usou uma das minhas músicas no TikTok para incitar violência e ameaçar com guerra. Tentar banalizar a guerra é repugnante e desumano. Eu absolutamente NÃO aprovo que minha música seja usada para promover violência de qualquer tipo. O amor sempre vence o ódio. Por favor, amem a si mesmos e uns aos outros em momentos como este. Essa demonstração de flagrante desrespeito pela vida humana e, francamente, esse ataque a todos os nossos sistemas nervosos é o oposto do que eu defendo. Além disso, não deixem que isso nos distraia do fato de que o predador criminoso Donald Trump aparece nos Arquivos mais de um milhão de vezes”.

Horas depois da publicação de Kesha, o diretor de comunicação da Casa Branca respondeu o comentário também no X. Steven Cheung escreveu:

“Todos esses ‘cantores’ continuam caindo nessa. Isso só nos dá mais atenção e mais visualizações para nossos vídeos, porque as pessoas querem ver do que estão reclamando. Obrigado pela atenção”.

Até o momento, o vídeo com a faixa de Kesha não foi retirado do perfil da Casa Branca e passa de 1,8 milhão de curtidas. A cantora esteve no Brasil no início do ano para uma apresentação em São Paulo. Ela foi flagrada com sua equipe no aeroporto da capital paulista.

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Kesha no Brasil (Eduardo Martins / Brazil News)

Além de Kesha, outros artistas denunciaram

Não é a primeira vez que equipes do governo Trump são criticadas por uso não autorizado de músicas em vídeos promocionais e postagens. Além de Kesha outros artistas têm denunciado as ocorrências pelas redes sociais.

Sabrina Carpenter, por exemplo, publicou no X no ano passado uma crítica ao uso de sua faixa “Juno” em um vídeo que continha imagens do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, conhecido como ICE.

“Esse vídeo é maligno e repugnante. Nunca me envolvam, nem a minha música, para beneficiar a sua agenda desumana.” A Casa Branca, então, deletou a postagem.

Mas a situação não impediu outro vídeo de Sabrina ser utilizado. A Casa Branca publicou um trecho da cantora participando do programa “Saturday Night Live”, no qual ela dizia: “Acho que talvez precise prender alguém por ser ilegal demais”. Entretanto, a palavra “ilegal” foi alterada.

No vídeo original, ela diz que a causa da prisão de Marcello Hernandez é por ele ser “muito atraente”. Logo depois, mais uma vez após a polêmica, o vídeo editado foi deletado pela Casa Branca.

Veja a participação de Sabrina Carpenter no ‘Saturday Night Live’

Olivia Rodrigo, Celine Dion, Foo Figherts e SZA foram outros nomes a criticar a administração de Trump por usar músicas populares.