João Marcello Bôscoli rebate críticas a remix de Elis Regina
Filho da cantora defende projeto e diz que herdeiros são responsáveis pela obra

Elis Regina (redes sociais/divulgação)
Filho de Elis Regina, João Marcello Bôscoli voltou a defender o projeto de remixagem e remasterização do álbum “Elis” (1973) ao comentar as críticas feitas por César Camargo Mariano. Em entrevista ao podcast “Desculpincomodar“, apresentado pelo repórter especial da Billboard Brasil, Sérgio Martins, em parceria com o DJ Zé Pedro, o produtor afirmou que decisões sobre o catálogo da artista cabem aos herdeiros e minimizou o impacto das declarações do ex-marido da cantora.
Assista ao vídeo completo da entrevista de João Marcello Bôscoli ao “Desculpincomodar”
“Negócio de música é o único negócio em que você paga a conta e fica tomando bronca. Eu devo satisfação ao meu irmão e à minha irmã”, disse, referindo-se a .
A fala ocorre devido à controvérsia que se arrasta desde o lançamento da nova versão do disco, disponibilizada em março de 2026 para marcar os 81 anos de nascimento de Elis Regina. O projeto, liderado por Bôscoli, busca atualizar tecnicamente as gravações originais, feitas em condições analógicas nos anos 1970, e reacendeu um debate sobre os limites da intervenção em obras clássicas.
Como João Marcello Bôscoli defende o projeto
Na entrevista, ele detalhou as motivações técnicas por trás da iniciativa, citando problemas no material original.
“Primeiro, o disco tinha uma série de problemas técnicos. Vamos ao estúdio e vamos ouvir. Tinha uma série de distorções no contrabaixo do Luizão, muita distorção, muita distorção na Elis. Quem, por exemplo, foi que arrumou? Quem afinou a mesa lá no dia? Quem calibrou a cabeça de gravação? Vamos partir do princípio que foi alguém maravilhoso. O Mazzola é um homem da engenharia de som há décadas. Beleza. Essa fita não é que a chegou em mim, gente. Essa fita foi copiada para outra fita. Tem a degradação do material.”
As declarações respondem diretamente às críticas de César Camargo Mariano, que foi diretor musical, arranjador e pianista do álbum original. Em publicação nas redes sociais, o músico afirmou que o trabalho foi “jogado no lixo” e apontou alterações nos arranjos, na mixagem e na dinâmica das faixas como descaracterizações da obra concebida ao lado de Elis .
Bôscoli evitou entrar em confronto direto, mas relativizou o peso da crítica ao destacar a posição de Mariano fora do núcleo familiar responsável pela gestão do legado.
“Sobre o pai do Pedro, como ele não é meu pai biológico, não me sinto tão à vontade [para falar]. Acho que ele pode falar e se pronunciou. Eu e o Pedro e a Maria, a gente tem um consenso. Às vezes há discussões, mas normal, né? Agora a gente não ia jamais fazer isso em público. Mas também não tem problema, porque o César não é da família da Elis Regina. Não é em nenhum sentido. Teve um casamento importante, é um gênio musical, colaborou muito, também colheu muitos frutos, já era alguém antes, continuou sendo o César depois. Mas Rita Lee Roberto de Carvalho são uma dupla. Elis Regina e César Camargo Mariano ou Elis Regina e Ronaldo Bôscoli não são uma dupla. É Elis Regina. Não é porque ela morreu que a coisa dela tá solta. Os filhos somos herdeiros e de maneira geral, creio que estejamos fazendo o trabalho dentro do possível.”
Entenda a polêmica do remix de “Elis” (1973)
A divergência expõe uma disputa recorrente entre preservação histórica e atualização tecnológica. Mariano defende que alterações técnicas comprometem decisões artísticas aprovadas pela própria cantora na época da gravação, enquanto os herdeiros argumentam que novas versões podem coexistir com o material original, hoje também disponível nas plataformas.
O álbum “Elis” (1973), alvo da polêmica, integra o período de maior maturidade artística da cantora e teve direção musical do próprio Mariano, com quem ela foi casada e teve dois filhos.
Na entrevista, Bôscoli também rejeitou a ideia de exploração comercial do catálogo da mãe e afirmou que os projetos são pontuais e muitos são custeados pelos próprios herdeiros. “Também as pessoas acham que a gente ganha dinheiro com a Elis. É risível isso. A gente investe, né? Pontualmente tem coisas, a gente faz, em 40 e poucos anos, quatro campanhas [publicitárias], sendo que uma delas foi durante a pandemia, para agradecer os profissionais de saúde. A gente vai fazer. A gente não vai confiná-la numa jaula tecnológica do século 20: vai sempre preservá-la e tá tudo certo.”
Ouça “Elis”
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