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Jay-Z fala sobre assédio, Blue Ivy e o futuro da carreira em rara entrevista

Rapper fez sua primeira capa em quase uma década

O rapper Jay-Z, dono da Rock Nation

Jay-Z (Reuters)

Jay-Z deu uma rara entrevista à “GQ”, marcando sua primeira capa em quase uma década. O rapper de 56 anos falou sobre as acusações de assédio sexual, paternidade, carreira e como escolhe as atrações para o show do intervalo do Super Bowl.

Sobre ter sido citado em um processo por suposta má conduta sexual, ele disse que ficou com muita raiva. “Foi difícil. Muito difícil. Fiquei arrasado. Ainda bem que resolvemos isso logo para podermos tirar essa situação do caminho. Fiquei realmente arrasado com tudo o que aconteceu”, disse.

“Vivemos numa época em que as consequências não são levadas em consideração o suficiente. Porque tudo acontece muito rápido, sabe? Toda aquela história do processo me afetou muito. Eu estava com raiva. Fazia tempo que eu não sentia tanta raiva, uma raiva incontrolável. Você não pode fazer isso com alguém. É preciso ter muita certeza… Levei isso muito a sério. Eu sabia que iríamos superar isso porque, em primeiro lugar, não é verdade. E a verdade, no fim das contas, ainda prevalece”, afirmou Jay-Z.

Veja mais destaques da entrevista abaixo.

Sobre priorizar a paternidade:

“Dá sentido a tudo, absolutamente tudo. Eu viajo pelo país, faço o que tenho que fazer e volto para o avião à noite. Adoro levá-los para a escola. Adoro buscá-los. Tudo tem um significado muito maior.”

Jay-Z e Beyoncé
Jay-Z e Beyoncé (Reuters)

Sobre ver a filha com a Beyoncé, Blue Ivy, se apresentar e se descobrir durante a turnê “Cowboy Carter” de 2025:

“Foi incrível. Na primeira turnê, houve muita conversa sobre a primeira apresentação dela, e ela trabalhou muito para chegar lá, mas ainda não estava se entregando completamente. Ela ainda estava fazendo tudo no automático. E então ela simplesmente começou a lutar. Eu a vi lutar talvez pela primeira vez na vida — tipo, nem tudo é dado a ela de bandeja e nem tudo é fácil. Ela lutou por isso. Ela está em quase todas as músicas… Ela se dedicou a isso, e me deixa orgulhoso que ela tenha lutado por algo que realmente queria fazer. Acho que não vamos conseguir tirá-la daquele palco agora.”

Sobre sua visão de revolucionar o show do intervalo do Super Bowl ao assumir o comando da Roc Nation em 2019:

“Acho que todos deveriam experimentar a música em sua totalidade. E por muitos anos, apenas um lado da música era representado, por algum motivo. Tivemos a oportunidade de criar uma ideia mais equilibrada do que é a música popular hoje. Não estou exagerando. Essas são as pessoas mais famosas do mundo. Eu não escolhi o artista indie de Portland que eu gosto muito. [Este era] o artista mais ouvido em streaming no mundo. “Tive uma ideia, vamos deixar ele [Bad Bunny] tocar.” [Risos.] É a Rihanna!”.

Sobre décadas de experiência que criaram um certo ceticismo em relação à fama:

“Eu não confiava na indústria da música. As pessoas diziam uma coisa, faziam outra e depois se escondiam atrás de papelada e advogados. Isso me deixou extremamente cínico. E conforme você amadurece, aprende que não precisa se limitar a certos círculos. Então, talvez eu seja menos cínico agora porque minha vida é mais organizada.”

Sobre o que define um ótimo álbum do Jay-Z hoje em dia:

“Ainda não sei. Não sei mesmo. Mas sei que já temos negatividade suficiente. Esqueçam o cenário musical atual. Não sei o que preciso criar agora que me realize e me faça feliz, porque isso é o mais importante. Sei que preciso ser honesto sobre o que sinto e onde estou. Talvez eu esteja pensando demais. Talvez eu esteja me impedindo de simplesmente criar. Seja o que for, precisa ser uma representação verdadeira de como me sinto. Acho que muitos artistas se atrapalham tentando criar algo que agrade às pessoas. E as pessoas percebem isso porque não é autêntico. Preciso criar algo atemporal que eu realmente ame e que seja realmente honesto e verdadeiro com quem eu sou.”