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Imprevisível e irreverente, Yousuke Yukimatsu ganha o Lolla

Japonês tornou-se fenômeno na cena da música eletrônica por repertório incomum

Yousuke Yukimatsu no Lollapalooza Brasil 2026 (Sidnei Lopes/Billboard Brasil)

Yousuke Yukimatsu no Lollapalooza Brasil 2026 (Sidnei Lopes/Billboard Brasil)

Não é possível saber exatamente como será a tracklist da apresentação de um DJ, mas é possível prever certos caminhos pelos quais ele pode percorrer durante o set. Yousuke Yukimatsu, entretanto, é uma exceção. O japonês tornou-se um fenômeno na cena da música eletrônica justamente por ser imprevisível. No Palco Perry’s, do Lollapalooza Brasil, neste domingo (22), ele apareceu diante do público e apertou o play na CDJ. O som que saiu, absurdamente alto nas potentes caixas de som, foi nada menos que Sepultura.

Yousuke Yukimatsu escolheu “Slave New World”, do álbum “Chaos A.D.”, de 1993, para abrir a apresentação. Uma homenagem ao país com uma das maiores bandas de metal já surgidas por aqui. O set do japonês é exatamente isso: uma mistura entre vertentes da música eletrônica e o metal. E ele faz isso com uma técnica fenomenal, que faz tudo se encaixar perfeitamente em segundos.

DJ japonês venceu câncer no cérebro em 2016

Yousuke Yukimatsu no Lollapalooza Brasil 2026 (Sidnei Lopes/Billboard Brasil)
Yousuke Yukimatsu no Lollapalooza Brasil 2026 (Sidnei Lopes/Billboard Brasil)

Essa maneira irreverente de tocar faixas inesperadas conquistou o público. Não à toa, Yousuke Yukimatsu é dono de um dos sets mais assistidos da história do Boiler Room. Ele chegou ao Brasil com status de uma das atrações mais esperadas do palco, mas o público não sabia o que esperar.

O DJ entregou um passeio pelo techno, hard techno, dubstep, house, metal, indie, rock e até uma batida que flertou com o funk brasileiro. De Sepultura a MGMT, com a faixa “Kids”, de Skrillex a Jane’s Addiction, com “Ocean Size”, com a qual encerrou o set, ele coordenou tudo com extrema habilidade.

Yousuke Yukimatsu parece tocar como decidiu viver: com coragem. O DJ venceu um câncer no cérebro em 2016 e decidiu abandonar o trabalho como pedreiro para focar na carreira musical. Deu mais que certo. Anos depois, ele se tornou sinônimo de curadoria musical de excelência.