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Guitarra, violinos e ritmo de samba. Rec-Beat traz o alternativo para Recife

O evento –gratuito– acontece no centro da cidade e é gratuito

Johnny Hooker Maicon Douglas Divulgacao

O cantor Johnny Hooker, que se apresenta no festival Rec-Beat (Maicon Douglas/Divulgação)

Nem só de frevo e brega funk vive o carnaval de Recife (ainda que a programação seja uma das mais ecléticas do país). O Rec-Beat, festival que ocorre nos mesmos dias da folia –e que acontece no Cais da Alfândega, no centro da cidade, pertinho do agito– traz atrações do mundo alternativo da MPB, do pop, da world music e da música eletrônica, com uma diversidade que o transformam em parada obrigatória.

No ano em que comemora três décadas de existência, o Rec-Beat traz uma das escalações mais diversificadas de suas edições anteriores. A começar pelos talentos emergentes da MPB. Chico Chico, Zé Ibarra e Johnny Hooker, trio que lançou ótimos discos em 2025, estão no elenco, bem como o rapper Djonga e o guitarrista Felipe Cordeiro.

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O rapper Djonga, atração do Rec-Beat 2026 (Coniin9/Divulgação)

Mas há também novidades: o Moritz é um projeto dedicado exclusivamente à música eletrônica, que estreia dentro da programação do Rec-Beat, ocupando o palco no primeiro dia do festival, no sábado. A curadoria desta primeira edição do Moritz é assinada por Paulete Lindacelva, DJ e produtora pernambucana de house music. Estão confirmados na programação, além da própria Paulete, Carlos do Complexo, a colombiana Piolinda Marcela, SPHYNX, LOFIHOUSEBOY e DAVS.

Outro trunfo do Rec-Beat está na inclusão de artistas da África e da América Latina. Este ano tem o senegalês Momi Maiga Quartet, virtuose do tradicional instrumento kora, que funde jazz étnico, flamenco e música africana. Seu segundo álbum, “Kairo” (2024), traz uma abordagem política e humanista, em um diálogo entre África, Europa e Mediterrâneo. 

Outro nome é Faizal Mostrixx, produtor e performer ugandense que criou o conceito de “tribal electronics”, mesclando gravações de campo, ritmos regionais do leste africano e música eletrônica de pista. Também está na programação a DJ e produtora nigeriana-britânica residente na Alemanha Kikelomo, expert no drum’n’bass.  

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O produtor ugandense Faizal Mostrixx, atração do projeto eletrônico do Rec-Beat (Bernard Sammut/Divulgação)

O trio colombiano Ghetto Kumbé, por sua vez, mistura percussões afro-caribenhas e afro-colombianas com música eletrônica e estética afrofuturista.

A presença afrolatina também se conecta à força da cena afro-brasileira com grupos como o Afoxé Oxum Pandá, que celebra 30 anos com o espetáculo “Africaniei”, um ritual cênico-sonoro que articula ancestralidade, memória e música negra contemporânea.

SERVIÇO:

FESTIVAL REC-BEAT 2026 – 30 ANOS

14 a 17 de fevereiro, a partir das 19h

Cais da Alfândega, Bairro do Recife

Gratuito

https://recbeatfestival.com/