Guardiãs do pavilhão: as porta-bandeiras mais emblemáticas da Sapucaí
Elegância e tradição: elas marcaram época conduzindo o símbolo das escolas

Porta-bandeira (Wikimedia Commons)
Poucas figuras carregam – literalmente – tanta responsabilidade em um desfile carnavalesco quanto as porta-bandeiras. Com passos calculados e um bailado impecável, elas conduzem o símbolo máximo de suas escolas de samba: o pavilhão. Ao longo da história, algumas se destacaram não apenas pela elegância e precisão técnica, mas também pelo carisma e pelas conquistas na Marquês de Sapucaí.
A função é tão importante que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira de uma escola é responsável direto pelos 40 pontos do quesito. Nenhum outro critério depende tanto de tão poucos. Com quatro cabines julgadoras ao longo da avenida, qualquer passo em falso pode significar a derrocada de uma escola: só a nota 10 interessa.
Desde os primórdios do Carnaval moderno, essas bailarinas moldaram a identidade das escolas que representaram. Algumas reinaram absolutas por décadas, acumulando títulos e prêmios, enquanto outras revolucionaram a forma de se levar a bandeira, influenciando gerações futuras. A Billboard selecionou algumas das porta-bandeiras mais emblemáticas do Carnaval carioca, cujas performances inesquecíveis ajudaram a escrever a história da folia.
Vilma Nascimento (1938-)
Forte candidata ao posto de maior porta-bandeira de todos os tempos. Conhecida como “O Cisne da Passarela”, Vilma Nascimento mudou a estética do bailado das porta-bandeiras e se tornou uma das figuras mais lendárias da Portela. Iniciou sua trajetória na escola em 1957 e foi peça fundamental nos títulos conquistados nos anos 50 e 60. Recebeu quatro Estandartes de Ouro, três pela Portela (1977, 1978 e 1979) e um pela Tradição (1989). Seu nome segue reverenciado no mundo do samba, sendo homenageada até hoje.
Selminha Sorriso (1971-)
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Selminha Sorriso é um dos grandes ícones da Beija-Flor e a porta-bandeira com mais tempo de atuação no Grupo Especial. Começou sua trajetória no Império Serrano em 1991, mas foi na Estácio de Sá, no ano seguinte, que conquistou seu primeiro título. Em 1996, se juntou ao mestre-sala Claudinho na Beija-Flor, onde formaram um dos casais mais vitoriosos da história do Carnaval, garantindo nove títulos para a escola de Nilópolis. Selminha também acumula seis Estandartes de Ouro, sendo o primeiro em 1992 e o mais recente em 2009.
Neide da Mangueira (1940-1980)

Neide Gomes foi um dos maiores nomes da Mangueira e a primeira porta-bandeira a conquistar um Estandarte de Ouro. Assumiu o pavilhão verde e rosa em 1954 e permaneceu no posto até 1980, desfilando ao lado do lendário mestre-sala Delegado. Sua técnica e elegância lhe renderam cinco Estandartes consecutivos entre 1972 e 1976, estabelecendo um domínio absoluto no quesito. Morreu precocemente em 1980, mas seu legado permanece vivo na história do samba.
Lucinha Nobre (1975-)
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Vinda de uma família de bambas, Lucinha Nobre se destacou como porta-bandeira desde muito cedo: começou a dançar em 1984 e é a mais veterana em atividade no Carnaval carioca. A irmã do sambista Dudu Nobre iniciou sua trajetória na Mocidade Independente e também teve passagens marcantes pela Unidos da Tijuca e Portela. Ao todo, Lucinha conquistou seis Estandartes de Ouro, sendo três pela Tijuca (2003, 2006 e 2007), dois pela Mocidade (1989 e 1993) e um pela Portela (2022). Seu bailado sempre primoroso e seu compromisso com o pavilhão a tornaram uma das referências da nova geração.
Squel Jorgea (1982-)

Neta do lendário Xangô da Mangueira, Squel Jorgea começou sua carreira na Grande Rio e se consolidou na Mangueira, onde conquistou dois títulos e dois Estandartes de Ouro, em 2015 e 2019. Sua performance no desfile “História para Ninar Gente Grande”, em 2019, é considerada uma das mais impactantes dos últimos anos, ajudando a escola a se sagrar campeã. Atualmente, representa a Portela, sendo a primeira porta-bandeira a defender tanto o pavilhão azul e branco quanto o verde e rosa.
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