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Gaby Amarantos credita ‘Rock Doido’ a conselho de Dona Onete e rebate críticas

Música de baile de Belém é destaque de 2025 e produzido pelo trio mineiro MGZD

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A cantora Gaby Amarantos em ensaio com figurino usado no The Town (Divulgação)

A sensação com o lançamento de “Rock Doido”, de Gaby Amarantos, causou dois tipos de euforia. De um lado, uma cantora que não estava preparada para a recepção de um disco que prometia trazer o clima dos bailes de tecnobrega do Pará; do outro, a dúvida se o movimento era uma “tradução” sudestina do rock doido, vertente mais acelerada e que tem expoentes como a sensação DJ Méury —uma das convidadas do álbum.

“A galera ainda olha nossa música como algo estranho. Desde o ‘Treme’ [álbum de 2012, debute solo da cantora] é assim. Então, a gente encontrou uma fórmula para a galera ouvir o disco, ouvir o pancadão que é o rock doido e sair flutuando. É uma coisa difícil pra caramba”, começa explicando.

À Billboard Brasil, depois de duas canções do álbum em show conjunto com Joelma e Dona Onete no palco The One, Gaby Amarantos explicou o porquê de sua surpresa com a recepção positiva do disco e também analisou as críticas de alguns conterrâneos quanto à produção de “Rock Doido”.

“A Dona Onete falou uma coisa muito foda para mim: ‘Tu tem que voltar para as suas raízes’. Eu não entendia. ‘Rock Doido’ é uma parada muito diferente e a gente está numa indústria de fórmulas prontas e tudo igual. Então, tem seus riscos. Não é que eu não acreditava em mim. Eu estava muito segura. Mas eu não esperava mesmo esse sucesso”, afirmou.

Às críticas vindas de conterrâneos, a cantora apontou “desconhecimento” e que, apesar do acabamento do trio mineiro MGZD, o disco é preenchido por artistas pungentes da cena de baile do Pará. Ela compara o processo de composição de “Rock Doido” a uma lapidação de pedra bruta.

“Eu acho que é um pouco de falta de informação. Tem tantos artistas paraenses no disco: DJ Iran, curadoria do Baby Plus Size, DJ Waldo Squash… O trio MGZD morou no Pará e conhece muito da nossa cultura. A gente conseguiu encontrar um lugar que… [a artista faz uma pausa] se eu tivesse feito só com a sonoridade bruta de lá… É isso. É como uma pedra bruta que precisasse ser lapidada para virar um diamante. E ele furar a bolha prova que a gente conseguiu”, finaliza.

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