Entrevista: pH-1 fala sobre expectativas para show no Brasil
Rapper se apresenta em São Paulo neste sábado (28)

pH-1 (Divulgação)
O rapper pH-1 se apresenta no Brasil pela primeira vez neste sábado (28). O show acontece na “HYPE SEOUL NIGHT” na Audio, em São Paulo.
Poucos ingressos estão disponíveis a partir de R$ 160 no site da Sympla. Além do rapper, o line-up da noite conta com outras atrações.
“Mal posso esperar para encontrar meus fãs no Brasil. Eles têm demonstrado tanto carinho ao longo dos anos, e finalmente poderei me apresentar para eles. Tenho certeza de que a energia deles será incomparável”, diz pH-1 para a Billboard Brasil – leia a entrevista completa abaixo.
O rapper é dono de hits como “Cupid”, “Nerdy Love”, “The Purge”, entre outros. Seu álbum mais recente, “WHAT HAVE WE DONE”, foi lançado em agosto de 2025.
Leia a entrevista com pH-1
Billboard Brasil: Ao longo dos anos, seu som transitou entre o hip-hop cru e produções mais melódicas. Como você definiria a fase artística em que se encontra hoje?
Definitivamente estou focado em explorar minha musicalidade ao criar novas músicas. Minha principal prioridade não é provar minhas habilidades no rap, mas desafiar minha própria capacidade de construir uma boa canção. Ainda gosto de soltar algumas rimas de vez em quando, mas, no momento, harmonias e acordes mais elaborados têm me atraído mais.
Sente que o público internacional compreende as nuances do hip-hop coreano, ou ainda existem barreiras culturais a serem superadas?
Acho que o hip-hop coreano evoluiu tão rapidamente que, para ouvidos estrangeiros, muitas vezes é difícil distingui-lo dos sons ocidentais, exceto pela diferença de idioma. Até cerca de dois anos atrás, os ouvintes coreanos tendiam a valorizar rappers que demonstravam técnica e velocidade. Hoje em dia, tanto os artistas quanto o público desenvolveram um gosto muito mais sofisticado. Tenho orgulho de fazer parte da cena do hip-hop coreano, porque há muitos músicos talentosos por aqui. Espero ver cada vez mais colaborações entre artistas coreanos e estrangeiros.

Você já colaborou com artistas de diversos estilos. O que te leva a aceitar uma colaboração?
O requisito mais importante é que a música desperte algo em mim. Pode ser uma melodia de topline que me venha à cabeça ou uma história que eu queira contar na faixa. Às vezes é o beat. Se o beat é forte, eu já fico com vontade de começar a rimar na hora. Também preciso ter respeito pelos artistas com quem trabalho. Prefiro colaborar com pessoas que realmente se importam com sua arte e com seu ofício, em vez de quem está nisso apenas por dinheiro e fama.
Como você lida com as expectativas do público à medida que sua carreira continua a crescer?
Hoje em dia, estou bastante livre de pressão. Percebi que a pressão que eu sentia por parte dos fãs estava, na verdade, na minha cabeça, e isso só teve um impacto negativo na minha vida. Eu ficava ansioso e nervoso sem motivo. Por isso, decidi fazer música exclusivamente para mim, como nos velhos tempos. Foi uma experiência libertadora e tornou o processo de criar muito mais prazeroso.
Você já sentiu a necessidade de equilibrar o que realmente deseja criar com o que a indústria pede?
Claro. Eu estaria mentindo se dissesse que não me importo com números. Mas me importo por um motivo diferente. Quero fazer música que possa ser apreciada pelo maior número possível de pessoas, porque isso significa que consegui criar uma obra bonita. Neste momento da minha carreira, tenho menos ambição financeira e mais foco no meu legado. Quero poder me respeitar como artista e continuar aprendendo sobre música para evoluir cada vez mais.
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Em sua jornada, o que você teve que deixar para trás ou desaprender para crescer?
Eu diria que precisei abrir mão da necessidade de provar meu valor. Quando deixei isso para trás, tudo fez sentido. Minha música amadureceu, meu amor por criar aumentou e passei a aproveitar muito mais as apresentações ao vivo.
O que os fãs podem esperar da sua apresentação no Brasil?
Muita energia, paixão e a minha essência de verdade.
E quais são as suas expectativas?
Mal posso esperar para encontrar meus fãs no Brasil. Eles têm demonstrado tanto carinho ao longo dos anos, e finalmente poderei me apresentar para eles. Tenho certeza de que a energia deles será incomparável.

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