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Entenda o poder do Africanize Sessions no Camarote Salvador

DJs Vitória Nicolau, Umiranda e Shine agitam noite de segunda-feira (16) 

Africanize Sessions no Camarote Salvador (Coruja Urbano)

Africanize Sessions no Camarote Salvador (Coruja Urbano)

A parceria entre o Africanize, portal de cultura e entretenimento direcionado à população negra da América Latina, e o Camarote Salvador rendeu o Africanize Sessions, projeto voltado para dar visibilidade e exaltar os artistas da música preta contemporânea. A experiência teve a sua estreia no Camarote Salvador, nesta segunda-feira (16).

O line-up do camarote contou com sonoridades fortemente influenciadas pela cultura  africana. No palco Salvador Club, as principais atrações foram os DJs Shine, de Angola, Umiranda, de Brasília, e Vitória Nicolau, de São Paulo. Essa multiplicidade de origens territoriais também abraça a proposta do projeto de ser uma ponte sonora. Além disso, reforçando a potência da noite, Ne-Yo, ícone global do R&B, foi um dos headliners do Palco Praia.

Não havia lugar melhor para o projeto ser iniciado, visto que Salvador é a cidade mais negra do mundo fora do continente africano e o Camarote Salvador é um palco  simbólico para o Carnaval da cidade. Os sets do Africanize Sessions foram intensos e interculturais, com os DJs buscando fundir referências brasileiras e africanas em uma celebração de identidade e liberdade por meio dos sons.

A suavidade e a sensualidade dos afrobeats se misturaram com a potência do funk brasileiro.

Antes de subir ao palco, Vitória Nicolau conversou com a Billboard Brasil e explicou o que faz parte do seu set e de que forma ela foi influenciada por artistas baianos. Tem muito afrobeat e muitas referências de músicas brasileiras junto com canções de África e diáspora. Então, tem um pouquinho de tudo para agradar todos os públicos.

“Eu gosto muito do axé, eu cresci ouvindo com a minha mãe a Ivete Sangalo. Gilberto Gil gosto muito também. Eu acho que são referências que são populares e ao mesmo tempo batem forte no coração”, diz.

Já Shine contou que, além de Ivete Sangalo, ele também tem como referência Léo Santana e a sonoridade do arrocha. “As batidas daqui do nordeste, como o arrocha, a gente não tem como fugir delas, elas têm que fazer parte da nossa vida.”

Por fim, Umiranda contou que se sente muito bem recebido em Salvador, e falou um pouco sobre como monta seu som. “A gente faz uma junção forte de brasilidades com um tempero de africanidades. Eu mostro referências de músicas baianas já que eu gosto muito e estudo bastante, e algumas outras brasilidades. O Brasil é muito plural, então dá para fazer uma conexão legal com os ritmos africanos.”