Emicida, Jorja Smith, NandaTsunami: AFROPUNK 2026 revela primeiras atrações
estival passa por Rio de Janeiro, Recife e Salvador

NandaTsunami é um dos grandes destaques do novo rap (Steff Lima/Divulgação)
O AFROPUNK Brasil, realizado pela IDW Company, retorna em 2026 reafirmando sua proposta de levar a música negra contemporânea para diferentes cidades do país, ampliando conexões entre artistas, territórios e públicos.
A jornada começa no dia 27 de junho, no Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro, com uma edição do AFROPUNK Experience, segue para Recife, no dia 12 de setembro, na UFPE, também dentro do formato Experience, e retorna a Salvador, nos dias 7 e 8 de novembro, no Parque de Exposições, que recebe a edição principal do festival.
Mais do que crescer em escala, o AFROPUNK Brasil fortalece uma proposta que vem sendo construída ao longo dos anos: conectar diferentes cenas, públicos e territórios a partir da música negra. O festival se firma como um espaço de encontro entre gerações, estilos e vivências – e essa nova fase amplia o alcance ao levar a experiência para diferentes regiões do país.
É dentro desse contexto que chega a primeira leva de nomes confirmados. Entre eles, Jorja Smith ganha destaque como uma das principais vozes do R&B contemporâneo. A artista britânica construiu uma trajetória sólida ao longo dos últimos anos, com músicas que transitam entre soul, R&B e outras influências da música negra global. Seu retorno ao Brasil acontece em um momento de maturidade artística, reforçando o olhar internacional do AFROPUNK e sua conexão com o que está sendo produzido fora do país.
Ao lado dela, o line-up estabelece um diálogo entre diferentes momentos da música brasileira. Gilberto Gil representa o elo entre passado e presente, chegando ao festival após o encerramento da turnê “Tempo Rei”, que celebrou mais de 60 anos de carreira.

Já Emicida reforça seu papel como uma das vozes mais relevantes do rap nacional, com o recente “Emicida Racional VOL 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores” (2025), projeto que revisita referências do gênero e amplia discussões sobre identidade e memória.
A curadoria também destaca a força das sonoridades regionais. Gaby Amarantos chega ao AFROPUNK com a energia do projeto “Rock Doido” (2025), levando para o palco um show que traduz esse universo em performance – com referências ao tecnobrega, estética pop e elementos da cultura paraense que marcam sua fase mais recente.
Em paralelo, Lazzo Matumbi é uma das vozes fundacionais da música negra baiana contemporânea; ajudou a consolidar a afirmação estética e política da negritude na música brasileira. Sua obra atravessa a formação do samba-reggae e se estabelece como ponte entre tradição, espiritualidade e construção de identidade cultural, sendo referência direta para gerações posteriores da música baiana e nacional.
Apontando para os novos caminhos da cena, NandaTsunami surge como uma das vozes mais interessantes da nova geração. Com o álbum de estreia “É Disso Que Eu Me Alimento” (2025), a artista constrói um universo próprio ao misturar rap, funk e moda, trazendo para o palco uma performance que dialoga com estética, atitude e narrativa – refletindo uma geração que se expressa para além da música.
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O AFROPUNK Experience Rio de Janeiro, que chega pela segunda vez no Terreirão do Samba no dia 27 de junho, já anuncia o cantor e compositor Edson Gomes, que com 40 anos de carreira, é considerado o maior ícone do reggae resistência, e ganhou destaque nacional com o álbum “Reggae Resistência” (1988), além de lançar diversos projetos importantes, como Recôncavo (1990), Campo de Batalha (1992), e Resgate Fatal (1995)
Outra baiana que chega para abrilhantar o line-up, é Rachel Reis, com um show intenso, sensorial e visualmente marcante. No repertório, estão músicas do seu novo projeto “Divina Casca”, como “Alvoroço”, “Ensolarada”, “Apavoro” e “Sexy Yemanjá”, além de sucessos do álbum de estreia Meu Esquema (2022), trabalho que apresentou Rachel ao reconhecimento nacional.
Já o AFROPUNK Experience Recife acontece pela primeira vez no dia 12 de setembro, na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, com três nomes de peso já confirmados no line-up. Para começar, a mais célebre cirandeira do Brasil, Lia de Itamaracá recebe a cantora Daúde para um show memorável, já mostrando a potência que o evento debuta na cidade. Outro nome para abrilhantar é Ebony, cantora carioca que já é consolidada como um dos grandes nomes do rap nacional.

O AFROPUNK Brasil ocupa hoje um lugar central entre os maiores festivais de música do país. O movimento de expansão acompanha um processo que já vinha sendo desenvolvido pelo projeto. Em 2025, a plataforma – que passou por São Luís, Rio de Janeiro e Salvador – reuniu mais de 75 mil pessoas e impactou mais de 12 milhões, um reflexo de como essa experiência vai além do palco. O AFROPUNK também acontece na forma como o público chega, se expressa e ocupa o espaço, criando uma vivência que é tão coletiva quanto artística. A edição de 2026 aprofunda esse caminho ao estruturar um circuito nacional mais consolidado.
“Expandir o AFROPUNK Brasil para novas cidades é também ampliar as conexões entre culturas, territórios e pessoas. Ao mesmo tempo, Salvador segue como o centro dessa história – é onde o festival se consolidou e onde mantemos nossa base. Encerrar essa jornada com dois dias na cidade é reafirmar essa relação enquanto o projeto cresce. O AFROPUNK nasce desse encontro e se fortalece ao dialogar com diferentes realidades sem perder sua essência”, afirma Ana Amélia Nunes, sócia e diretora de conteúdo da IDW Entretenimento.
Potyra Lavor, CEO da IDW Company, reforça que “o AFROPUNK Brasil impactou 136 milhões de reais na economia e, na edição principal, levou turistas de 100% dos estados brasileiros, além de estrangeiros vindos de mais de 36 países. É cultura gerando negócios e fortalecendo os mercados por onde o festival passa”.
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