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Drake: todos os álbuns ranqueados do pior ao melhor

Como o rapper canadense virou um dos maiores da música

Drake

Drake (Grosby Group)

Na sexta-feira (15), a discografia de Drake ganhou três novos capítulos com o lançamento da trilogia liderada por “ICEMAN”. O álbum de 18 faixas funciona como um ataque direto aos rivais do rapper e traz alguns dos versos mais afiados de sua carreira. Na sequência vieram “HABIBTI” e “MAID OF HONOUR”, em uma estratégia calculada para dominar os streamings.

Diga o que quiser sobre Drake: emocional demais, passivo demais, R&B demais. As críticas sempre acompanharam o artista de 39 anos, mas ele continua ocupando playlists e caixas de som ao redor do mundo. Seja com a mixtape “So Far Gone”, o clima introspectivo de “Nothing Was the Same” ou a chegada-surpresa de “If You’re Reading This It’s Too Late”, o canadense se tornou sinônimo de produtividade.

Com quase 400 entradas na Billboard Hot 100, o maior número da história, Drake também está perto de ultrapassar Jay-Z em álbuns número 1 entre artistas solo masculinos. Mesmo com a imagem pública abalada após disputas com Pusha T e Kendrick Lamar, além do processo contra a Universal Music Group, é difícil ignorar a onipresença de Drizzy.

A Billboard reuniu e ranqueou a discografia de Drake, excluindo “Care Package”, desde a estreia com “Room for Improvement”.

20. “Room for Improvement” (2006)

Pelo menos o título foi honesto. “Room for Improvement” marcou a estreia de Drake no rap e serviu como sua primeira mixtape. Gravado quando ele tinha apenas 19 anos, o projeto provavelmente não é algo de que o artista se orgulhe hoje.

O flow ainda era rudimentar e bastante influenciado por Joe Budden. Mesmo assim, Drake brilhava quando acelerava as rimas. “Pimpin’”, de Tony Yayo, ganhou nova cara, enquanto “Kick Push”, de Lupe Fiasco, já indicava seu potencial.

19. “Comeback Season” (2007)

“Vou sacudir o mundo, é isso que estou prestes a fazer”, rimava um jovem Drake em “The Presentation”. A segunda mixtape mostrou um artista começando a encontrar sua identidade.

A imagem de “Wheelchair Jimmy”, personagem de Degrassi, deu lugar ao lado sentimental que marcaria sua carreira. Faixas como “Bitch Is Crazy” e “Man of the Year”, ao lado de Lil Wayne, antecipavam o futuro.

18. “Thank Me Later” (2010)

O álbum de estreia ficou abaixo das expectativas criadas após o sucesso de “So Far Gone”. Em muitos momentos, Drake parecia ainda procurar sua própria voz.

Mesmo assim, o disco deixou momentos nostálgicos como “Up All Night” e “Miss Me”, além de “Find Your Love”, produzida por Ye, que segue como um dos grandes destaques do projeto.

17. “HABIBTI” (2026)

“HABIBTI” surgiu como um presente inesperado. Enquanto todos aguardavam “ICEMAN”, Drake decidiu alimentar também seu público apaixonado pelo lado R&B.

O primeiro projeto solo totalmente voltado ao gênero traz 11 faixas com algumas das melhores performances vocais de sua carreira. “Fortworth”, com PARTYNEXTDOOR, recupera a vulnerabilidade emocional que fãs antigos sentiam falta.

16. “For All The Dogs” (2023)

Em “For All The Dogs”, Drake alterna entre mágoa, ressentimento e exaustão emocional. O álbum foi criticado por muitos pela maneira como retrata relacionamentos.

Ainda assim, músicas como “Tried Our Best”, “Drew a Picasso” e “Polar Opposites” revelam um artista disposto a expor suas emoções de forma direta.

15. “Dark Lane Demo Tapes” (2020)

Durante a pandemia de COVID-19, Drake lançou uma coletânea de sons antigos, vazamentos e faixas inéditas.

Sem a pressão de um álbum oficial, o rapper experimentou novas sonoridades em músicas como “Toosie Slide”, “War” e “Pain 1993”, parceria com Playboi Carti.

14. “Honestly, Nevermind” (2022)

“Honestly, Nevermind” dividiu opiniões ao apostar em house music e elementos eletrônicos.

Faixas como “Calling My Name”, “Sticky” e “Massive” mostraram Drake explorando novos caminhos sonoros, ainda que muitos sentissem falta de mais rap no projeto.

13. “$ome $exy $ongs 4 U” (2025)

O aguardado projeto colaborativo com PARTYNEXTDOOR finalmente aconteceu em “$ome $exy $ongs 4 U”.

O disco trouxe sucessos como “NOKIA”, “SOMEBODY LOVES ME” e “DIE TRYING”, além de momentos mais agressivos como “GIMME A HUG” e “BRIAN STEEL”.

12. “MAID OF HONOUR” (2026)

Após atacar rivais em “ICEMAN” e investir no R&B em “HABIBTI”, Drake mergulhou na dance music em “MAID OF HONOUR”.

“Hoe Phase” abre o álbum de forma descontraída, enquanto “Cheetah Print”, com Sexyy Red, aposta em clima festivo.

11. “Scorpion” (2018)

Mesmo em meio à derrota pública para Pusha T, Drake dominou as paradas com “Scorpion”.

O álbum rendeu hits gigantescos como “God’s Plan”, “Nice for What” e “In My Feelings”. Apesar do excesso de faixas, músicas como “Jaded” e “Nonstop” ajudaram a consolidar o sucesso do projeto.

10. “What a Time to Be Alive” (2015)

A parceria entre Drake e Future chegou cercada de expectativas e entregou um dos projetos mais divertidos da década passada.

A mixtape capturou o auge do rap mainstream em 2015 e permanece como uma audição energética até hoje.

9. “Certified Lover Boy” (2021)

“Certified Lover Boy” sofreu críticas logo no lançamento, desde a capa até músicas como “Way 2 Sexy”, com Future e Young Thug.

Com o tempo, porém, o disco envelheceu bem. “F—king Fans”, “Fair Trade” e “Knife Talk” aparecem entre os destaques do projeto.

8. “Her Loss” (2022)

A colaboração com 21 Savage consolidou um dos trabalhos mais fortes de Drake nos anos 2020.

Faixas como “Middle of the Ocean”, “Spin Bout U” e “BackOutsideBoyz” ajudaram a equilibrar introspecção e apelo radiofônico.

7. “More Life” (2017)

Apresentado como uma playlist e não como álbum, “More Life” mostrou Drake explorando sonoridades globais.

“Passionfruit” virou um clássico moderno, enquanto “Do Not Disturb” segue como um dos encerramentos mais fortes de sua carreira.

6. “ICEMAN” (2026)

“ICEMAN” marcou um momento decisivo para Drake após as polêmicas e disputas recentes.

O álbum trouxe um rapper mais agressivo e focado, com músicas como “Make Them Pay” e “Make Them Remember”. A reunião com Future em “Ran to Atlanta” também chamou atenção.

5. “Views” (2016)

Quando Drake lança um álbum, a internet para. “Views” estreou no topo da Billboard 200 e colocou 20 músicas simultaneamente na Hot 100.

Mesmo criticado pelo tamanho, o disco se transformou em um favorito dos fãs graças a faixas como “One Dance”, “Feel No Ways” e “Childs Play”.

4. “Take Care” (2011)

“Take Care” mudou tudo para Drake e para o rap mainstream.

O disco vencedor do Grammy misturou rap, R&B e ambient music de maneira inovadora. “Marvins Room”, “Headlines”, “The Motto” e “Crew Love” se tornaram marcos culturais.

3. “So Far Gone” (2009)

“So Far Gone” foi o projeto que transformou Drake em fenômeno.

A mixtape gerou hits como “Best I Ever Had”, “Successful” e “I’m Going In”, além de consolidar a mistura entre canto e rap que virou assinatura do artista.

2. “If You’re Reading This It’s Too Late” (2015)

Considerado um clássico por muitos fãs, o projeto mostrou Drake em seu auge criativo.

Músicas como “Energy” e “Know Yourself” reforçaram sua conexão com Toronto e ajudaram a definir a identidade sonora da cidade no rap global.

1. “Nothing Was The Same” (2013)

Para muitos, “Take Care” é o disco definitivo de Drake. Para a Billboard, o posto pertence a “Nothing Was The Same”.

O álbum traz alguns dos momentos mais fortes de sua carreira: “Started From the Bottom”, “Hold On, We’re Going Home”, “From Time” e “Pound Cake / Paris Morton Music 2”, parceria com Jay-Z.

Com menos de uma hora de duração, Drake entregou um trabalho coeso, ambicioso e praticamente sem falhas.

[Este conteúdo foi traduzido e adaptado da Billboard. Leia o texto original, em inglês, aqui].