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Diretora da Abramus fala sobre direitos autorais, AI e mercado musical

Insights sobre o futuro dos direitos autorais e o aumento de mulheres na música

Abramus (Reprodução/YouTube)

Abramus (Reprodução/YouTube)

Em uma entrevista exclusiva ao podcast Cabos e Cases, Fernanda Audi, Diretora de Operações da Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes) abordou temas relevantes e atuais que envolvem o mercado musical no Brasil. Durante o bate-papo, ela destacou os desafios enfrentados pelos criadores na era da inteligência artificial, além de discutir avanços importantes na representatividade feminina e na proteção das obras musicais.

Fernanda explicou que a inteligência artificial se tornou uma das principais pautas internacionais no setor de direitos autorais. Segundo ela, a preocupação da Abramus, junto de outras associações, é criar formas de documentar o uso de IA para garantir que os autores, compositores e intérpretes recebam uma remuneração justa por suas criações. “Nosso papel é criar mecanismos para identificar quando a inteligência artificial foi utilizada na criação de uma obra, assim podemos assegurar que os direitos dos criadores sejam preservados e remunerados corretamente”, afirmou.

Ela também reforçou que o mercado da música no Brasil vem vivendo um momento de crescimento, impulsionado pelo aumento na realização de festivais, shows e eventos com uma diversidade de estilos musicais. Fernanda observou que essa movimentação reflete-se na arrecadação de direitos autorais, uma vez que a execução ao vivo remunera principalmente os compositores e as editoras. “Quanto mais eventos e negociações bem-sucedidas, maior é o benefício para os autores, protegendo seus direitos e aumentando suas receitas,” destacou.

Sobre o papel da Abramus na formação de novos artistas, Fernanda afirmou que a associação é um espaço de livre escolha, aberto a qualquer músico ou criador interessado em se inserir na cadeia de direitos autorais. Ela ressaltou a importância do conhecimento sobre o funcionamento do mercado e como a documentação adequada de obras é fundamental para garantir direitos e facilitar futuras negociações.

Outro tema abordado foi a participação feminina na música brasileira. Fernanda enfatizou que, embora ainda seja um percentual pequeno, a presença de mulheres tanto na equipe da própria Abramus quanto no cenário artístico vem crescendo. “Estamos quase atingindo 50% de mulheres na nossa equipe, e há um esforço contínuo para ampliar a participação delas no mercado”, afirmou. Ela também destacou que, mesmo que o percentual de compositoras ainda seja abaixo de 10%, há uma mudança significativa na representatividade e no reconhecimento dessas profissionais, que começam a inserir seus nomes oficialmente nas obras e a conquistar espaço na cena musical.

Quanto às grandes compositoras da história, Fernanda lembrou que, no passado, muitas delas não receberam o reconhecimento adequado por suas criações devido a um contexto social e cultural mais machista. Hoje, ela garante que esse cenário vem mudando, e muitas mulheres têm se mostrado conscientes da importância de registrar suas obras com autonomia. “As compositoras estão empoderadas e fortes, colocando seus nomes na documentação e mostrando que merecem participar de forma igualitária nesse mercado,” afirmou.

Para encerrar, Fernanda Audi deixou uma mensagem de incentivo a novos artistas e colaboradores do mercado musical. Ela reforçou que a Abramus atua como uma parceira do artista, orientando quanto à documentação, negociações e direitos. E, mais do que nunca, a união e o fortalecimento de suas vozes são essenciais para promover uma música diversa, justa e sustentável.