
Lewis Capaldi no Lollapalooza 2026 (Tati Silvestroni/Billboard Brasil)
Copa da Música: Escócia joga bonito nas paradas de 2026
Com cerca de cinco milhões de habitantes, país tem nomes em alta nos charts
Nesta quarta-feira (24), o Brasil encara a Escócia pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo. E vale conhecer um pouco mais da música do pequeno país europeu, muitas vezes ofuscado pelos vizinhos maiores. A música escocesa ocupa um espaço desproporcional ao tamanho do país: enquanto o time entra em campo como azarão, Glasgow e Edimburgo vêm exportando alguns dos nomes mais ouvidos do Reino Unido.
Foi a Escócia que deu ao mundo a voz de Annie Lennox nos Eurythmics, o pop do Simple Minds, o refrão de bar dos Proclaimers e, mais perto de nós, a explosão indie dos anos 2000 com Franz Ferdinand e a delicadeza do Belle and Sebastian. .
E o que está tocando agora na Escócia? Um pop de coração partido que voltou em grande estilo, um folk de Glasgow que lota arena e uma nova safra de soul. A série Copa da Música reuniu alguns expoentes da música da Escócia para você conhecer:
Cinco nomes da Escócia para conhecer
Lewis Capaldi
O retorno mais comentado da Grã-Bretanha é escocês. Depois de afastar-se dos palcos para cuidar da saúde mental, Capaldi voltou em 2025 com o EP “Survive”, cuja faixa-título virou seu sexto nº1 no Reino Unido e o single de venda mais rápida do ano. Em 21 de junho fechou o TRNSMT, em Glasgow, e nesta quarta (24) abre a turnê britânica e irlandesa, mesmo dia de Brasil x Escócia. Já estreou inédita nova, “Stay Love”, num pocket show no Penn Station, em Nova York, e confirmou que vai sumir para gravar o próximo disco.
Dylan John Thomas
Saído das ruas de Glasgow e apadrinhado por Gerry Cinnamon, Dylan virou o segredo mais mal guardado da Escócia: mais de 40 milhões de streams, seis noites esgotadas no Barrowland e show em casa na arena OVO Hydro. Acaba de anunciar o segundo álbum, “Nothing Here Worth Taking”, puxado pelo single “Got You on My Mind”, de banjo e metais. É a cara da nova cena de raiz escocesa.
Barry Can’t Swim
Nascido em Edimburgo, Joshua Mainnie é hoje um dos eletrônicos mais celebrados do Reino Unido. O disco de estreia, “When Will We Land?”, passou de 100 milhões de streams e entrou na lista do Mercury Prize; o segundo, “Loner” (2025), chegou ao Top 10 britânico e liderou a parada dance. Em maio de 2026 lançou o single “Return to Bhibo” e disputa o Brit de Artista Revelação.
Brooke Combe
Voz central da retomada soul escocesa, Brooke fez barulho com o álbum de estreia “Dancing At The Edge Of The World” (2025) e abriu 2026 assinando com a Fontana e lançando “Tears Won’t Lie”, uma balada de pegada Northern Soul. Vinha de uma turnê britânica esgotada quando o single saiu.
Gerry Cinnamon
O fenômeno que ninguém da indústria viu chegar: da calçada de Glasgow até lotar duas vezes o Hampden Park, estádio da seleção escocesa. Sem grande gravadora, construiu no boca a boca um público de massa e segue em turnê em 2026 e 2027.