Como os guitarristas ajudaram a moldar a sonoridade de Ozzy Osbourne
O 'Príncipe das Trevas' contou com os principais virtuoses do mercado do rock

Ozzy Osbourne em maio de 2014 (Reuters)
Um dos segredos do sucesso de uma banda de rock, apregoa Keith Richards, é ter um vocalista que pule bastante e um herói da guitarra. Nesse quesito, poucos roqueiros foram tão bem-sucedidos quanto Ozzy Osbourne, morto no dia 22 de julho aos 76 anos. Vocalista da formação original –e mais importante do Black Sabbath–, foi na carreira solo que ele saiu da posição de coadjuvante (muitas vezes era ofuscado pelo guitarrista Tony Iommi) e ganhou o epíteto de Príncipe das Trevas. Uma das qualidades de Ozzy nesse período foi o talento para descobrir novos ases da guitarra.
Ozzy é o “pai” de Randy Rhoads, músico que para muitos foi o grande herói da guitarra no final do século XX. E além dos instrumentistas que trabalharam em seus discos e turnês, ele contou –ainda que rapidamente– com diversos ases das seis cordas. George Lynch (Dokken), Gary Moore, Steve Vai, Alex Skolnick (Testament) e Jerry Cantrell (Alice in Chains) foram alguns dos nomes que rapidamente colaboraram com o “Madman”. Mas os sete nomes abaixo tiveram uma colaboração mais efetiva. Vamos a eles?
RANDY RHOADS (1979-1982)
Egresso do Quiet Riot, este guitarrista e compositor americano ajudou a moldar a sonoridade da banda de Ozzy Osbourne no início dos anos 1980. Rhoads era conhecido por sua habilidade e criatividade e colaborou nos dos primeiros discos do Príncipe das Trevas. Em 1982, ele havia anunciado sua saída do grupo –queria incursionar pelo universo erudito– quando morreu num acidente bizarro. O avião em que estava entrou direto numa garagem, matando a todos.
Disco para conhecer: “Tribute” (1987), disco póstumo que traz apresentações ao vivo de Ozzy Osbourne.
BERNIE TORMÉ (1982)
https://open.spotify.com/intl-pt/album/7tjluChITx6I8RtE3FuJdJ?si=kwdQUuS8RSynlB_sPL2bJQ
Pouco depois da morte de Randy Rhoads, a empresa de Ozzy optou por uma solução caseira –o escolhido foi Robert Sarzo, irmão de Rudy, então baixista da banda do roqueiro inglês. A gravadora de Ozzy, contudo, já tinha contratado o irlandês Bernie Tormé como substituto de Rhoads. Ex-guitarrista da banda de Ian Gillan, Tormé tinha uma pegada mais blues que seu antecessor e por um breve momento tocou punk rock. Sua passagem pela banda de Ozzy durou somente sete shows. O músico saiu alegando que o clima “estava pesado”. Tormé morreu em 2019.
Disco para conhecer: “Back to Babylon” (1985)
BRAD GILLIS (1982)
O guitarrista americano foi chamado às pressas para substituir o demissionário Bernie Tormé e sua experiência não foi das melhores. Ozzy, ainda ressentido com a morte de Randy Rhoads (e numa fase de bebedeira absoluta) o tratou de modo grosseiro e Gillis ainda entrou numa fria. Sharon Osbourne, ao saber que o Black Sabbath estava gravando um disco ao vivo, fez com o que seu marido lançasse um projeto dedicado às canções do Black Sabbath. O resultado foi “Speak of the Devil”, no qual Gillis quebra tudo, mas Ozzy abusou do direito de desafinar. Posteriormente, o guitarrista saiu para apostar em seu projeto, o grupo de hard pop Night Ranger.
Disco para conhecer: “Speak of the Devil” (1982) e “Midnight Madness”, do Night Ranger
JAKE E LEE (1982-1987)
É o melhor músico a ocupar o posto desde a morte de Randy Rhoads. Veterano da cena de hard rock de Los Angeles, Lee foi um dos fundadores do Teaser (o nome do grupo faz uma referência ao disco solo de Tommy Bolin, magistral guitarrista do Deep Purple) e Rough Cutt até ser pinçado para a banda do roqueiro inglês. A entrada de Lee coincide com a ascensão do “hair metal” subgênero do hard rock repleto de bandas que capricharam na maquiagem e nos cabelos esvoaçantes. Lee foi o guitarrista dos discos “Bark at the Moon”, de 1984, e “The Ultimate Sin”, de 1986, e fez parte da banda que tocou no Rock in Rio. Demitido em 1987, criou o ótimo Badlands.
Disco para conhecer: “Bark at the Moon” (1984) e o disco de estreia do Badlands (1989
ZAKK WYLDE (1987-1995, 2001-2009 e 2017-2025)
Nascido no estado de Nova Jersey, Zakk Wylde tinha pouco mais de dezenove anos quando entrou para a banda de Ozzy Osbourne. A despeito dos inúmeros entra-e-sai do grupo, foi o parceiro mais duradouro do “Príncipe das Trevas” e o que tem projetos solo mais consistentes. Wylde criou as bandas Pride & Glory e Black Label Society e o tributo Zakk Sabbath.
Discos para conhecer: “No More Tears” e “Greatest Riffs” (com o Zakk Sabbath)
JOE HOLMES (1995-2001)
Ex-aluno de Randy Rhoads, passou pela banda de David Lee Roth (o melhor cantor do Van Halen) até ser escolhido como substituto de Zakk Wylde. Quem o assistiu no Monsters of Rock de 1995, que aconteceu no estádio do Pacaembu, sabe de antemão que sua passagem pela banda de Ozzy Osbourne foi beem apagada. Holmes apareceu no videoclipe da canção “Perry Mason” e escreveu algumas canções de “Down to Earth”, mas foi substituído antes do início das gravações. Sua última investida musical foi o grupo Farmikos.
Disco para conhecer: singles do Farmikos (2015)
GUS G (2009-2017)
Nascido na Grécia, ele se apaixonou pelo rock ao conhecer “Frampton Comes Alive”, disco ao vivo de 1975 do cantor e guitarrista Peter Frampton. Gus tinha dezoito anos quando migrou do seu país natal para os Estados Unidos, onde foi estudar na Berklee School of Music –estudo que durou algumas semanas, pois foi tocar na cena metal do país. Gus era guitarrista e líder do grupo Firewind quando, em 2009, Ozzy o convidou para fazer parte de sua banda. Ele gravou somente um disco, “Scream”, de 2010.
Disco para conhecer: “Scream” (2010)
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