Lolla BR 2026: ÀTTØØXXÁ leva seus ‘papos musicais’ da Bahia para o Coke Studio

ÀTTØØXXÁno Coke Studio (Leca Novo)
O Coke Studio é um espaço que faz quem passa ficar. E isso fica ainda mais fácil quando quem está no palco da atração é o ÀTTØØXXÁ. Comemorando dez anos de carreira, em nova fase e com novo álbum, o grupo levou neste domingo (22) sua mistura de pagodão, arrocha e batidas eletrônicas para o palco da Coca-Cola.
A banda baiana ocupou o espaço com um show que não era só música, mas celebração e potência. No começo do ano, eles lançaram o álbum “Tá Pra Onda”, com músicas inéditas, mas também versões novas de antigos hits. Isso gerou um mix de reggae, arrocha, dubstep, funk e música de raiz, com a naturalidade que deu fama ao grupo.
Aliás, “Tá Pra onda” tem tudo a ver com isso. “Na linguagem de Salvador, “tá pra onda” significa intensidade, aquela vontade de fazer acontecer”, conta o guitarrista Chibatinha. “Isso tem tudo a ver com o Coke Studio. Quando veio o convite, ficamos muito animados, porque tem tudo a ver com o momento da banda e o sentimento do álbum novo. A ideia é se comunicar, ir para frente, ir para cima.”
Além de apresentar músicas do novo álbum, a banda aproveitou para esquentar o público com covers de “Uptown Funk”, de Bruno Mars, e “Sossego”, de Tim Maia. Tudo com um toque que só o ÀTTØØXXÁ sabe dar.
“Pra gente é uma felicidade enorme participar de novo do Coke Studio no Lolla. Estar aqui tem muito a ver com o ÀTTØØXXÁ, porque as duas coisas saem do mesmo ponto de partida, que é comunicar. É essa troca cultural e musical”, acrescenta Chibatinha.
Nova fase
A Bahia sempre teve uma vocação natural para conversar com o mundo — da força do Olodum nos anos 1990, às novas tendências que nascem a cada Carnaval. A trajetória do grupo sempre esteve ligada à pesquisa de ritmos e às possibilidades de mistura.
No início do projeto, Rafa Dias desenvolvia experimentações musicais e convidou os futuros integrantes para participarem de apresentações dentro de uma festa criada por ele. Foi ali que a formação começou a ganhar forma e que o Àtooxxa iniciou o caminho como banda.
Com o novo álbum, essa pesquisa continua, mas agora apontando para um novo momento, mirando novas parcerias e novos sons. Ao mesmo tempo, o disco marca uma mudança importante na dinâmica interna da banda. “Hoje estamos em uma nova formação. O Rafa saiu das bases eletrônicas e assumiu a frente, cantando com a gente no palco. Estamos super empolgados.”
Essa energia também aparece nas colaborações do projeto. O disco reúne artistas que fizeram parte da caminhada da banda ao longo dos anos, como Vandal, Supremo e Yan Cloud, nomes que ajudam a compor a nova cena musical baiana.
“Chamamos essa galera para celebrar mesmo. São artistas que caminharam com a gente e que admiramos muito. Todos fazem parte dessa nova cena da Bahia, que é muito animadora para os próximos anos.”
Entre os destaques está uma nova versão de “Vem Ni Mim”, clássico da fase inicial do grupo, com participação de Vandal. A faixa foi repaginada com uma sonoridade menos eletrônica e mais próxima do arrocha raiz.
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