Coachella 2026: 10 atrações além do óbvio
Do punk do Drain ao techno de Youna, nomes fogem do roteiro principal

Plateia do Coachella 2025, na Califórnia (Créditos: USA TODAY Network via Reuters Connect)
O primeiro fim de semana do Coachella 2026 vem aí. Além dos headliners mais manjados, como Sabrina Carpenter ou Justin Bieber, o festival continua a oferecer uma gama de artistas em ascenção que ainda operam fora do radar do mainstream. É nas últimas linhas do famoso cartaz onde estão projetos que ainda não estouraram no circuito e alguns nomes que em breve estarão no hype.
Essa curadoria ajuda a explicar por que o Coachella segue funcionando como uma das maiores vitrines de descoberta, mesmo quando grande parte da conversa pública nas redes sociais fica presa nos grandes nomes. A programação distribui ao longo do dia shows que, na prática, acabam definindo a experiência de quem vai ao festival.
A Billboard Brasil listou abaixo dez desses nomes que chegam ao Coachella 2026 com potencial para “passarem de fase” no jogo do pop. Do rock sujo do Drain ao technopop de Youna, conheça algumas apostas para o festival.
A transmissão oficial acontece no canal do Coachella no YouTube, ao longo dos dois fins de semana do evento: 10, 11 e 12 de abril, além de 17, 18 e 19 de abril. Os shows começam a partir das 17h (horário de Brasília), com apresentações simultâneas de diferentes palcos.
Drain
No “quintal” de casa, o grupo californiano Drain chega ao Coachella no embalo de “…Is Your Friend”, terceiro álbum da banda, lançado em novembro de 2025. O som do grupo se enquadra numa zona entre hardcore, thrash e punk acelerado, com repertório pensado para maximizar a resposta ao vivo. É um nome que tende a se impor pela intensidade do show. Os shows acontecem domingo, às 21h10 (Brasília).
flowerovlove
floweroflove é o projeto da britânica Joyce Cissé, que chega ao festival aos 20 anos e em um momento de afirmação mais nítida no pop. Depois de uma sequência de singles em 2025, ela lançou “Casual Lady” em fevereiro de 2026, faixa que reforça uma escrita voltada ao pop de refrão imediato e ajuda a explicar por que seu nome aparece como uma aposta recorrente em torno do line-up deste ano. Confira abaixo “American Wedding” seu lançamento mais recente. Shows nos domingos, às 18h05 (Brasília).
Freak Slug
Nome artístico da inglesa Xenya Genovese, a Freak Slug segue expandindo o universo de guitarras enevoadas e melodias tortas que consolidou em “I Blow Out Big Candles” e prolongou no EP “Loose Tooth and a Short Skirt”, ambos centrais em seu momento recente. O som orbita entre indie rock, bedroom pop e shoegaze, com um desenho mais estranho do que comportado, o que faz dela um encaixe interessante para quem quiser escapar de sets mais previsíveis. Shows nos sábados, marcados para 19h15 (Brasília).
Jane Remover
Jane Remover chega ao Coachella depois de “Revengeseekerz”, álbum lançado em abril de 2025. É um dos nomes mais difíceis de resumir do cartaz: o projeto trabalha com rap experimental, eletrônica, ruído, hardstyle e sensibilidade pop, desmontando qualquer expectativa de linearidade e transformando o palco em terreno de atrito. Apresentações nos domingos, 21h10 (Brasília).
Lambrini Girls
As Lambrini Girls levam ao festival um punk britânico frontal, político e de ataque rápido, hoje ancorado no álbum “Who Let The Dogs Out”. A dupla ganhou espaço com músicas que atravessam temas como guerra cultural, classe e transfobia sem suavizar o discurso, e isso ajuda a explicar por que segue aparecendo como um dos nomes mais barulhentos e mais debatidos da nova leva de bandas do Reino Unido. Ouça abaixo a sugestiva “Cuntology 101”. Domingos, 18h15 (Brasília).
Model/Actriz
O elétrico Model/Actriz é um dos casos mais úteis para quem procura algo fora do eixo indie-pop convencional do festival. No segundo álbum, “Pirouette”, lançado em maio de 2025, a banda de Nova York preserva a tensão industrial e a dissonância de base no-wave, mas abre mais espaço para pulsação de dance-punk e ganchos melódicos. Shows nos domingos, 18h (Brasília).
NewDad
Os irlandeses do NewDad chegam ao Coachella trabalhando numa chave de shoegaze e indie rock melancólico. O repertório conta com canções atravessadas por deslocamento, ambição e saudade de Galway após a mudança para Londres, o que dá peso extra a um repertório menos imediato do que parece à primeira audição. Sextas, às 18h (Brasília).
Ninajirachi
Ninajirachi é uma das escolhas mais nítidas para quem quer ver o Coachella 2026 dialogar com a club culture mais recente. A produtora australiana lançou “I Love My Computer” em agosto de 2025 e construiu no disco uma mistura de trance, hyperpop, electro-house e outras derivações de música eletrônica filtradas por uma narrativa pessoal sobre vida online, o que dá ao show apelo tanto para pista quanto para curiosos de pop eletrônico mais mutante. Em tempos de IA, veja o clipe de “I Wanna Fuck My Computer”. Sextas, 20h20 (Brasília).
Röyksopp
Röyksopp aparece como um caso raro de veterano subalocado no cartaz. O duo norueguês entrou em 2026 ainda carregando o ciclo de True Electric, álbum e projeto de turnê anunciados como uma volta às raízes mais clubbers da própria discografia, o que sugere um set valioso para quem prefere experiência de pista com repertório já testado em décadas de estrada. Domingos, às 21h (Brasília).
Youna
Talvez o nome mais famoso e com maior fanbase dessa lista, Youna é uma DJ e produtora sul-coreana que vem crescendo no circuito internacional de techno melódico e progressive house com sets de apelo visual e construção emocional. A sua trajetória é marcada por performances imersivas e de alta energia. Sextas, às 20h (Brasília).
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