Carnaval de SP: Como foi o desfile da Mocidade Alegre?

Mocidade Alegre (Instagram)
A Mocidade Alegre realizou o desfile no Sambódromo do Anhembi na madrugada de domingo (15). A escola foi a terceira a entrar na avenida, por volta de 0h40.
A agremiação apresentou o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra” em homenagem à trajetória da atriz Léa Garcia. A abertura do desfile ocorreu com a comissão de frente, que reuniu Thelma Assis, no papel da homenageada, e Fred Nicácio, interpretando o dramaturgo Abdias Nascimento, fundador do Teatro Experimental do Negro.
A Mocidade, que obteve a quarta colocação no carnaval de 2025, utilizou o carro abre-alas para abordar a ancestralidade da artista por meio de indumentárias africanas. A narrativa visual das demais alegorias percorreu marcos da carreira de Léa Garcia, como a premiação no Festival de Cinema de Gramado, representada pelo troféu Kikito. O desfile também exibiu figuras da religiosidade de matriz africana, incluindo uma escultura de Iemanjá equipada com um sistema de vazão de água.
As agremiações que integraram a mesma noite de apresentações foram:
Império de Casa Verde
Águia de Ouro
Mocidade Alegre
Gaviões da Fiel
Estrela do Terceiro Milênio
Tom Maior
Camisa Verde e Branco
Confira a letra do samba-enredo da Mocidade Alegre para o Carnaval de 2026
Enredo: Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra
Compositores: Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinicius, Márcio André, Salgado Luz, Daniel de Oliveira, Fabian Juarez e Biel.
Vem ver… a luz que brilha no olhar
O dom de representar, a arte em movimento
É ela… a força de um ideal
No palco da vida, um brilho imortal!
Onde o negro é a voz, o corpo é a alma
O grito que ecoa, o povo que aplama Léa… o seu nome é resistência
A pura essência da transformação!
Ô Malunga… estrela que guia o meu caminhar
Nas águas de Orunmilá, o destino se fez… Malunga… deusa negra de axé Firmando o ponto, na ponta do pé!
Ecoou o tambor… lá no TEN renasceu
A cor que o destino jamais esqueceu
Em cada papel, uma nova semente
Lutando por nós, bravamente!
O Kikito na mão, o mundo a seus pés
A dama da cena, o eterno viés
De quem fez da vida um ato de fé!
Mãe das águas, a me abençoar
Leva o meu samba pro fundo do mar
Reflete a história na velha morada Léa Garcia, a nossa jornada!
Quem é de fé, não teme o amanhã
A Mocidade é o meu talismã! Bate no peito, o couro vai ecoar Léa eterna… pra sempre a brilhar!
Ouça “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”
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