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Gaviões da Fiel: como foi o desfile da vice-campeã do Carnaval de São Paulo 2026

Veja a letra e enredo da escola

Gaviões da Fiel 2026 (Instagram)

Gaviões da Fiel 2026 (Instagram @lentesdointerior)

A Gaviões da Fiel desfilou no Sambódromo do Anhembi na madrugada de domingo (15). A agremiação foi a quarta escola a entrar na passarela, por volta de 1h50, integrando a segunda noite do Grupo Especial de São Paulo.

A escola apresentou o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã” no Carnaval de 2026, com foco na resistência e no legado dos povos indígenas do Brasil. A Gaviões integrou a segunda noite do Grupo Especial, que contou também com Império de Casa Verde, Águia de Ouro, Mocidade Alegre, Estrela do Terceiro Milênio, Tom Maior e Camisa Verde e Branco.

A abertura foi conduzida pela comissão de frente, que encenou rituais de proteção da floresta e a sabedoria dos pajés.

Nas alegorias, a escola substituiu a cor verde pela azul em elementos naturais, mantendo a identidade visual ligada à torcida.

O carro abre-alas retratou a cosmologia Yanomami e a criação do mundo por Omama. Outras estruturas abordaram o impacto da colonização, a luta por terras e a preservação ambiental, utilizando efeitos visuais para simular fenômenos da natureza. A rainha de bateria Sabrina Sato representou uma flor da era dos dinossauros, simbolizando a longevidade das espécies.

Confira a letra do samba-enredo da Gaviões da Fiel para o Carnaval de 2026:

Enredo: “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”

Compositores: Renato do Pandeiro, Rica Leite, Luciano Rosa, Cacá, Vini, Beto Cabeça, Don Souza, Portuga, Alves, Willian Tadeu e Biro.

Yakoana… me revela, Xapiri

Um caminho a reluzir

Entre as matas, um brilho de estrelas

Tudo parecia sonho

No leito risonho da mãe natureza

Onde o rio beijou o chão

A floresta é o coração

De um tempo que iremos resgatar

Que Omama desenhou

Um dia, semente… no outro, a flor

Sou Tapajó, Cariri, Caeté

Um Potiguar, Tupi, Canindé

Na voz da resistência, na força e ritual

Renasce o meu canto ancestral

Xawara devora o sonho e a mata padece

Mas eu sou a voz que conhece

Os segredos das nossas raízes

Anhangá é luz pra vencer cicatrizes

Oh, mãe hostil, só uma vez

Escute os filhos deste solo

A quem foi negado teu colo

Pra ser Guajupiá de quem te ama

É hora de reflorestar o pensamento

Quem sabe o sonho volte como vento

O marco do futuro é Pindorama!

Yandê, Yandê, vai tremer a terra

Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra

Flecha que aponta novas direções T

enho lado nessa luta, sou Gaviões!

Ouça “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”