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‘Canto pra contar uma história e emocionar’, diz Elba Ramalho

A cantora faz o circuito completo do carnaval de Pernambuco em 2026

Elba Ramalho

A cantora paraibana Elba Ramalho (Felipe Mengoy/Divulgação)

A cantora paraibana Elba Ramalho é presença garantida no Carnaval de Pernambuco, mas dessa vez ela passou da conta. Em 2026 serão onze apresentações pelo estado, totalizando onze apresentações (três já foram, faltam mais oito).

Elba falou rapidamente com Billboard Brasil para falar da sua maratona, disco novo e sua relação com o estado.

Leia a entrevista com Elba Ramalho abaixo.

 

Billboard Brasil: Você já gravou disco ao vivo no Marco Zero, fez um disco com produção do (talentoso) Yuri Queiroga e tem no teu currículo a versão definitiva de “Leão do Norte”, pérola do repertório de Lenine. O que te atrai tanto na música de Recife?

Elba Ramalho: Sim, já gravei DVD no Marco Zero, recebi o título de cidadã recifense e fui a artista homenageada no Carnaval do Recife, no ano passado. Sou filha de músico pernambucano e aqui me sinto em casa.  Tenho orgulho de ter sido uma das primeiras intérpretes a gravar Lenine e Lula Queiroga. Yuri Queiroga e Tostão Queiroga já participaram da produção de três discos meus.

A minha relação com a cultura pernambucana é intensa, Recife tem sempre uma cena musical muito arrojada. Me identifico com a musicalidade que a cidade proporciona. O pernambucano canta o hino do estado, tem orgulho da sua bandeira e tem um caldeirão de ritmos que se renova de forma contínua. Sou suspeita, pois sou muito fã do Recife. O pernambucano já nasce com o micróbio do frevo.

Este ano teremos, entre muitas participações especiais tuas, uma aparição no Galo da Madrugada e na Bomba do Hemetério. Poderia falar melhor sobre as diferenças entre esses shows?

Todo o meu Carnaval será em Pernambuco e tenho três apresentações na cidade. O Galo da Madrugada é muito intenso, a troca de energia com o público é gigantesca. É muita emoção: é suor, é sol, é chuva, é o caminho, a trajetória que o trio percorre para levar a alegria e a música para o povo. É visceral.

No palco, é mais técnico, mas igualmente prazeroso.   Cada show tem suas características, cada lugar tem o seu DNA. A plateia sempre pode contar com o meu melhor, entrego o que eu tenho de melhor naquele dia, naquele momento. Cantar é sempre bom.  Os pólos alternativos tem um público ávido pelo show, é uma responsabilidade atender as expectativas de um povo que nasce sabendo o que é frevo.

Outro grande recifense sempre presente no teu repertório é Nando Cordel. Quais as qualidades dele que você considera essenciais para estar sempre presente nos teus discos e shows?

Nando Cordel, parceiro de Dominguinhos, compositor de “De Volta pro Aconchego” e “Gostoso Demais”. Precisa falar mais alguma coisa? É um gênio. Ser humano incrível, poeta, um artista completo. Não sei dizer quantas composições dele eu já gravei, certamente, mais de 20 músicas. É urbano, é verdadeiro, toca na alma de quem ouve.

De volta ao Carnaval de Pernambuco, esse ano serão onze apresentações em todos os locais considerados históricos no estado. Existe algum que você ainda não foi e esteja emocionada em visitar?

Creio nunca me apresentei em “Chã de Alegria”, é claro que é sempre bom visitar novos lugares. Eu tenho sina de cigarra, todo artista deve ir onde o povo está. Saber que alguém saiu da sua casa, do conforto do seu lar, para me assistir é gratificante.  

Estive no ano passado no Grande Encontro (que reúne Elba, Geraldo Azevedo e Alceu Valença) no Marco Zero, e pensei que são três décadas dessa reunião tão especial. Você tinha ideia de que estava fazendo algo tão histórico?

O Grande Encontro é um projeto vencedor e arrebata multidões. É uma satisfação ver famílias inteiras reunidas no show, são gerações que se encontram por meio das nossas canções. Nunca faço nada pensando que será histórico, procuro fazer com muita competência. O projeto segue sendo um grande sucesso até hoje, são artistas consolidados, com muito conteúdo.  

Quando teremos um novo disco?

Em breve.  Estou com saudades do estúdio e muito provavelmente vou buscar a colaboração dos meus amigos pernambucanos para este próximo trabalho.  Não me faltam boas idéias, e como intérprete, escolho a canção mais bonita, aquela tem algo a dizer.  Não canto só por cantar, canto para contar uma história e emocionar.

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ELBA RAMALHO EM PERNAMBUCO

13 de fevereiro (sexta-feira)

  • Goiana (PE)

14 de fevereiro (sábado)

  • Galo da Madrugada em Recife (PE)
  • Pesqueira (PE)

15 de fevereiro (domingo)

  • Domingo do Papangu -Bezerros (PE)
  • Bomba do Hemetério em Recife (PE)

16 de fevereiro (segunda-feira)

  • Paudalho (PE)

17 de fevereiro (terça-feira)

  • Chã de Alegria (PE)
  • MARCO ZERO

Ouça grandes sucessos de Elba Ramalho