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Camarote Salvador 2026: entenda a originalidade de Saulo Fernandes

Atração do Camarote Salvador 2026 na segunda de Carnaval (16/2)

Saulo

Saulo vai cantar com Luiz Caldas no Turá 2025 (Renata Monteiro/ Brazil News)

Confirmado como uma das grandes estrelas do Camarote Salvador 2026, Saulo Fernandes sobe ao palco na segunda-feira de Carnaval, dia 16 de fevereiro. O artista divide o line-up da noite com nomes de peso como o astro internacional Ne-Yo e o fenômeno Pedro Sampaio, prometendo uma celebração épica dos clássicos do axé music. Ícone da música baiana, Saulo personifica a evolução do gênero ao fundi-lo com a sensibilidade da MPB e a força do afropop. Natural de Barreiras, no interior da Bahia, o cantor construiu uma identidade marcada pela entrega emocional e por um discurso de paz que ressoa muito além dos trios elétricos.

Da origem ao estrelato

A caminhada profissional ganhou fôlego em 1996, quando ele liderou a banda Chica Fé. Foi nesse projeto que sua mistura rítmica de samba-reggae e pop chamou a atenção, rendendo-lhe o troféu de cantor revelação do Carnaval soteropolitano em 2001. Esse destaque abriu as portas para um dos maiores desafios de sua vida: assumir o comando da lendária Banda Eva.

O ciclo no Eva (2002 a 2013)

Durante pouco mais de uma década, Saulo emprestou sua voz e carisma ao grupo, consolidando-se como um dos intérpretes mais emblemáticos da história da banda. Sua despedida, ocorrida em 2013, foi um exemplo de elegância e gratidão. Diferente das rupturas conturbadas comuns no meio artístico, ele descreveu o movimento como uma transição natural, comparando sua saída a uma mudança de residência feita com carinho e respeito.

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Identidade musical e sensibilidade

O som do cantor é uma celebração das raízes africanas. Frequentemente definido como afropop baiano, seu trabalho é atravessado pela influência intelectual e melódica de mestres como Gilberto Gil e Caetano Veloso. Não raro, seus shows tornam-se saraus, onde o cantor recita versos de Fernando Pessoa, unindo a literatura à energia da percussão.

Carreira solo e lado humano

Sua estreia individual aconteceu com o registro “Saulo ao Vivo” (2013), gravado na mística Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Desde então, ele tem explorado novos formatos em projetos como o álbum “Baiuno” e o ensaio “Saulo, Som, Sol”, que priorizam uma sonoridade mais orgânica e solar.

Além dos palcos, o artista é conhecido por gestos de profunda empatia. Recentemente, ele viralizou ao surpreender um fã em tratamento de saúde mental, reforçando a crença de que a música possui um papel terapêutico e restaurador. No âmbito pessoal, Saulo é pai dedicado de três filhos: João Lucas, Pedro e Saulo.

Playlist comentada: o essencial de Saulo

Confira uma seleção de faixas que narram a evolução sonora do artista, desde os hinos de estádio até as composições mais íntimas:

“Anjo”

Uma celebração poética da leveza e do afeto, marcada pela voz suave de Saulo que transmite uma sensação de paz. A letra exalta a presença de alguém que ilumina a vida, utilizando uma sonoridade percussiva delicada que é a marca registrada do axé acústico baiano.

“Não precisa mudar”

Gravada em parceria com Ivete Sangalo, esta canção tornou-se um hino de cumplicidade e é indispensável em qualquer retrospectiva da música baiana.

“Raiz de todo bem”

A faixa de abertura de sua carreira solo. É considerada um manifesto de exaltação à Bahia e à herança africana, com uma percussão marcante.

“Preta”

Música que destaca o suingue e a leveza do álbum “Saulo ao Vivo”, mostrando sua habilidade em conduzir multidões com mensagens de alegria.

“Floresça”

Uma composição mais madura e poética, presente no projeto “Baiuno” (2015), que reflete o lado mais espiritual e filosófico do cantor.