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Bruno Mars: Billboard classifica as faixas de ‘The Romantic’

Da menos boa para a melhor

Bruno Mars no clipe de "Risk It All"(Reprodução YouTube)

Bruno Mars no clipe de "Risk It All"(Reprodução YouTube)

A espera pelo novo álbum de Bruno Mars, “The Romantic”, foi longa. Foram cinco anos desde sua colaboração com Anderson .Paak em “An Evening With Silk Sonic” e dez anos desde seu último trabalho solo.

Nesta sexta-feira (27), Bruno finalmente retorna com um projeto de nove faixas. O disco foi concebido para encerrar o mês dos namorados com uma coleção exuberante de canções que honram os anos 70 e 80.

O álbum já chega com um sucesso estrondoso na Billboard Hot 100. A música “I Just Might” estreou em primeiro lugar, provando que o astro ainda domina as paradas globais em 2026.

9 – “Nothing Left”

Uma rara canção sobre término de relacionamento em “The Romantic”, a faixa “Nothing Left” é eficaz, mas um pouco insípida para os padrões de Mars.

A letra pede tanto um arranjo muito mais minimalista quanto uma balada poderosa e bombástica. No entanto, ela fica em um meio-termo nesta penúltima faixa do álbum.

O estilo de produção de The Smeezingtons aqui parece não encontrar o equilíbrio ideal. A canção acaba sendo a menos impactante do novo repertório.

8 – “God Was Showing Off”

Com algumas boas frases e uma levada de dois acordes, a música “God Was Showing Off” lembra uma versão mais sonhadora de “Soulful Strut”.

A canção se beneficiaria de um pouco mais de funk para sustentar suas letras românticas e bregas. O arranjo de soul doce acaba sendo um pouco sério demais para a proposta.

Ainda assim, a faixa mantém o charme característico que consagrou o cantor. É um momento de leveza em meio à produção luxuosa do disco.

7 – “Why You Wanna Fight”

Musicalmente, esta faixa lembra um pouco “Leave the Door Open”, especialmente pelo uso do xilofone. Mas o trabalho de guitarra ajuda a dar um caráter próprio à música.

A introdução é distorcida e penetrante, evoluindo para um tom lamentoso nos versos. A sonoridade remete ao grupo Rose Royce na canção “I’m Going Down”.

É uma exploração interessante sobre os conflitos amorosos e a busca pela paz. A instrumentação é o grande destaque desta sétima posição.

6 – “Dance With Me”

A faixa de encerramento de “The Romantic” termina de forma agradável. Ela deixa de lado o soul dos anos 70 para remeter às influências originais de “doo-wop” do artista.

A música apresenta harmonias suaves, cordas delicadas e letras diretas e urgentes. É uma demonstração vocal eficaz que prepara o público para futuras turnês em estádios.

Mesmo sem ser revolucionária, a canção deixa os ouvintes com uma sensação positiva. É o desfecho ideal para uma jornada sonora tão nostálgica.

5 – “Risk It All”

A faixa de abertura do álbum começa com um trompete quase mariachi e cordas de balada. O cantor soa próximo ao estilo de Marc Anthony nesta produção.

“Risk It All” é descrita como a canção de amor mais terna de Mars até agora. É sua abertura mais dramática desde o sucesso “Young Girls” do disco “Unorthodox Jukebox”.

A letra fala sobre atravessar um incêndio para estar ao lado da pessoa amada. Certamente será um dos grandes destaques nas apresentações ao vivo.

4 – “On My Soul”

Nesta faixa, o artista faz uma homenagem precisa ao estilo de Curtis Mayfield em “Move on Up”. A vibe da canção é uma das melhores da história do soul pop.

A produção acerta nos detalhes, como a bateria frenética e os bongôs de apoio. As guitarras criam tensão enquanto os metais impecáveis completam o arranjo.

A parte da quebra, onde o cantor e sua banda trocam exclamações, eleva a música a outro patamar. É um tributo que evita soar como um cover comum.

3 – “Something Serious”

Misturando grooves de clássicos como “Low Rider” da banda War e o cover de Santana para “Oye Como Va”, esta faixa explora uma nova vertente retrô.

O artista parece estar se divertindo muito com o uso do “cowbell” e dos metais. A letra é inteligente e divertida, focando em um compromisso sério.

Ao vivo, é possível imaginar a banda estendendo a parte instrumental por vários minutos. Os solos múltiplos devem levar as plateias ao delírio.

2 – “I Just Might”

Embora alguns esperassem uma direção completamente nova, a canção “I Just Might” compensa a falta de surpresas com muita satisfação sonora.

Sendo a terceira faixa do álbum, ela soa como se o projeto estivesse em seu auge. Os riffs de guitarra e as batidas de “hi-hat” lembram festas de casamento inesquecíveis.

O sucesso imediato nas paradas confirma que a fórmula clássica do cantor ainda é imbatível. É o coração pulsante do novo disco “The Romantic”.

1 – “Cha Cha Cha”

A canção “Cha Cha Cha” ocupa o topo da lista com referências ao soul da Filadélfia. A base remete ao clássico “Back Stabbers” do grupo The O’Jays.

A música captura o êxtase da pista de dança com um groove que se transforma em puro disco no minuto final. O artista e sua banda, The Hooligans, brilham intensamente.

Ninguém consegue unir tantas influências de forma tão coesa quanto Bruno Mars. É a obra-prima que define o conceito de “The Romantic” em 2026.

Ouça “The Romantic”, de Bruno Mars