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BK’ celebra ‘Castelos & Ruínas’ com filme inédito: ‘Projeção de futuro’

Projeto visual mergulha em ancestralidade e trajetória do rapper

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BK' (@youknowmyface)

BK’ dá início às celebrações pelos dez anos de “Castelos e Ruínas” com um ensaio visual inédito dirigido por Willy Hajli e Poeta Visual, com produção da Moonheist. O projeto antecede outro marco na trajetória do artista: no dia 19 de setembro, BK’ será o primeiro rapper brasileiro a realizar uma apresentação solo no Allianz Parque, em São Paulo.

Partindo da faixa “Caminhos”, uma das principais do álbum, o filme é construído a partir de uma linguagem fragmentada, sem estrutura narrativa convencional. As escolhas se apoiam em realizadores experimentais como Arthur Jaffa e John Akomfrah, além das fotógrafas Latoya Ruby-Frazier e Deana Lawson. A música é atravessada por um canto etíope e desenho de som original, com ritmos e texturas não ocidentais, como indicam Willy Hajli e Poeta Visual.

“Castelos & Ruínas” foi concebido como um ensaio visual e metafórico para registrar a trajetória de Abebe Bikila (BK’). O filme dialoga intimamente com os temas de ancestralidade e cosmologia, em um enredo que se apresenta de forma fragmentada partindo da fala tenra de uma mãe com seu filho.

Estruturado sobre a ideia de dualidade, o “Castelo” faz alusão ao feminino, à redoma e ao espaço de proteção, enquanto a “Ruína” é figurativamente estabelecida na imagem de lutadores, em uma imagética do percurso e seus desafios.

“BK revisita sua própria trajetória e nos revela um filme sobre o passado, mas que oferece uma projeção de futuro, de si próprio e de todos aqueles a quem sua obra pertence e ressoa”, diz Willy Hajli, diretor de cena da Moonheist.

“As referências partem dessa trajetória de 10 anos, mas também da minha própria caminhada. No fundo, não é só a história do Abebe, é uma história que também fala sobre mim, sobre ausência, família e os caminhos que a gente percorre. Meu olhar nasce da vontade de voltar à origem, não só para celebrar os dez anos de ‘Castelos & Ruínas’, mas também para aproximar o público das vivências e realidades que atravessam essa história”, complementa Poeta Visual.