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Entre melancolia e acidez, Blue mostra identidade sonora no Billboard Descobre

Blue (divulgação)

Blue (divulgação)

“Eu sempre brinco que já nasci cantora”, começa Blue. “Porque não me lembro de sentir vontade de fazer qualquer outra coisa na minha vida.”

Em entrevista à Billboard Brasil, a cantora e compositora revela que sempre gostou de chamar a atenção. Seu talento e personalidade podem ser conferidos no novo episódio do Billboard Descobre, projeto que revela novos nomes da música brasileira.

Do karaokê para os palcos

Criada em Realengo, no subúrbio do Rio de Janeiro, Isabela, ou melhor, Blue, cresceu influenciada por diversas sonoridades que os pais, os amigos e os vizinhos ouviam: do gospel ao funk, do pagode ao rock, do pop ao sertanejo. “Então eu cresci absorvendo de absolutamente tudo.”

Ela se descobriu cantora ainda na infância, enquanto brincava com o karaokê comprado pelo pai. O ponto de virada veio do próprio pai, que havia sido cantor em Minas Gerais, mas mudou de carreira quando foi morar no Rio. “Bom, já que você vai ficar cantando desafinado para os vizinhos ouvirem, então vou te ensinar.” Assim, surgia um compromisso entre pai e filha: aulas de canto todos os dias, às 17h.

O pai também criava oportunidades de shows, levando Blue para se apresentar em diversas igrejas. Foi nesse período que ela foi apresentada a uma banda de rock pelo filho do pastor.

“Quando ouvi aquilo, pensei: ‘é isso que eu quero fazer da minha vida’. Aí comecei a usar camiseta de caveira, olho preto… foi o desespero da minha mãe. Mas, ao mesmo tempo, quando eu ia escrever, havia aquela mistura da coisa agressiva do rock com as melodias do pop e elementos do pagode. Então, eu brinco sempre que o meu som é uma grande mistura dessa loucura que foi a minha vida toda.”

Essas influências também moldaram seu nome artístico, que mistura a melancolia associada à cor azul com uma intensidade mais quente, quase incendiária. Blue se define como uma mistura controversa entre a melancolia e a acidez.

E, para quem diz ter nascido cantora, é quase impossível imaginar que, em determinado momento, ela sentiu raiva do que mais amava fazer. A carioca passou a trabalhar em outros lugares, como shoppings, lojas e restaurantes, mas, segundo ela, “de alguma forma, parecia que sempre alguma coisa me chamava”.

“Quando eu ia para o trabalho, de trem, de metrô, eu procurava escutar músicas que de alguma forma me confortassem. Eu escutava muito Taylor Swift, porque sentia que aquilo me dava conforto por estar indo para um lugar que eu não queria, me sentindo perdida, sem saber o que fazer. Em algum momento, pensei que, se eu fosse voltar, precisava fazer a música que eu gostaria de ouvir. Porque, quando você está nesse ambiente, quantas pessoas não estão pensando na mesma coisa que eu estava?”

Assim, Blue entendeu seu maior objetivo como cantora: fazer com que sua música alcance o maior número de pessoas possível e ofereça conforto a quem precisa dessa mensagem.

Assista ao Billboard Descobre com Blue