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Copa da Música: a nova geração alemã que domina as paradas

De Kraftwerk ao reinado atual do Deutschrap, a Alemanha segue ganhando as pistas

Summer Cem, destaque da música alemã (Reprodução/Wikimedia)

Summer Cem, destaque da música alemã (Reprodução/Wikimedia)

Tetracampeã, a seleção da Alemanha entra na Copa do Mundo de 2026 carregando uma certeza que vai além do gramado. A música alemã é tão icônica quanto o seu futebol e igualmente repleta de craques. E a série Copa da Música preparou uma lista com as maiores revelações que vem de lá.

Para o ouvinte brasileiro, a Alemanha musical moderna começa em Düsseldorf, com o Kraftwerk e suas máquinas, ou com bandas como o Rammstein. O quarteto que transformou sintetizadores em batida (de “Trans-Europe Express” a “Die Mensch-Maschine”) plantou o DNA do electro que viajaria pelo mundo. Esse mesmo electro alimentou o Miami bass nos Estados Unidos, avô reconhecido do nosso batidão.

Só que as paradas alemãs de 2026 não vivem mais de eletrônica de exportação. Quem manda agora é o Deutschrap, o rap em alemão, construído em boa parte por filhos da imigração turca, árabe e balcânica. Ao lado, um pop nacional robusto.

 Entre máquinas, microfones e acordeões, a Alemanha de 2026 chega à Copa fazendo o que sua seleção sempre soube fazer: vencer jogando em casa.

A música alemã que toca agora na rua

Shirin David

Pop-rap de alto brilho. Nascida em Hamburgo, é hoje a estrela mais comentada da cena: emplaca “Gut genug” (com KitschKrieg e Blumengarten) em 8º na parada de singles e “LDNB” (com AK Ausserkontrolle) no Top 100, enquanto seu documentário na Netflix, lançado no início de 2026, dividiu o próprio meio sobre fama e exposição.

Summer Cem

Veterano do rap teuto-turco e um dos pilares da Banger Musik. Estreou forte com “Killy Manjaro” , que aparece em 3º lugar nesta semana. Prova de que a velha guarda do Deutschrap segue competitiva no streaming.

Pashanim

O cloud rap melancólico de Berlim. Vindo de Kreuzberg e de raízes turcas, mistura melancolia e batidas que flertam com o house. Domina o catálogo: “Prada Sport” (com AK Ausserkontrolle e Selim61) chegou ao 3º lugar, “Shabab(e)s im VIP” (com Ceren) alcançou o topo, e o álbum “2000” foi número 1 em 2024. Reservado, fez notícia em maio ao pedir boicote ao Eurovision.

AK Ausserkontrolle

Rap de rua (ou, como diriam os teutônicos, “Straßenrap”) pesado e direto, marca registrada de Berlim. Está em dose dupla na parada atual, em “Prada Sport” e em “LDNB” ao lado de Shirin David, mostrando como o rap de rua e o pop mainstream se cruzam no país.

Jazeek

Pela Ninetynine Music, levou “Akon” ao número 1 e mantém dois álbuns no Top 100 : “4Lap” e “Most Valuable Playa”. Um dos nomes que mais simbolizam a renovação do Deutschrap.

Nina Chuba

Pop-rap com pegada dancehall. Natural de Wedel, explodiu em 2022 com “Wildberry Lillet” (número 1 na Alemanha) e segue nas paradas com o álbum “Ich lieb mich, ich lieb mich nicht”, lançado em setembro de 2025 e líder em sua estreia. Foi a primeira artista alemã a ganhar uma ilha própria no jogo Fortnite.

Helene Fischer

Rainha do Schlager, o pop popular alemão por excelência, estreou “Heute Nacht” diretamente em primeiro lugar, lembrando que o rap não tem o monopólio das paradas e que a canção de raiz germânica ainda move multidões.