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‘Balaio’ fala dos 30 anos da morte dos Mamonas Assassinas

Programa tem edição especial neste domingo (1º) no GloboNews

Thunderbird no Balaio do GloboNews sobre Mamonas Assassinas (divulgação)

Thunderbird no Balaio do GloboNews sobre Mamonas Assassinas (divulgação)

A história do Mamonas Assassinas é o tema da edição deste domingo (1º) do programa “Balaio”, da GloboNews, 30 anos após a tragédia que interrompeu o sucesso do grupo. O especial mostra o acervo mantido por familiares dos integrantes do grupo, preservando figurinos originais e rascunhos de letras de músicas.

Além disso, o programa aborda a fase inicial como Utopia e exibe o trabalho de bandas cover que mantém vivo o repertório e a energia do Mamonas Assassinas entre o público – principalmente o que nasceu depois de 1996.

O músico Thunderbird explica: “Eles foram em todos os lugares. Foi uma grande febre nos anos 90. Eram 40 graus mesmo. Era uma coisa absurda”.

Com o objetivo de encontrar a icônica “Brasília Amarela”, símbolo de uma das músicas mais famosas da banda, a apresentadora Bete Pacheco e repórter Júlio Molica vão até Guarulhos (SP) para encontrar o pai de Dinho (vocalista), Hildebrando Alves, que explica como a família conseguiu recuperar o carro depois de quase perdê-lo.

Outro entrevistado é Eduardo Bueno, o Peninha, que escreveu a biografia autorizada do grupo. “Nem Manuel Bandeira nem Carlos Drummond de Andrade seriam capazes de rimar andaime com Vandaime. A rima vou descer do andaime para ver um filme do Vandaime para mim é um dos mais altos momentos da poesia brasileira”, conta.

A banda Mamonas Assassinas
A banda Mamonas Assassinas (Reprodução/Instagram)

Relembre Mamonas Assassinas, o meteoro da alegria

Formado em Guarulhos, o grupo surgiu das cinzas da banda Utopia, que focava em rock progressivo. Ao perceberem que o público reagia melhor ao humor, os integrantes transformaram a irreverência em sua marca registrada.

O único álbum de estúdio, autointitulado e lançado em junho de 1995, foi uma explosão comercial sem precedentes. Com sucessos como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira”, “Robocop Gay” e “Chopis Centis”, a banda conquistou todas as faixas etárias.

Estima-se que, na época, o disco tenha vendido mais de 3 milhões de cópias, de acordo com dados da Pró-Música Brasil. Com esses números, a obra tornou-se um dos álbuns de estreia mais vendidos da história do Brasil e recebeu o certificado de diamante pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

A sonoridade do grupo era um “caldeirão” de gêneros, fundindo o rock e o heavy metal a ritmos populares como forró, pagode, brega e vira. Suas composições carregavam influências técnicas de bandas como Rush e Dream Theater, mas as paródias eram o ponto alto: “Chopis Centis” referenciava abertamente “Should I Stay or Should I Go”, do The Clash, enquanto “Pelados em Santos” trazia nuances de “Crocodile Rock”, de Elton John. Essa mistura de virtuosismo musical com letras escrachadas cimentou um legado que permanece vivo três décadas após o trágico acidente aéreo de 1996.

O grupo Mamonas Assassinas teve sua carreira meteórica encerrada tragicamente em 2 de março de 1996, após a aeronave em que viajavam colidir contra a Serra da Cantareira durante a aproximação para o pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos.